A vida dá umas voltas engraçadas na gente: em 2011, amarguei a dor de não assistir ao show de John Fogerty -- o vocalista e principal compositor do Creedence Clearwater Revival -- em São Paulo, porque o show do Teenage Fanclub na The Week caía no mesmo dia. Cinco anos depois, enviado especial do Estadão a Las Vegas, pude fazer um pequeno acerto de contas com o passado e conferir a estreia da turnê Fortunate Son, baseada no último livro de memórias lançado pelo músico americano. O que eu vi no Venetian Theater -- teatro de um dos principais cassinos da cidade do pecado -- foi uma aula de rock'n'roll, com uma pitada de breguice que não comprometeu o resultado final.
"I had seventeen dollars in my wallet. Seventeen dollars and the fear of writing. I sat erect before the typewriter and blew on my fingers. I started to write and I wrote." (John Fante)
13 de jan de 2016
Fortunate Son: quatro vídeos de John Fogerty em Las Vegas
A vida dá umas voltas engraçadas na gente: em 2011, amarguei a dor de não assistir ao show de John Fogerty -- o vocalista e principal compositor do Creedence Clearwater Revival -- em São Paulo, porque o show do Teenage Fanclub na The Week caía no mesmo dia. Cinco anos depois, enviado especial do Estadão a Las Vegas, pude fazer um pequeno acerto de contas com o passado e conferir a estreia da turnê Fortunate Son, baseada no último livro de memórias lançado pelo músico americano. O que eu vi no Venetian Theater -- teatro de um dos principais cassinos da cidade do pecado -- foi uma aula de rock'n'roll, com uma pitada de breguice que não comprometeu o resultado final.
26 de jun de 2015
Melhor Hambúrguer da Cidade: Lanchonete da Cidade
Em qualquer discussão sobre hambúrgueres paulistanos que se preze, é difícil passar incólume pela Lanchonete da Cidade. Criada em 2004 (e hoje transformada em franquia com diversas filiais pela capital paulista), a hamburgueria da Cia. Tradicional de Comércio (dona de bares como o Astor e o Pirajá) pode ser considerada uma das precursoras da onda que transformou a junção de pão, carne e queijo em algo além de uma comida rápida para o paulistano. O que é, ao mesmo tempo, algo bom e ruim -- o respeito ao passado e a escolha por bons ingredientes contam a favor da casa, mas tudo tem seu preço.
9 de jun de 2015
Melhor Hambúrguer da Cidade: Brewdog Bar
"We found love in a hopless place" pode ser apenas um refrão bacana da Rihanna cantado por muita gente em baladas por aí de forma errada, mas também foi a primeira coisa que eu pensei ao experimentar o hambúrguer do bar da Brewdog, em São Paulo, na última semana. É aquela coisa: depois de muitas experiências erradas no que diz respeito a hambúrgueres em bares transados, achei que não ia dar certo dessa vez - mas deu. E muito. Mas vamos com calma.
Aberto no começo de 2014 em São Paulo, o bar da Brewdog (também chamado de... Brewdog Bar) traz para a capital paulista o ideal de "cerveja artesanal para pessoas comuns" tão celebrado pela cervejaria escocesa, dona de alguns dos mais provocantes rótulos de cerveja lançados nos últimos anos. É o caso da Punk IPA e da Hardcore IPA, duas das cervejas que experimentei em versão "de barril" quando estive lá no último domingo (7), para comemorar meu aniversário de namoro (óun) de 1 ano e 2 meses. E confesso que fui mais atraído pelas boas cervejas do que pelos eventuais petiscos que o bar - localizado em Pinheiros, do lado Instituto Tomie Othake - demonstrava ter.
21 de mai de 2015
B.B. King e Castanhas do Pará - Confraria S&Y #22
A Polícia Federal permanece incapaz de prender eu, Tiago Trigo, Tiago Agostini, Marco Tomazzoni, Renato Moikano e Marcelo Costa por operação de quadrilha, então a gente continua fazendo podcasts. E eu gosto muito de castanha do pará -- de maneira que é assim que é movido o Podcast Confraria S&Y #22, ao som do finado B.B. King e discutindo os hábitos de consumo de música nos dias de hoje. De quebra, dei duas dicas bacaninhas pra você leitor que é um cara esperto e com tempo: o jogo Chroma Squad e o livro Funny Girl, do grande Nick Hornby.
19 de mai de 2015
Um papo com Sidney Gusman sobre a Graphic MSP
Desde 2012, sou fã incondicional da Graphic MSP. O nome pode parecer estranho, mas é uma das melhores ideias artísticas e de mercado que eu vi no mundo editorial brasileiro nos últimos anos: idealizada por Sidney Gusman, a série pega os personagens da Turma da Mônica (que todos nós crescemos lendo) e coloca-os em uma roupagem moderna e adulta, à moda das graphic novels.
Nessa semana, chegou ao mercado a primeira edição de 2015, Penadinho - Vida, do casal Paulo Crumbim e Cristina Eiko. Para aproveitar, bati um papo com o Sidney Gusman, em uma entrevista reveladora e divertidíssima, no IGN Brasil. "O Brasil nunca teve um momento criativo tão bom nos quadrinhos quanto hoje", diz o Sidney. "Deixou de ser vergonha o cara dizer que lê quadrinho. A nerdaiada domina o mundo -- e isso é legal". Chega mais.
15 de mai de 2015
Catadão de Reviews
Além de ser repórter -- e me divertir bastante assinando matérias de quadrinhos, cinema e games brasileiros --, tenho voltado a praticar a arte das resenhas e dos reviews lá no IGN Brasil. Aqui, um catadão dos últimos textos bacanas que eu tenho escrito por aí. Vamos lá?
- Chappie, de Neill Blomkamp
Equilibrando diversão e boas reflexões, o sul-africano Neill Blomkamp faz grande cinema hollywoodiano e nos deixa ansiosos por sua futura versão de Alien. - Sid Meier's Starships
Novo game do mítico criador de Civilization é ótimo para quem quer uma partida descompromissada sem ficar perdido no espaço - Battlefield Hardline
A aposta em uma campanha com cara de seriado de TV e nos novos modos multiplayer resulta em um dos games mais interessantes do ano até agora. - Screamride
O simulador de montanhas russas marca pontos pela jogabilidade variada, mas perde apelo ao ser jogado de novo (e de novo e de novo). - Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller
Ver o novo Mad Max é uma experiência exasperante, como ser colocado em um carro andando a 200 km/h. - Para o Que Der e Vier, de Matthew Weiner
Dirigido e escrito por criador de Mad Men, filme tenta, mas não chega aos pés da história de Don Draper e seus amigos.
12 de mai de 2015
O Chatô dos Games
Acabou a espera: após quatro anos de desenvolvimento e muitos percalços, Toren está sendo lançado nessa terça-feira (12). Com orçamento de R$ 400 mil, o game da produtora Swordtales, de Porto Alegre, foi a primeira produção nacional a captar recursos através da Lei Rouanet, criada pelo Ministério da Cultura para incentivar a arte brasileira. Com versões para PC e PS4, Toren chega às lojas virtuais por R$ 19,99 e R$ 29,99 na PSN, e espera elevar o nível de qualidade dos games nacionais.
“Queremos ser um exemplo de qualidade e de superação. Ainda dá para contar nos dedos os jogos brasileiros que fazem isso”, diz Alessandro Martinello, diretor criativo da Swordtales, em entrevista ao IGN Brasil. Questionado a respeito da demora do lançamento do game, que já havia sido anunciado em temporadas anteriores, o executivo gaúcho diz que “o tempo que o jogo demorou foi o tempo comum que os jogos indies demoram quando são melhor produzidos”.
Com dinheiro público e quatro anos de desenvolvimento, houve quem chamasse Toren de 'o Chatô dos games'. Mas o game da produtora gaúcha Swordtales finalmente chegou às lojas -- e eu bati um papo bacana com o Alessandro Martinello para o IGN Brasil. Tem ainda também o review do game - que me lembrou a grande canção de Xuxa, "Lua de Cristal".
11 de mai de 2015
Os 20 anos do Guia dos Curiosos
Qual foi o primeiro nome do Mickey? Quais são os sete pecados capitais? Quantas bíblias são vendidas por minuto em todo o mundo? Essas informações todas -- e muitas outras -- podem parecer um amontoado de bobagens sem maiores pretensões. No entanto, elas ajudaram a criar um dos maiores best-sellers da história do Brasil, em um livro que juntava curiosidades com textos curtos e uma linguagem engraçada: O Guia dos Curiosos.
Realizei um sonho de infância (mais um) e fui bater um papo com o Marcelo Duarte sobre a série que me fez um cara curioso e cheio de informações chatas para soltar na mesa (da pizza com os pais?) do bar. Vem cá ler o texto inteiro, vem?
30 de abr de 2015
Mighty Morphin Brazilian Rangers
Ser dublê talvez seja uma das profissões mais chatas do mundo: afinal, você faz todo o trabalho sujo, e quem ganha o crédito é alguém com um rostinho bonito. Não é de se impressionar, porém, o que acontece com os cinco protagonistas de Chroma Squad, novo jogo da produtora brasiliense Behold: depois de um dia difícil nos trabalho, essa turma de cinco dublês joga tudo para o alto e resolve começar seu próprio seriado de super sentais -- séries de tevê japonesa com heróis coloridos e robôs gigantes.
Filmar as cenas desse novo programa de TV, criar fantasias com massinha de modelar e fita crepe, combater monstros e tentar ganhar algum dinheiro (e fãs) é a tarefa do jogador em Chroma Squad. Após dois anos de desenvolvimento e uma bem-sucedida campanha de crowdfunding no Kickstarter, arrecadando US$ 97 mil, Chroma chega às lojas virtuais (Steam, Humble Store, GOG, Splitplay e Nuuvem) para PC, Mac e Linux nessa quinta-feira (30), compondo uma interessante safra de games brasileiros neste ano de 2015.
28 de abr de 2015
Não Olhe Pra Trás
"Atenção, chegô Chatuba, hein! Atenção, chegô Chatuba, hein! Vamo esculachá!".
Na cidade que pode se gabar de ter algumas das mesquitas mais famosas do mundo, o time brasileiro da INTZ eSports se inspirava no vigor do funk da cidade fluminense de Mesquita para sentir confiança em seu jogo. Naquela quarta-feira, 22 de abril, os campeões brasileiros de League of Legends tinham três partidas pela frente no International Wild Card Invitational, e precisavam vencer a maioria delas para se manter vivos na competição. A decepção foi geral -- especialmente para quem achava que os brazucas eram favoritos no International Wild Card Invitational (IWCI). Não precisa estranhar a sigla: trata-se de um campeonato de League of Legends em Istambul realizado entre 21 (terça-feira) e 25 de abril (sábado).
No ritmo do funk, no entanto, a incerteza do time da INTZ não aparecia -- o que se via no ônibus era um grupo de jovens empolgados, digno de qualquer turma de estudantes recém-chegados à universidade. Todos ali estavam fazendo sua primeira viagem para fora do país na vida, e a derrota não passava por suas cabeças, mais ocupadas em trocar mensagens em seus smartphones, fazer piadas de teor levemente sexual ou explicar para os jornalistas presentes como é que a brincadeira de conversar com a imprensa funcionava. "Tem três coisas que a gente não fala publicamente: comer, c* e mulher", explica Gabriel 'tockers' Claumann, um dos principais jogadores do time na competição, enquanto fazia caretas a cada vez que um repórter mostrava uma câmera. Líder por autoafirmação do time, o jungler Gabriel 'Revolta' Henud sintetiza a filosofia do grupo: "Se ligar uma câmera, eu vou de mozão a filho da p*** em apenas um minuto".
Passei uma semana em Istambul em abril acompanhando o time da INTZ eSports, campeões nacionais de League of Legends, durante a disputa do International Wild Card Invitational (IWCI). Além da cobertura do campeonato, que rolou no IGN Brasil, fiz esse texto, um retrato dessa turma de garotos em sua primeira viagem internacional, curtindo vitórias e derrotas. Chega mais -- e não esquece de colocar o Oasis pra tocar.
8 de abr de 2015
Zoom!
Uma quadrinista ama (e escreve sobre) um diretor de cinema, que dirige um filme sobre uma modelo brasileira, que nas horas vagas escreve um livro sobre uma quadrinista que escreve... Entre um poema antigo de Drummond e um triângulo perfeito de Escher (aquele das imagens cheias de ilusões de ótica), o filme brasileiro Zoom, previsto para estrear no final de 2015, aposta em uma pegada pop que raramente se vê na produção cinematográfica nacional.
Dirigido pelo estreante Pedro Morelli, o longa-metragem conta com Alison Pill, Gael Garcia Bernal e Mariana Ximenes nos papeis principais, além de participações especiais de Jason Priestley (de Barrados no Baile) e Claudia Ohana. Apesar das presenças estrangeiras e da equipe brasileira, Morelli vê o trabalho como um filme global.
Não vejo a hora de outubro chegar: Zoom, do diretor brasileiro Pedro Morelli, promete estabelecer um novo patamar para o cinema pop nacional. Visitei a O2 Filmes durante o processo de finalização do filme e... mais conto lá no IGN Brasil.
7 de abr de 2015
É o Come-Come
Já dá até para ouvir o Galvão Bueno dizendo: “É do Bra-sil-sil-sil!”. Krinkle Krusher, criado pela produtora mineira Ilusis, chega à PS Store nesta terça-feira (7) fazendo história nos games brasileiros, sendo o primeiro jogo nacional lançado para o PlayStation 4 -- e também para PlayStation 3 e para PS Vita. Disponível por US$ 9,99, o game será primeiro disponibilizado nas Américas, e fez parte do programa de incubação da Sony na América Latina.
“Queríamos fazer um game com o tamanho e a expertise da nossa equipe”, diz o CEO da Ilusis, Rodrigo Mamão, que chefia um time de dez pessoas em Belo Horizonte. O IGN Brasil bateu um papo por telefone com Mamão na última semana para falar sobre o lançamento, que levou um ano para ser concluído. “Tentamos trabalhar com personagens interessantes. Foi daí que surgiram os Krinkles, criaturas que comem e destroem tudo que veem pela frente”, explica o executivo.
É uma honra e uma grólia fazer a cobertura de games brasileira em um momento importante como esse -- afinal, não é todo dia que o cenário verde-amarelo conseguiu lançar um jogo para o videogame da geração atual. Pessoal da Ilusis é bacana demais, e foi divertido conversar com eles sobre o bacanudo Krinkle Krusher.
25 de mar de 2015
Dois Irmãos (ao quadrado)
Eles podem não ser os gêmeos mais famosos do mundo dos quadrinhos (“Super gêmeos, ativar!”), mas os irmãos paulistanos Gabriel Bá e Fábio Moon estão bem perto disso. Depois de alcançar o sucesso internacional com Daytripper, série limitada de dez volumes lançada em 2010 pela Vertigo, a dupla está de volta às livrarias com um novo projeto. Trata-se de Dois Irmãos, uma adaptação do romance homônimo escrito por Milton Hatoum e lançado em 2010. A graphic novel chega às lojas por R$ 39,90, editado pela Quadrinhos na Cia., selo da Companhia das Letras dedicado aos balõezinhos.
“É retrato de um Brasil que para muita gente é exótico, com um povo de modo de vida diferente de quem mora em São Paulo, no Rio ou na Bahia”, diz Fábio Moon sobre o livro, em entrevista ao IGN Brasil. Dois Irmãos conta a história dos gêmeos Omar e Yaqub, descendentes de libaneses, e que se odeiam amargamente ao longo da vida.
Nomes à parte na cena de quadrinhos brasileira, os irmãos Bá e Moon já tinham captado a minha atenção com as boas tiras do 10 Pãezinhos, e mais ainda com o grande Daytripper, lançado pela Vertigo lá fora. Agora, eles voltam com o lindaço Dois Irmãos -- e eu bati um papo com eles para o IGN Brasil. Chega mais.
23 de mar de 2015
Cidade das Águas
Uma expedição para conhecer os rios subterrâneos de São Paulo parte da Catedral da Sé rumo a Santo Amaro. Pode ser um roteiro turístico para mochileiros alternativos, mas trata-se de “Cidade das Águas”, HQ escrita por Olavo Rocha (também vocalista e letrista dos Lestics) e desenhada por Guilherme Caldas. Lançada em janeiro de 2015, pela editora HQ Pólen, a graphic novel baseada numa peça de teatro (“Origem-Destino”, da Companhia Auto-Retrato) discute um dos temas mais presentes nas manchetes dos jornais neste ano que corre: água.
“O que a gente quis colocar em discussão no ‘Cidade das Águas’ foi a escolha de um modelo de desenvolvimento de São Paulo e a forma desastrosa como a cidade lida com seus recursos hídricos”, diz Rocha, em entrevista por e-mail ao Scream & Yell.
Parceiro e um dos melhores letristas do país em atividade, Olavo Rocha também faz bonito nos quadrinhos. Bati um papo com ele no começo do ano sobre o Cidade das Águas, HQ que ele lançou em parceria com o Guilherme Caldas. O resultado tá, claro, no Scream & Yell.
18 de mar de 2015
ESPECIAL: As 25 melhores músicas do Led Zeppelin
Toda vez que assisto Alta Fidelidade, sinto que eu e Rob Fleming somos mais do que potenciais amigos. Somos talvez, sangue do mesmo sangue, pela vontade de fazer listas musicais. Uma das minhas favoritas, além de imaginar o festival dos sonhos, é pensar na banda dos sonhos, juntando os melhores instrumentistas e compositores da história em uma só formação. É uma lista que varia de dia para dia, mas invariavelmente, ela acaba se tornando o Led Zeppelin: afinal, quem pode negar que cada um dos quatro de seus membros (Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham) seja um dos maiores mestres de seus respectivos instrumentos?
Mais do que grandes músicos, porém, os quatro eram capazes de uma energia irradiante em estúdios (graças, em boa parte, à alquimia na mesa de mixagem feita por Page) e nos palcos, sendo uma das melhores definições do que é o rock'n roll. (Não à toa, uma das canções melhor citadas nessa lista leva o nome do gênero). Juntos, eles eram quatro gênios, cada um à sua moda, sendo escrevendo letras sobre elfos e anões ou grandes odes ao amor, construindo arranjos intrincados ou espancando um kit de bateria.
Aproveitamos a passagem de Robert Plant pelo Brasil, para três shows (24 de março, no Rio de Janeiro; 26 de março em Belo Horizonte e 28 de março no Lollapalooza, em São Paulo) para eleger as melhores canções de sua antiga banda. Mais uma vez, como está se tornando uma tradição no Pergunte ao Pop, recrutei jornalistas, músicos, críticos e amigos para eleger as 25 músicas definitivas do Led Zeppelin.
Não foi uma tarefa fácil. Mais uma vez, pedi aos votantes que escolhessem suas cinco canções favoritas do autor, em ordem de preferência, acompanhadas de um textinho que justificasse a escolha do primeiro lugar. (Alguns mandaram textinhos para várias colocadas, e alguns foram tão bons que não me contive, e, neste caso específico, abri uma exceção às regras: tinha texto bom para acompanhar? Então tá lá).
A pontuação foi dada em ordem decrescente, com 5 pontos para o primeiro lugar, 4 para o segundo e assim por diante. Como trata-se de uma banda com carreiras solo de diversos integrantes, abri uma exceção e permiti ainda que os votantes pudessem escolher também por músicas das empreitadas solitárias de cada um dos leds.
A pontuação foi dada em ordem decrescente, com 5 pontos para o primeiro lugar, 4 para o segundo e assim por diante. Como trata-se de uma banda com carreiras solo de diversos integrantes, abri uma exceção e permiti ainda que os votantes pudessem escolher também por músicas das empreitadas solitárias de cada um dos leds.
Curiosamente, apenas uma canção solo acabou sendo votada. Também, pudera: já é tarefa difícil o suficiente escolher cinco canções do Led Zeppelin. Ao todo 41 canções foram lembradas (confira a planilha completa aqui), de todos os discos do Led Zeppelin. Na contagem geral, o disco sem título (chamado por muitos de Led Zeppelin IV), lançado no final de 1971, acabou sendo o disco mais lembrado: nada menos que sete de suas oito canções foram citadas pelos votantes (apenas "Four Sticks" ficou de fora), e seis delas fazem parte do top 25. Na sequência, ficou Houses of the Holy, com cinco citações, e depois Led Zeppelin II e Led Zeppelin III, com quatro. É deste último ainda, que sai a grande campeã – uma das favoritas da casa, mas, ainda assim, uma surpresa dentre canções manjadas da banda. Vamos a elas?
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10 de mar de 2015
Em Busca dos Pequis Sagrados
"Vamos desvendar os pequis sagrados/Esse é o maior mistério que já vi". Não, não tem nada de errado com o que você leu agora: afinal, essa poderia ser a trilha de abertura para Calango Ball, uma bem humorada releitura dos filmes de Dragon Ball feita por um grupo de humoristas em Campestre do Maranhão (MA), cidade com 13 mil habitantes a mais de 500 km distante da capital São Luís.
Trabalhando juntos desde 2008, a trupe planeja para 2015 o lançamento de seu primeiro longa-metragem inspirado com bastante humor nas aventuras de Goku, Bulma, Gohan e companhia. Calango Ball é uma versão alternativa dos filmes de Dragon Ball com elementos de animes como Naruto e One Piece, além de personagens de X-Men e alguns temas bem regionais.
“No começo, éramos fãs de Dragon Ball, mas como não tem dragão no Brasil, ficamos com o bicho mais parecido que tem com ele, que é o calango”, explica Frank Silva, diretor e idealizador do projeto.
Tô lá no IGN Brasil comentando sobre essa belezinha da natureza maranhense que é Calango Ball, uma refilmagem bem-humorada de Dragon Ball. Bora lá?
9 de mar de 2015
Discografia Comentada: Cássia Eller
Qual é a primeira imagem que vem à sua cabeça quando se fala em Cássia Eller? A mulher que mostra os peitos para 100 mil espectadores cantando “Smells Like Teen Spirit” no Rock in Rio? A garotinha esperando o ônibus da escola de “Malandragem”? A artista de apliques em um quarto de hotel chique no clipe de “O Segundo Sol”? Ou a crooner de voz suave e interpretação romântica de “Non Je Ne Regrette Rien” em seu Acústico MTV?
Dona de voz e personalidade ímpares, Cássia Eller é comumente incluída por muita gente no grupo das principais cantoras da música brasileira das últimas décadas. Sua morte, por um infarto do miocárdio, em dezembro de 2001, frustrou o que poderia ter sido a coroação de uma carreira interessante, cheia de sucessos, mas marcada por discos irregulares, grande sucessos radiofônicos e muitas pérolas escondidas.
É possível dividir a carreira de Cássia Eller em quatro duplas de discos: a fase Vanguarda Paulista (“Cassia Eller” e “O Marginal”), a primeira guinada pop (“Cássia Eller” e “Violões”), o tributo a Cazuza (os dois “Veneno”) e o sucesso sob a batuta de Nando Reis. Em todas elas é possível notar o ecletismo da cantora, sua fixação por algumas figuras tradicionais do rock (Beatles, Cazuza e Legião Urbana, especialmente). Outra questão interessante é a repetição de faixas: muitas de suas músicas aparecem três vezes na discografia (caso de “Malandragem”, “E.C.T.”, “Por Enquanto”, “Nós” ou “1º de Julho”), em versões que costumam não diferir muito – um desperdício, talvez?
Tô lá no Scream & Yell fazendo a minha primeira discografia comentada da vida, embalado pelo clima do documentário Cássia Eller, do diretor Paulo Henrique Fontenelle. "Fera, bicho, anjo, mulher, mãe, filha, irmã, menina, Deus, deusa, meu amor", Cássia Eller tem uma carreira a ser descoberta. Vamos lá?
5 de mar de 2015
Confraria S&Y #20 - Oscar e Festivais
Acabo de me sentir como o moleque da base que vira titular no time dos craques: a partir da edição #20, eu (e o grande Renato Moikano) viramos membros oficiais da Confraria Scream & Yell, essa formação de quadrilha em forma de podcast que tem Marcelo Costa, Tiago Agostini, Marco Tomazzoni e Tiago Trigo como fundadores e patronos.
Na edição de fevereiro (mas gravada em março), falamos sobre Oscar e demos dicas de festivais gringos para o ouvinte, além de receber o grande Cleitinho e falar mal de American Sniper. Vem ouvir, vem?
4 de mar de 2015
1983 - O Ano dos Videogames no Brasil
1983 foi um ano bom -- ao menos se você era um fã de videogames e morava no Brasil. No mesmo ano em que a primeira geração de consoles sofria sua primeira crise nos EUA -- e a Atari enterrava milhares de cartuchos de E.T. no deserto de Alamogordo --, clássicos como o Atari 2600, o Odyssey, o Intellivision e o Colecovision começavam a ser fabricados e vendidos no país.
Agora, essa história pode virar filme: o escritor Marcus Garrett e o jornalista Artur Palma lançaram na última semana uma campanha de crowdfunding para financiar a produção do documentário 1983 - O Ano dos Videogames no Brasil.
Uma das minhas primeiras matérias pro IGN Brasil, falando sobre o crowdfunding desse projeto de documentário que quer contar a chegada dos videogames ao País. Vale ler no IGN (e também ajudar os caras)
26 de fev de 2015
It's Snake!
O dono de uma das vozes mais marcantes do mundo dos games é um homem de poucas palavras. David Hayter, o primeiro dublador de Snake na série Metal Gear Solid, responde à maioria das perguntas de forma rápida e lacônica. Até mesmo para falar sobre como se sentiu ao ser substituído por Kiefer Sutherland em Metal Gear Solid V: Phantom Pain, novo jogo da série previsto para 2015, ele não perde muito tempo. "Fiquei desapontado. Mas eu trabalho em Hollywood. Estou acostumado a ser demitido", disse por telefone ao IGN Brasil. "Já superei".
Bati um papo com David Hayter - dublador de Metal Gear Solid e roteirista de X-Men e Watchmen - para a estreia do IGN Brasil. Ele também deixou uma mensagem especial para os leitores brasileiros (que você pode ouvir no vídeo acima). Desculpem o mau jeito e o estilo bonecão de Olinda de apresentação.
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