Mostrando postagens com marcador anos 2000. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anos 2000. Mostrar todas as postagens

1 de nov. de 2013

30 One-Hit-Wonders Brasileiros do Século XXI

Você com certeza já viu alguma lista parecida com essa em algum lugar, mas... afinal, este é um texto que quer juntar as pérolas pop (ou pedaços de latão) que grudaram na sua cabeça nos últimos treze anos e foram os únicos sucessos de um artista.

A inspiração partiu de uma conversa no Twitter iniciada pela Ana Clara Matta, editora do Rock'n Beats, que divide comigo a brincadeira (ela cuidou da lista gringa, enquanto eu fico com a parte verde-amarela), cresceu a partir de uma postagem dela no Facebook tentando inventariar a brincadeira toda e acabou virando este especial, que você confere aqui e no Through the Frames, blog pessoal dela. 

Ao contrário do que se esperava, não vamos contar historinhas, nem te fazer lembrar onde foi parar cada uma dessas bandas, muito menos porque elas fizeram sucesso ou não. Contamos com a sua memória - e claro, um pouquinho de vergonha alheia - para que essa lista funcione. Seja qual for sua idade, o melhor está por vir agora, assim que você apertar o play. É uma verdadeira salada, que vai das coletâneas de funk do DJ Marlboro ao pop-rock melacueca das trilhas sonoras de Malhação, passando por resquícios do axé, do reggae e do rap nacional. Parafraseando um dos maiores hits dessa lista, se-se-sente a mixtape que foi feita pra você.

30 One Hit Wonders Brasileiros do Século XXI by Bruno Capelas on Grooveshark

11 de set. de 2013

Dois Golpes em uma Geração

Colaborador santista do Pergunte ao Pop, o Victor Francisco Ferreira me abordou esses dias no Facebook contando que estava se sentindo mal com as recentes mortes de Chorão e Champignon, os dois membros mais importantes do também santista banda Charlie Brown Jr. Pedi a ele que escrevesse então sobre o assunto, e o resultado foi este memorial que apresento pra vocês agora. Mais uma vez, valeu, Victão!

Enquanto escrevo passam-se quase 36 horas desde que soube da morte do Champignon e ainda assim é chocante pensar no que aconteceu. Em um espaço de seis meses foram-se aqueles que talvez fossem os principais responsáveis pela inclusão de Santos como celeiro para o rock brasileiro. O vocalista e letrista Chorão morreu de overdose no dia 6 de março. Pouco mais de seis meses depois, na madrugada do dia 8 para o dia 9 de setembro, Champignon aparentemente pôs fim à própria vida em seu apartamento em São Paulo. 

Talvez possa parecer exagero para um público que adora supervalorizar bandas independentes e/ou estrangeiras, mas o blockbuster Charlie Brown Jr marcou não só a minha vida, mas a de muitos da minha geração. Nasci e cresci em Santos. Desde que me dou por gente escutava aqueles caras tocando Brasil afora e levando junto com eles o orgulho de ser da minha cidade. Toda molecada santista da época sabia quem eram Chorão, Champignon, Marcão, Thiago e Pelado. Toda molecada santista da época sabia cantar “Só Por Uma Noite”, “Rubão”, “Proibida Pra Mim”, “Zóio d’ Lula” e outras.