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29 de abr. de 2014

Pop, Girls, Etc. #04 - Tó-Zé

Embalada pela seleção de músicas portuguesas que este blog fez na última semana, a quarta mixtape do Pergunte ao Pop conta com dois grandes nomes recentes da canção lusitana: Os Golpes e B Fachada (é a canção de Fachada, "Tó Zé", que dá nome a esta seleção. Sim, sou eu na foto, pronto para ir à aula no meu primeiro dia de escola. "Se é hora de acordar pra ir prá escola batalhar/Não queiras ir Tó-Zé, deixa-te dormir", diria o Fachada pra mim)

Além disso, contém um recente entusiasmo pelos Afghan Whigs (foi difícil escolher qual canção de 1965 entraria nesta seleção), algumas coisas antigas que já rodaram muito na minha rádio-cabeça ("Fortune" e "Babies" já foram devidamente estupradas no repeat aqui de casa) e velhas amigas para momentos fofos (beibe, não se esqueça do seu cachecol). 

Pop, Girls, Etc. #04 - Tó-Zé

The Afghan Whigs - "66"
Pulp - "Babies"
Tusq - "Fortune"
Os Golpes - "Tarde Livre Parte III"
Superguidis - "Piercintagem"
Djalma Dias - "Capitão de Indústria"
B Fachada - "Tó-Zé"
Transmissor - "Só Se For Domingo"
Paul Simon - "Diamonds on the Soles of Her Shoes"
El Mato a Un Policia Motorizado - "El Fuego Que Hemos Construido"

Para ouvir agora:
No Mixcloud


Para baixar e ouvir na rua:
No Mediafire

Ouça as outras mixtapes Pop, Girls, Etc.
#01 - Tigres de Papel
#02 - Pelicano
#03 - Be Má Beibe

16 de nov. de 2013

Entrevista S&Y: Paulo Sérgio Valle

A ficha corrida de Paulo Sérgio Valle como compositor chega até a assustar. Afinal, este senhor carioca de 73 anos é o responsável por canções que se tornaram símbolos da música brasileira. Suas letras já foram ouvidas em filmes de Hollywood (com “Summer Samba”, ou melhor… “Samba de Verão”), executadas à exaustão nas rádios AM durante as décadas de 80 e 90 (o que dizer de “Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim”, parceria com Herbert Vianna gravada por Ivete Sangalo, “Essa Tal Liberdade”, com o Só Pra Contrariar, e “Evidências”, de Chitãozinho e Xororó) e até mesmo se tornaram símbolo das festas de fim de ano no país (quem nunca cantou ou sorriu amarelo com “hoje é um novo dia, de um novo tempo, que começou” que atire a primeira pedra).

Completando cinquenta anos de carreira, Paulo Sérgio Valle falou com o Scream & Yell por telefone, contando um pouco mais sobre o ofício de colocar palavras em melodias e transformá-las em uma máquina de dinheiro musical. Os primeiros passos da carreira foram dados em casa, junto com seu irmão Marcos Valle, “quase como uma brincadeira”, como diz o compositor na entrevista abaixo. Graças a uma intervenção do amigo Roberto Menescal, o Tamba Trio viria a gravar “Sonho de Maria” em 1963.

No papo a seguir, o letrista fala um pouco mais sobre a história dessas parcerias, além de opinar a respeito da música brasileira hoje em dia (segundo ele, a culpa da precariedade da canção hoje em dia se deve à má educação no país), direitos autorais (Paulo garante conseguir sobreviver só com royalties, mas sabe-se pertencente a uma elite privilegiada de artistas), a parceria com Herbert Vianna e biografias não autorizadas (cuja polêmica, para ele, foi criada para esconder a discussão em torno do ECAD). Com a palavra, Paulo Sérgio Valle.

Entrevistei o Paulo Sérgio Valle para um trabalho da faculdade (o mesmo que me rendeu a entrevista com o Bernardo Vilhena) e gostei tanto do resultado que mandei a íntegra da conversa para o Marcelo Costa, que a publicou mais uma vez em seu Scream & Yell, que tá bonito com as tirinhas do crítico cultural Bernard Bertrand, a volta do show da Poléxia escrita pela Ana Carla Bermúdez e a gostosa entrevista do Marcelo com o Selton, banda gaúcho-italiana que tem feito a minha cabeça nos últimos tempos.