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23 de mar. de 2015

Cidade das Águas

Uma expedição para conhecer os rios subterrâneos de São Paulo parte da Catedral da Sé rumo a Santo Amaro. Pode ser um roteiro turístico para mochileiros alternativos, mas trata-se de “Cidade das Águas”, HQ escrita por Olavo Rocha (também vocalista e letrista dos Lestics) e desenhada por Guilherme Caldas. Lançada em janeiro de 2015, pela editora HQ Pólen, a graphic novel baseada numa peça de teatro (“Origem-Destino”, da Companhia Auto-Retrato) discute um dos temas mais presentes nas manchetes dos jornais neste ano que corre: água.

“O que a gente quis colocar em discussão no ‘Cidade das Águas’ foi a escolha de um modelo de desenvolvimento de São Paulo e a forma desastrosa como a cidade lida com seus recursos hídricos”, diz Rocha, em entrevista por e-mail ao Scream & Yell.

Parceiro e um dos melhores letristas do país em atividade, Olavo Rocha também faz bonito nos quadrinhos. Bati um papo com ele no começo do ano sobre o Cidade das Águas, HQ que ele lançou em parceria com o Guilherme Caldas. O resultado tá, claro, no Scream & Yell

26 de jun. de 2014

Entre Caracas e Paramaribo

O que uma banda deve fazer quando um de seus principais integrantes tem de deixar o barco? No caso dos paulistanos dos Lestics, a melhor opção parece simplesmente ter seguido em frente. Depois de ver Umberto Serpieri, tecladista e membro fundador do grupo, deixar a cidade de São Paulo, o agora trio Lestics (Olavo Rocha, letras e voz; Marcelo Patu, baixo e violões; Marcos Xuxa, bateria) volta à tona com um de seus melhores trabalhos, o temático “Seis” (download gratuito no site oficial).

Lançado em maio, “Seis” (o sexto trabalho do grupo, na ativa desde 2007, traz apenas seis canções) mostra uma expansão na sonoridade da banda: dos flertes acústicos com o folk, o Lestics agora se impõe com arranjos elaborados, com a presença de cordas, sanfonas e metais (vale prestar atenção no marcante trombone de Bocato em “Entre Caracas e Paramaribo”, que abre o disco). Apesar de ter poucas faixas, o grupo não encara “Seis” como um álbum. “É um disco fechado, com começo, meio e fim. Hoje em dia, as pessoas tendem a ouvir só as primeiras faixas de um disco. Se ele for curto, cada música tem mais chance de receber atenção”, diz Olavo Rocha ao Scream & Yell, em entrevista por email.

Na entrevista a seguir, Olavo fala sobre a produção e as inspirações para a realização de “Seis”, retrato também de uma banda que já não pode mais ser chamada de iniciante, mas, que, como a maior parte dos bons grupos musicais do País, não consegue se sustentar com suas canções, apesar de sua dedicação para isso. “A banda não é um hobby, é um trabalho. Para ganhar dinheiro e bancar o trabalho com a música, tenho outro trabalho. A banda é um trabalho com o sentido de produzir alguma coisa, uma ideia complicada de se assimilar quando se enxerga o capitalismo como uma força da natureza (não é)”, comenta o vocalista. “Costumo dizer que não vivo da música, mas sim para a música”. Com a palavra, Lestics.

Bati um papo por email com um dos meus letristas favoritos da atual geração do pop brasileiro, o Olavo Rocha, dos Lestics. "Seis", o disco que os paulistanos lançaram há coisa de um mês, é uma das coisas mais bonitas que eu ouvi nesse ano, e mostra uma nova fase na banda após a saída do Umberto Serpieri, que criou a banda com o Olavo lá em 2007. O resultado da entrevista, com ideias bacanas sobre música caipira, arranjos, streaming e o capitalismo, você pode ler no Scream & Yell.