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| Há mais pop entre o céu e a terra de Lisboa do que sonha a nossa vã crítica musical brasileira... |
A escolha da data não é inusitada: nesta sexta-feira, 25 de abril, Portugal comemora os 40 anos da Revolução dos Cravos, quando os militares do País se uniram (sem usar uma bala sequer!) para retirar do poder Marcelo Caetano, representante de uma ditadura fascista erguida por António de Oliveira Salazar que durava desde os anos 1930. A data é comemorada na terrinha como o Dia da Liberdade, e é um símbolo de renovação democrática.
A ligação entre a pop portuguesa e a Revolução dos Cravos também não é despropositada: a senha para o início da revolução foi "Grândola Vila Morena", música de protesto do cantor Zeca Afonso, que fala sobre uma vila no Alentejo onde "o povo é quem mais ordena". Além disso, é a partir da Revolução dos Cravos que o rock português pode se organizar de fato: antes dele, os jovens começavam as bandas de rock, mas tinham de encerrá-las prematuramente para prestar serviço militar nas colônias africanas como Angola e Moçambique.
