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25 de abr. de 2014

Arde, Rock: 15 Canções do Pop Português

Há mais pop entre o céu e a terra de Lisboa do que sonha a nossa vã crítica musical brasileira... 
Quem há algum tempo segue este blog sabe que uma das minhas paixões musicais recentes tem sido a música pop portuguesa. As razões para isso são muitas: desde o incentivo pessoal pelo lado familiar, já que venho de família lusitana, até a vontade de entender o pop nos dias de hoje para além do eixo anglo-saxônico, dando vantagem para uma música que fala a mesma língua que a nossa e, por vezes, diz respeito a problemas de uma sociedade muito semelhante à brasileira. Há algum tempo também eu já vinha me prometendo escrever um pequeno especial com dicas sobre o pop português de hoje e de ontem, e finalmente cá está ele. 

A escolha da data não é inusitada: nesta sexta-feira, 25 de abril, Portugal comemora os 40 anos da Revolução dos Cravos, quando os militares do País se uniram (sem usar uma bala sequer!) para retirar do poder Marcelo Caetano, representante de uma ditadura fascista erguida por António de Oliveira Salazar que durava desde os anos 1930. A data é comemorada na terrinha como o Dia da Liberdade, e é um símbolo de renovação democrática. 

A ligação entre a pop portuguesa e a Revolução dos Cravos também não é despropositada: a senha para o início da revolução foi "Grândola Vila Morena", música de protesto do cantor Zeca Afonso, que fala sobre uma vila no Alentejo onde "o povo é quem mais ordena". Além disso, é a partir da Revolução dos Cravos que o rock português pode se organizar de fato: antes dele, os jovens começavam as bandas de rock, mas tinham de encerrá-las prematuramente para prestar serviço militar nas colônias africanas como Angola e Moçambique. 

5 de mai. de 2013

Ó, Pá: Uma Noite na Queima das Fitas de Coimbra

Todos os anos, milhares de estudantes se formam em seus cursos superiores. No Brasil, essa passagem é celebrada com colações de grau, festas de arromba e garotas cheias de maquiagem dançando ao som de escolas de samba (risos), mas aqui em Portugal a coisa é um pouco diferente. Claro que há os jantares e as festas de gala, e toda a parte formal do recebimento dos diplomas, mas além disso, existe a Queima das Fitas, um conjunto de atividades que inclui uma serenata de fado e, nas maiores universidades, uma semana acadêmica recheada de festas e shows musicais. 

Em Coimbra, a mais tradicional das queimas, é comum ver artistas internacionais na programação (em 2012, por exemplo, teve Hives, e no ano anterior, Editors, Marcelo D2 e James), além de grandes nomes portugueses. Em 2013, a festa não começou diferente: no último sábado, a Praça da Canção, às margens do Rio Mondego, viu uma bela exibição daquela que é, pelo menos em termos de público, a maior banda lusitana de sempre: os Xutos e Pontapés. 

Mais ou menos conhecidos no Brasil pelas parcerias com o Titãs (além de tocarem juntos no Rock in Rio 2011, o grupo paulista ainda gravou "Circo de Feras", hit maior dos Xutos, em seu álbum As Dez Mais), Kalú (bateria), Tim (baixo e voz), João Cabeleira (guitarra), Zé Pedro (guitarra) e Gui (saxofone) fizeram um show intenso em Coimbra, contando com forte apoio do público - aquele clássico esquema de "jogo ganho desde o começo.