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10 de abr. de 2012

Lollapalooza - Dia 2 (Domingo)

O que se vai ler ao seguir (e no post anterior) é um misto de crítica, relato pessoal e diário de bordo dois dias de Lollapalooza. Para não cansar o leitor (e deixar o blog mais dinâmico) dividirei o texto em duas partes - uma para o sábado, a outra para o domingo. Fotos: Público e Foster (Liliane Callegari), Chuva (Camila Leal) e Arctic Monkeys (Focka). A parte que se segue é a do domingo. Boa leitura!



Faltava uma hora para o domingo quando o Foo Fighters encerrou seu show - mas o dia ainda estava longe de acabar. A volta para casa prometia ser tranquila, com tempo suficiente para pegar o Metrô e chegar em São Caetano antes das duas da manhã. Vale a consideração: admirável o esforço do Lollapalooza em tentar fazer um evento que terminasse em um horário no qual o transporte público ainda funcione de maneira regular. A organização do festival só não contava com a astúcia do transporte de São Paulo: o Metrô Butantã, mais próximo ao Jóquei Clube, ficou com apenas uma de suas portas abertas a partir da meia-noite, dificultando e muito o embarque e o desembarque de passageiros (no domingo, a Linha Esmeralda, que corta a Marginal Pinheiros, próxima à região do show, ficou desativada, também sendo um empecilho para os fãs). O trânsito da região também ficou caótico, com especial atenção para as avenidas Vital Brasil e Eusébio Matoso. Eu andei a pé do Jóquei até o Metrô e de lá até a esquina da Avenida Faria Lima com a Rebouças para pegar um táxi até o Paraíso - onde me cederam abrigo, cama e comida durante a madrugada. Voltei pra São Caetano só pela manhã, já quebrado - era domingo de Páscoa, e almoçar em casa era um imperativo categórico (do meu pai).