Após passar um bom tempo revisitando standards do repertório americano, do rock e até das canções de Natal em versões cheias de glicose para conquistar quarentões e cinquentões, Rod Stewart chegou a 2013 com seu primeiro disco autoral em doze anos, Time. Além de trazer canções inéditas de Rod the Mod, o novo trabalho ainda levou o cantor a buscar um repertório diferente do que apresentou ao vivo nos últimos anos, em uma turnê europeia que começou recentemente. No último Dia dos Namorados, essa turnê passou pelo Ziggo Dome, em Amsterdã, onde este blog teve a oportunidade de assisti-lo, torcendo para ver "Ooh La La" ou algum outro clássico dos Faces como se estivéssemos em 1973.
A largada, porém, é feita a partir de 2013 mesmo, e empolga: "Can't Stop Me Now", segunda faixa de "Time", pode bem fazer par com os hits de Rod do final dos anos 70, e renovar o repertório das "Saudade FM" de todo o Brasil. Entretanto, alguma coisa parece fora de lugar: os muitos telões do Ziggo Dome, a quantidade excessiva de músicos de apoio (e musicistas também, trajadas com vestidos curtos para alegrar a porção masculina da plateia) e a voz do cantor, já não tão rasgada como outrora - é a velhice, fácil dizer, mas Stewart compensa a brincadeira com uma empolgação fora do comum para um senhor da sua idade (ok, Mick Jagger não conta, tá?).