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24 de jun. de 2014

O Resto é Ruído #48 - André Forastieri

Uma das mais especiais edições do O Resto É Ruído Podcast que eu participei até aqui. 

Eu, Elson Barbosa, Amanda Mont'Alvão, João Vitor Medeiros e Fernando Augusto Lopes dividimos uma meia dúzia de cervejas, empanadas e pratos de peixe chileno com André Forastieri, em um papo sobre Bizz, Folha de S. Paulo, General, a "morte do rock", games e muitas teorias, risadas e bobagens.

De todo o programa, uma frase ficou na cabeça pelos últimos dias. "Steve Jobs é o John Lennon dos dias de hoje". É só uma das ótimas frases de Forastieri. Chega mais pra ouvir aqui embaixo, em um papo delicioso, que, incluso as músicas, tem quase três horas. Mas vale. Eu garanto. (Só não digo que devolvo porque não consigo devolver seu tempo, caro leitor/ouvinte). 

 PS: Como de costume, mandei ver "o novo pop português" na trilha do programa. Os lembrados da vez foram os rapazes do Dead Combo, com "Waiting for Nick at Rick's Café".


17 de mar. de 2014

Blockbusters e Caudas Longas


“Invista pesado ou volte para casa.” A frase da professora de Harvard Anita Elberse impressiona à primeira vista, mas explica com precisão a estratégia do entretenimento de sucesso, descrita por ela em Blockbusters, livro lançado no Brasil em janeiro pela editora Elsevier. No livro, Elberse explica, com base em números e declarações de executivos e artistas, por que estúdios de cinema, gravadoras, editoras e até mesmo times de futebol têm apostado cada vez mais em poucos títulos que têm chance de ter sucesso. “Há muitos produtos bons que não conseguem lucro – essa estratégia é a saída para eles conquistarem fãs e ganharem dinheiro”, diz.

Entrevistei para a edição impressa do Link de hoje uma professora de Harvard que acredita que o futuro é dos blockbusters e manda um beijinho no ombro para a cauda longa do Chris Anderson (um livro que fez a cabeça de 10 entre 10 artistas independentes que pensam a música como negócio nos anos 2000). Acho as opiniões da senhora Elberse um bocado enviesadas (e puxadas para o lado do mainstream), mas seu livro oferece números bem interessantes. Para se pensar se a história dos nichos e nanomercados realmente funciona - ou se os dois modelos podem coexistir em paz. Chega mais.