A regra da brincadeira é simples: no palco, junto com o homem por trás de This Year Model, sua banda (os Imposters, formados pelo tecladista Steve Nieve, pelo baterista Pete Thomas e pelo baixista Davey Faragher) e dançarinas, há uma enorme roleta. Cada casa da roleta tem o nome de uma música ou de um tema comum nas canções de Costello, e durante boa parte do show, o inglês convida alguém da plateia para girar a brincadeira. Assim que sai o resultado, o cantor dispara a tocar a música contemplada pelo sorteio, como se fosse uma incrível máquina sonora. Criada em 1986, a proposta voltou a ser usada por Elvis em seus espetáculos em 2011, ganhou CD e DVD e, na noite do último dia 6 de junho, teve lugar mais uma vez em Londres, no Royal Albert Hall.
"I had seventeen dollars in my wallet. Seventeen dollars and the fear of writing. I sat erect before the typewriter and blew on my fingers. I started to write and I wrote." (John Fante)
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21 de jun. de 2013
British Invasion: Elvis Costello no Royal Albert Hall
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17 de jun. de 2013
British Invasion: Londres, Um Amor
Existem algumas coisas bastante raras na vida: chegar a um lugar e querer abraçá-lo logo nos primeiros minutos é uma delas. Quando isso acontece com uma cidade que você sempre quis ir, a vida toda, desde que se entende por gente, é mais especial ainda. Isso foi Londres pra mim. Depois de cobrir o Primavera Porto pro Scream & Yell e voltar a Lisboa para fazer a última prova do semestre, desembarquei na capital inglesa a tempo de vê-la usar um vestido de verão irresistível, daqueles de derreter o coração de qualquer pobre mortal.
| There is a light that never goes out |
Ao andar pelo centro da cidade, a primeira sensação é que alguém muito fominha estava jogando SimCity e resolveu colocar todos os pontos turísticos em um lugar só. Trocando em miúdos: é engraçado passar a vida toda ouvindo falar do Big Ben, da Abadia de Westminster, da Trafalgar Square, do Rio Tâmisa, do Parlamento, e chegar lá e ver que todos eles são um do ladinho do outro. Entretanto, pela vontade de não me programar com relação a nada e certo tédio em relação aos passeios batidos, confesso que deixei passar uma meia dúzia de coisas típicas da capital inglesa - como uma volta naquela roda gigante enorme, ou a troca da guarda no Palácio de (Peter) Buckingham.
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