Um espectador um pouco mais atento sobre a produção do cinema brasileiro recente conseguirá perceber que — para além das comédias tolas da Globo Filmes, das películas de cunho religioso ou de thrillers de ação retirados da realidade policial dos morros, presídios e favelas tupiniquins — uma pequena, mas significativa safra de filmes adolescentes vêm aos poucos se estabelecendo no País. Trata-se de um grupo que, após a chamada Retomada do cinema nacional, começou a dar suas caras com os primeiros longas-metragem do diretor gaúcho Jorge Furtado (os inocentes e já clássicos Houve Uma Vez Dois Verões, de 2002, e Meu Tio Matou Um Cara, de 2004) e teve em Laís Bodansky um bom momento (As Melhores Coisas do Mundo, de 2010). Às vezes, esse grupo derrapa, por exemplo, ao se aproximar da linguagem de Malhação (os ‘globais’ Desenrola, um American Pie às avessas e sem escracho lançado em 2012, e Confissões de Adolescente, verdadeiro caleidoscópio bubblegum que deixou nostálgicos telespectadores na mão no começo desse ano), mas encontra seu caminho ao apostar em um jeito simples de contar histórias (o singelo Antes Que o Mundo Acabe, também de 2010). Agora, a “seleção de novos” acaba de ganhar um representante de primeira linha: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, do diretor paulista Daniel Ribeiro.
"I had seventeen dollars in my wallet. Seventeen dollars and the fear of writing. I sat erect before the typewriter and blew on my fingers. I started to write and I wrote." (John Fante)
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25 de jul. de 2014
24 de jan. de 2014
Melhores 2013: Filmes
Repito a ideia da listinha de 2012 aqui: como cinema não é o forte do Pergunte ao Pop, embora este escritor às vezes brinque de falar sobre a sétima arte, preferi listar apenas os meus longas-metragem favoritos do ano e linkar boas críticas sobre os filmes, que refletem boa parte das minhas opiniões. Duas coisas: o critério para 2013 foi a entrada em circulação comercial no Brasil (salvo o caso de Nothing Can Hurt Me, assistido em Lisboa), e a lista foi reduzida de 15 para 10 filmes por conter apenas filmes estrangeiros - por ter passado metade do ano fora e por coincidência, a safra do cinema brasileiro neste ano não me empolgou. É isso. O filme do ano, mais uma vez, é um filme que levanta a bandeira do nome deste blog, com cinema pop de altíssimo nivel.
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