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15 de mai. de 2015

Catadão de Reviews


Além de ser repórter -- e me divertir bastante assinando matérias de quadrinhos, cinema e games brasileiros --, tenho voltado a praticar a arte das resenhas e dos reviews lá no IGN Brasil. Aqui, um catadão dos últimos textos bacanas que eu tenho escrito por aí. Vamos lá?

  • Chappie, de Neill Blomkamp
    Equilibrando diversão e boas reflexões, o sul-africano Neill Blomkamp faz grande cinema hollywoodiano e nos deixa ansiosos por sua futura versão de Alien.
  • Sid Meier's Starships
    Novo game do mítico criador de Civilization é ótimo para quem quer uma partida descompromissada sem ficar perdido no espaço
  • Battlefield Hardline
    A aposta em uma campanha com cara de seriado de TV e nos novos modos multiplayer resulta em um dos games mais interessantes do ano até agora.
  • Screamride
    O simulador de montanhas russas marca pontos pela jogabilidade variada, mas perde apelo ao ser jogado de novo (e de novo e de novo).
  • Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller
    Ver o novo Mad Max é uma experiência exasperante, como ser colocado em um carro andando a 200 km/h.
  • Para o Que Der e Vier, de Matthew Weiner
    Dirigido e escrito por criador de Mad Men, filme tenta, mas não chega aos pés da história de Don Draper e seus amigos.

8 de abr. de 2015

Zoom!

Uma quadrinista ama (e escreve sobre) um diretor de cinema, que dirige um filme sobre uma modelo brasileira, que nas horas vagas escreve um livro sobre uma quadrinista que escreve... Entre um poema antigo de Drummond e um triângulo perfeito de Escher (aquele das imagens cheias de ilusões de ótica), o filme brasileiro Zoom, previsto para estrear no final de 2015, aposta em uma pegada pop que raramente se vê na produção cinematográfica nacional.

Dirigido pelo estreante Pedro Morelli, o longa-metragem conta com Alison Pill, Gael Garcia Bernal e Mariana Ximenes nos papeis principais, além de participações especiais de Jason Priestley (de Barrados no Baile) e Claudia Ohana. Apesar das presenças estrangeiras e da equipe brasileira, Morelli vê o trabalho como um filme global.

Não vejo a hora de outubro chegar: Zoom, do diretor brasileiro Pedro Morelli, promete estabelecer um novo patamar para o cinema pop nacional. Visitei a O2 Filmes durante o processo de finalização do filme e... mais conto lá no IGN Brasil. 

10 de mar. de 2015

Em Busca dos Pequis Sagrados

"Vamos desvendar os pequis sagrados/Esse é o maior mistério que já vi". Não, não tem nada de errado com o que você leu agora: afinal, essa poderia ser a trilha de abertura para Calango Ball, uma bem humorada releitura dos filmes de Dragon Ball feita por um grupo de humoristas em Campestre do Maranhão (MA), cidade com 13 mil habitantes a mais de 500 km distante da capital São Luís.

Trabalhando juntos desde 2008, a trupe planeja para 2015 o lançamento de seu primeiro longa-metragem inspirado com bastante humor nas aventuras de Goku, Bulma, Gohan e companhia. Calango Ball é uma versão alternativa dos filmes de Dragon Ball com elementos de animes como Naruto e One Piece, além de personagens de X-Men e alguns temas bem regionais.

“No começo, éramos fãs de Dragon Ball, mas como não tem dragão no Brasil, ficamos com o bicho mais parecido que tem com ele, que é o calango”, explica Frank Silva, diretor e idealizador do projeto. 

Tô lá no IGN Brasil comentando sobre essa belezinha da natureza maranhense que é Calango Ball, uma refilmagem bem-humorada de Dragon Ball. Bora lá? 

4 de mar. de 2015

1983 - O Ano dos Videogames no Brasil



1983 foi um ano bom -- ao menos se você era um fã de videogames e morava no Brasil. No mesmo ano em que a primeira geração de consoles sofria sua primeira crise nos EUA -- e a Atari enterrava milhares de cartuchos de E.T. no deserto de Alamogordo --, clássicos como o Atari 2600, o Odyssey, o Intellivision e o Colecovision começavam a ser fabricados e vendidos no país. 

Agora, essa história pode virar filme: o escritor Marcus Garrett e o jornalista Artur Palma lançaram na última semana uma campanha de crowdfunding para financiar a produção do documentário 1983 - O Ano dos Videogames no Brasil.

Uma das minhas primeiras matérias pro IGN Brasil, falando sobre o crowdfunding desse projeto de documentário que quer contar a chegada dos videogames ao País. Vale ler no IGN (e também ajudar os caras)

26 de fev. de 2015

It's Snake!



O dono de uma das vozes mais marcantes do mundo dos games é um homem de poucas palavras. David Hayter, o primeiro dublador de Snake na série Metal Gear Solid, responde à maioria das perguntas de forma rápida e lacônica. Até mesmo para falar sobre como se sentiu ao ser substituído por Kiefer Sutherland em Metal Gear Solid V: Phantom Pain, novo jogo da série previsto para 2015, ele não perde muito tempo. "Fiquei desapontado. Mas eu trabalho em Hollywood. Estou acostumado a ser demitido", disse por telefone ao IGN Brasil. "Já superei". 

Bati um papo com David Hayter - dublador de Metal Gear Solid e roteirista de X-Men e Watchmen - para a estreia do IGN Brasil. Ele também deixou uma mensagem especial para os leitores brasileiros (que você pode ouvir no vídeo acima). Desculpem o mau jeito e o estilo bonecão de Olinda de apresentação. 

24 de jan. de 2015

Luz, Câmera, São Paulo!

SP é uma Festa, previsto para o segundo semestre de 2015
Tida como uma cidade feia e cinza, São Paulo aparece pouco no cinema (ou menos do que deveria, na minha humilde opinião). Mas, aos poucos, isso está mudando. Nessa matéria para o SaraivaConteúdo, falei sobre "SP é uma Festa" e "Que Horas Ela Volta?", dois filmes que têm a cidade como cenário e devem chegar aos cinemas em 2015. 

Também tem um toque de "Não Por Acaso", de "São Paulo S/A" e dos filmes de Fernando Meirelles. (Inclui uma boa conversa com a Vera Egito, que pretendo reproduzir aqui posteriormente, e frases bacanas de Anna Muylaert e Philippe Barcinski). E aí: luz, câmera, São Paulo? 

26 de dez. de 2014

Retrospectiva 2014: Podcast Confraria Scream & Yell

Ainda estou em dúvida se este foi um podcast para rever a cultura pop na última volta que este planeta deu em torno do Sol ou se foi uma formação de quadrilha generalizada em uma tarde de sábado calorosamente paulistana. De qualquer maneira, é sempre bom rever os amigos, falar bobagens, defender os Titãs (hehe), xingar o Black Keys e, acima de tudo, gravar um podcast com essas feras aí em cima. Da esquerda para direita: Marco 'Bart' Barbosa, eu, Marco Tomazzoni, Marcelo Costa e Renato Beolchi (em pé); Tiago Agostini e Tiago Trigo (agachados). 

Na última quinzena de dezembro, nos reunimos para fazer mais uma edição da Confraria Scream & Yell, podcast que já teve vida na Radio Levis e na OiFM, e alçou voo solo nesta última radiopatrulha. Se você quer ouvir, chega mais - tem duas partes, não confunda :)




25 de jul. de 2014

Plutão & Outros Planetas

Um espectador um pouco mais atento sobre a produção do cinema brasileiro recente conseguirá perceber que — para além das comédias tolas da Globo Filmes, das películas de cunho religioso ou de thrillers de ação retirados da realidade policial dos morros, presídios e favelas tupiniquins — uma pequena, mas significativa safra de filmes adolescentes vêm aos poucos se estabelecendo no País. Trata-se de um grupo que, após a chamada Retomada do cinema nacional, começou a dar suas caras com os primeiros longas-metragem do diretor gaúcho Jorge Furtado (os inocentes e já clássicos Houve Uma Vez Dois Verões, de 2002, e Meu Tio Matou Um Cara, de 2004) e teve em Laís Bodansky um bom momento (As Melhores Coisas do Mundo, de 2010). Às vezes, esse grupo derrapa, por exemplo, ao se aproximar da linguagem de Malhação (os ‘globais’ Desenrola, um American Pie às avessas e sem escracho lançado em 2012, e Confissões de Adolescente, verdadeiro caleidoscópio bubblegum que deixou nostálgicos telespectadores na mão no começo desse ano), mas encontra seu caminho ao apostar em um jeito simples de contar histórias (o singelo Antes Que o Mundo Acabe, também de 2010). Agora, a “seleção de novos” acaba de ganhar um representante de primeira linha: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, do diretor paulista Daniel Ribeiro.

19 de fev. de 2014

'Ela'


Cobrir tecnologia tem sido uma experiência cada vez mais divertida e instigante lá no Link - como vocês podem perceber, a vasta maioria dos últimos posts desse blog fala mais sobre games, bits e streaming e menos em refrões, cenas e capítulos. Não que isso seja exatamente um problema, acho eu - mas é especialmente bacana quando dá para juntar as duas coisas. 

É o caso de uma matéria que eu escrevi semana passada sobre Ela, o meu filme favorito (até agora) da temporada ouro do Oscar. Dirigido pelo Spike Jonze, Ela é o filme que mostra o Joaquin Phoenix se apaixonando por um sistema de inteligência artificial (hm?) com a voz da Scarlett Johansson (até eu, né?). Aproveitei o ensejo da parada e escrevi sobre como o universo proposto pelo longa-metragem já existe hoje ou está distante de nós em termos de tecnologia. No lugar de indicar o trailer do filme, como seria o natural, recomendo um pequeno documentário sobre a produção da película, com gente legal como James Murphy, Bret Easton Ellis e Olivia Wilde (a 13 de House) falando sobre o amor nos tempos do chrome. (perdoem o trocadilho).

24 de jan. de 2014

Melhores 2013: Filmes

Repito a ideia da listinha de 2012 aqui: como cinema não é o forte do Pergunte ao Pop, embora este escritor às vezes brinque de falar sobre a sétima arte, preferi listar apenas os meus longas-metragem favoritos do ano e linkar boas críticas sobre os filmes, que refletem boa parte das minhas opiniões. Duas coisas: o critério para 2013 foi a entrada em circulação comercial no Brasil (salvo o caso de Nothing Can Hurt Me, assistido em Lisboa), e a lista foi reduzida de 15 para 10 filmes por conter apenas filmes estrangeiros - por ter passado metade do ano fora e por coincidência, a safra do cinema brasileiro neste ano não me empolgou. É isso. O filme do ano, mais uma vez, é um filme que levanta a bandeira do nome deste blog, com cinema pop de altíssimo nivel.


13 de jan. de 2014

Confissões & Assassinos

Fazemos uma pequena pausa nas listas de Melhores de 2013 (a de discos nacionais chega logo menos, preste atenção) para divulgar dois textos bacaninhas que este escritor publicou em outras páginas nos últimos dias. Vamos lá: 

Exibida originalmente em 1994 pela TV Cultura, a série Confissões de Adolescente marcou época nos anos 1990 ao contar, em formato de crônica, a história de uma família da zona sul carioca formada por um pai viúvo e quatro irmãs na terrível idade da adolescência, além de ter marcado as primeiras aparições televisivas de Deborah Secco e Leandra Leal. Baseada em uma peça original da atriz Maria Mariana (filha do diretor Domingos de Oliveira), que na TV fazia a mais velha das garotas, a série ganha adaptação cinematográfica no começo deste 2014 pelas mãos da GloboFilmes, do diretor Daniel Filho (que participou da série há vinte anos) e do roteirista Matheus Souza (Apenas O Fim). 




Um game que vira livro que vira história em quadrinhos e vai virar filme. Poderia ser um verso de Drummond sobre a indústria do entretenimento, mas é apenas o caminho do sucesso de uma das maiores franquias do mundo dos videogames nos dias de hoje: Assassin’s Creed. Criada em 2007, a saga é um fenômeno de vendas: são 60 milhões de jogos divididos em dez episódios, 200 mil exemplares de histórias em quadrinhos e 2,7 milhões de livros – com 1,4 milhões de exemplares vendidos apenas no Brasil, onde o livro é publicado pela editora Record. 

19 de mai. de 2013

O Lado B da Virada Cultural: Cinema Erótico Japonês

A Mulher Inseto, de Shohei Imamura

O dono do Pergunte ao Pop pode não estar em São Paulo para curtir a Virada Cultural (e ter sua carteira levada por trombadinhas pra cantar Bob Dylan), mas o Pergunte ao Pop está! Victor Francisco Ferreira, que já escreveu sobre shows de Red Hot Chili Peppers e Os Pontos Negros, dessa vez colabora com este espaço falando sobre... cinema erótico japonês. 

“O que tem movido a Virada é a música”. A frase é de Juca Ferreira, secretário de cultura de São Paulo. Se as apresentações musicais são as mais procuradas e badaladas da Virada Cultural, não seria errado dizer que as sessões de cinema sejam o “lado B” do evento. Ainda mais quando reúnem uma coleção de filmes eróticos japoneses.

A coletânea Pink Porn, exibida no Cine Dom José durante a Virada Cultural 2013, apresentou diversos clássicos do cinema erótico japonês. O primeiro deles foi A Mulher Inseto (Nippon Konchûki, 1963), do diretor Shohei Imamura.

25 de abr. de 2013

Brilha, Brilha, Estrelinha

Era uma vez uma banda de rock cujo nome tinha como inspiração um supermercado de sua cidade, Memphis, nos Estados Unidos, e que era contratada de uma gravadora responsável por grandes hinos da soul music. Apesar de ter gravado algumas das mais belas músicas dos anos 1970 em seu primeiro disco, atraindo aplausos de boa parte da crítica na época, a tal banda nunca chegou ao estrelato - culpa de "problemas de distribuição" e, posteriormente, pela falência do selo a qual pertencia. Entretanto, mesmo escondidas pela poeira do tempo, tais canções fizeram a cabeça de muitos jovens músicos durante as duas décadas seguintes, o que as fez ganhar sobrevida e incluir a tal banda no "Grande Livro da História do Rock".

Essa é a história que conta Nothing Can Hurt Me, documentário que joga luz sobre a vida e a obra do Big Star. Dirigido por Drew DeNicola e Olivia Mori, o filme foi lançado em 2012 nos EUA, mas tem corrido o mundo em diversos festivais e serve como boa introdução aos não-iniciados no conjunto que fez Paul Westerberg, dos Replacements, cometer um verso como "Eu nunca viajo pra longe sem minha pequena grande estrela".

22 de abr. de 2013

Horário Eleitoral Obrigatório

Escrevi esse texto para o Artilharia Cultural no começo do ano, mas resolvi republicá-lo por aqui agora, uma vez que acontece nesse próximo final de semana a estreia de No (ou como está sendo chamado aqui, Não) em Lisboa. 

Em franca ascensão nos últimos 15 anos, o cinema sul-americano tem dedicado boa parte de sua melhor produção a analisar os fantasmas de seu passado recente, marcado por governos ditatoriais liderados por militares e elites locais, iniciados em repressão a movimentos de caráter socialista e/ou populista e sempre lembrados por sua censura à liberdade de expressão e aos direitos individuais. É o caso, por exemplo, de filmes como o chileno Machuca (Andrés Wood, 2004), os sensíveis argentinos O Segredo de Seus Olhos (Juan Pablo Campanella, 2011) e Kamkatcha (Marcelo Piñeyro, 2002) e os brasileiros O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias (Cao Hamburguer, 2006) e Ação Entre Amigos (Beto Brant, 1998). Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e vencedor do prêmio principal da semana dos realizadores no Festival de Cannes, o chileno No, dirigido por Pablo Larraín, se insere nessa seara de maneira instigante ao encerrar uma trilogia sobre o Chile das últimas décadas, retratando um episódio bastante particular da história do país andino: o plebiscito de 1988 que retirou Pinochet do poder, após 15 anos de um regime autoritário. 

25 de fev. de 2013

No S&Y: Stephen Rebello

"Todo bom filme começa com um bom texto". Pelo menos é o que me garantiu Stephen Rebello, autor de Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose. Lançado pela Intrínseca no Brasil no começo de janeiro, o livro foi a base para o roteiro de Hitchcock, filme que chega às telas de todo o país em Março (e ontem concorreu ao Oscar de Melhor Maquiagem). 

Publicado nos EUA em 1990, Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose destrincha com precisão jornalística e paixão de romance a produção de um dos maiores filmes do diretor inglês, responsável por um "cinema que não é apenas tensão, suspense e ângulos ousados de câmera". 

Bati um papo com Rebello (o último jornalista a entrevistar Hitchcock) por email e o resultado saiu no Scream & Yell. Na pauta, o americano filho de portugueses falou sobre seu processo de pesquisa, seu fascínio pela obra do cineasta de Janela Indiscreta, a televisão norte-americana dos dias de hoje e mostrou esperança em relação ao futuro da sétima arte.  “Fico muito ansioso para ver o que as tecnologias a custo acessível e a explosão das redes sociais pode fazer pelo cinema. Antigamente, os meios de produção ficavam todos na mão dos grandes estúdios. Hoje eles estão na mão dos criadores. E isso parece muito correto para mim”, explica ele.

A íntegra da entrevista você confere no Scream & Yell! 

27 de jan. de 2013

Django Super Tarantino Size Me

Em 2004, o cineasta Morgan Spurlock ficou famoso com Super Size Me, filme no qual provava os danos que uma dieta alimentar de lanches do McDonald’s causa no corpo humano. Entre as regras às quais se sujeitou para a produção, ele deveria sempre aceitar as promoções da rede de fast-food para aumentar o tamanho de suas refeições (o “super size”), ingerindo litros de refrigerante e muitas batatas fritas por apenas alguns centavos a mais. "Se tudo é tão delicioso, por que não comer mais disso tudo, já que a diferença é tão pouca?”, pensa o consumidor médio. A resposta é simples: é graças a esse pensamento que hoje boa parte dos norte-americanos encontra-se em níveis de obesidade elevados. 

Django Livre, o novo filme do diretor Quentin Tarantino sobre um ex-escravo que procura comprar a alforria de sua mulher na América do final do século XIX, sofre exatamente do mesmo problema. Ao longo de sua carreira, iniciada em 1992 com Cães de Aluguel, Tarantino conquistou fãs no mundo todo graças a alguns traços muito peculiares em seus roteiros e longas-metragem.

23 de jan. de 2013

Melhores 2012: Filmes

Jogo rápido para a lista dos 15 melhores filmes de 2012: como cinema não é a especialidade da casa (embora eu me arrisque de vez em quando a pitacar sobre a sétima arte), preferi apenas listar os grandes longas-metragem do último ano e linkar boas críticas sobre os filmes, que refletem de alguma maneira o pensamento deste que vos escreve. Quando os links não possuírem crédito, é porque o texto é meu mesmo (seja para este site, o Scream & Yell ou o iG Jovem). Além disso, misturamos aqui filmes nacionais e internacionais, de modo a chegar numa seleção enxuta.

Único citado de 2012 na lista das melhores cenas musicais da história do cinema, o vencedor do ano é... 


8 de jan. de 2013

ESPECIAL: As melhores cenas musicais do cinema

Você gosta de música? E de cinema? E quando as duas coisas se unem, que tal? Mágica pode acontecer, não é verdade? Pelo menos é o que eu penso: algumas das minhas cenas favoritas de toda a sétima arte só o são porque são acompanhadas de algumas das minhas músicas favoritas. Em uma conversa de bar ou no meio de um dos muitos hambúrgueres que comi em 2012 com o Vinicius Olmos e o André Bina, começamos a listar algumas de nossas favoritas, até o momento em que pensei que isso merecia sair do bar para virar algo maior.

E virou. Um colégio eleitoral de 43 jornalistas, formadores de opinião, músicos, twiteiros, os idealizadores da lista, e por que não?, amigos escolheu suas cinco cenas musicais favoritas, em ordem de preferência, e mandou pequenas justificativas sobre as escolhidas, das quais você sabe quais foram as 25 mais bem votadas daqui a pouco.

Antes de continuarmos, um esclarecimento: foram consideradas cenas que contivessem tanto músicas compostas especialmente para o filme (como a trilha de Ennio Morricone para "Cinema Paradiso"), músicas cantadas pelos personagens no filme (quem não se lembra de Tom Cruise cantando "You've Lost That Lovin' Feelin'" em "Top Gun?) ou músicas que aparecem por sobre a ação da cena (a homenagem de Tarantino a Van Gogh em "Cães de Aluguel" é um exemplo).

A bem da verdade, depois de apurados todos os votos (quevocê pode conferir tanto em uma planilha quanto em uma lista corrida, comdireito a todas as justificativas), cheguei à conclusão que esse é o tipo de lista que é muito pessoal. Foram nada menos que 138 cenas diferentes, e não foram poucos os votantes que mandaram listas com cinco filmes votados apenas por eles.

Mais algumas estatísticas: a cena mais antiga da lista é de um filme de 1942 (e chegou ao top25), enquanto a mais nova é de 2012, e ocupou o primeiro lugar de um dos votantes. Duas músicas ("Heroes, de David Bowie, e "Singin' in the Rain", de Gene Kelly) foram citadas para duas cenas diferentes, apenas 19 diretores e 16 artistas foram lembrados pelo menos duas vezes. Além disso, 14 longas-metragem foram votados pelo menos duas vezes, sendo "Alta Fidelidade" o recordista de menções, com 4 cenas diferentes.

Mas chega de números. É hora de conhecer quais são as 25 maiores cenas musicais da história do cinema. Que rufem os tambores... 

8 de dez. de 2012

A Revolução dos Livros

Quantos documentos você já tirou que precisavam de um comprovante de residência? Agora, pare e pense: como será que um morador de rua lida com essa situação? Não lida, né? Pois bem: pensando nisso, Robson Mendonça (ele próprio um ex-morador de rua), criou um projeto chamado Bicicloteca, que leva livros às pessoas em situação de rua de maneira gratuita, nas principais praças do centro de São Paulo.
 
Ao longo do último semestre, meu grupo na aula de Projetos em TV se envolveu de maneira muito próxima com esse projeto. O resultado final - de dias madrugando, noites mal dormidas e alguma meia dúzia de confusões, mas muitos sorrisos e até algumas lágrimas - vocês conferem no documentário abaixo, A Revolução dos Livros.
 
Antes que vocês assistam, queria só humildemente agradecer às minhas parceiras nesse projeto (Anais Quiroga, Rafaela Carvalho, Glenda Almeida, Naíma Saleh e Sofia Machain), à professora Egle Spinelli, que nos orientou nesse trabalho, e ao grande Vinícius Olmos, que compôs a trilha sonora original do filme, cedendo duas belas canções, "Blue Skies" e "Small Town Stories". Obrigado - and we hope you enjoy the show.


24 de nov. de 2012

Pais e Filhos

Nos últimos dez anos, as telas dos cinemas alternativos do Brasil (aqueles lugares onde a pipoca quase nunca é comprada e todo mundo fala em filmes de arte) têm sido ocupadas por uma enxurrada de documentários musicais. São longas-metragens que abordam carreiras esquecidas (Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei, Loki), surgimentos de cenas musicais (Botinada) e examinam trajetórias longevas (Meu Tempo É Hoje, Coração Vagabundo), dando água na boca em fãs famintos por saber mais sobre a carreira de seus ídolos, as condições em que eles chegaram à produção de hits certeiros ou como suas carreiras foram destruídas pelas drogas e pelo álcool. 

Rock Brasília - Era de Ouro, lançado em 2011 pelo cineasta Vladimir Carvalho, bem que poderia se encaixar facilmente nessa definição das últimas linhas. Afinal, o filme examina com precisão o surgimento, o sucesso e o declínio das três grandes bandas de rock da capital federal na década de 1980: a Legião Urbana, a Plebe Rude e o Capital Inicial. Mas Rock Brasília é mais do que isso: trata-se de um filme sobre a capital federal, e, mais especificamente, sobre seus primeiros filhos.