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16 de dez. de 2014

O Pai do Instagram

Aos 28 anos de idade, Mike Krieger (acima, de verde) é um dos brasileiros mais poderosos do Vale do Silício. Seu nome pode não ser familiar, mas, ao lado do sócio Kevin Systrom, ele criou em 2010 o Instagram, rede social de compartilhamento de fotos, que ontem anunciou ter chego à marca de 300 milhões de usuários ativos mensalmente. Ao todo, mais de 70 milhões de fotos são publicadas todos os dias no Instagram.

Nascido em Minas Gerais, Krieger mudou-se para os EUA em 2004, a fim de estudar na Universidade de em Stanford, onde conheceu Systrom. Seis anos depois, a dupla criaria o Instagram, que acabaria sendo vendido para o Facebook em 2012 por US$ 1 bilhão. “Buscávamos dar às pessoas ferramentas para que elas pudessem mostrar o mundo não da forma como uma câmera captou, mas sim como elas se lembravam do que tinha acontecido”, conta Krieger, em entrevista exclusiva ao Estado.

Apesar de ser parte do “grupo Facebook”, que neste ano adquiriu também o WhatsApp por US$ 19 bilhões, o Instagram pode ser considerado uma empresa independente. “Somos uma empresa dentro de uma empresa”, explica Krieger. “Quando fomos adquiridos, estávamos em um ciclo vicioso de não conseguir crescer. O suporte do Facebook nos ajudou a ir em frente”, diz o brasileiro.

Além dos novos números, o Instagram também anunciou uma novidade ontem: a partir do próximo dia 18, contas de marcas, celebridades e atletas terão um selo de verificação, para que os usuários tenham certeza de que as imagens ali postadas não são falsas. A equipe do aplicativo também trabalha na remoção de contas fake e responsáveis por spam.

“Queremos uma experiência autêntica”, afirma Krieger, que se diverte quando vê interações entre artistas e seu público pela plataforma. “Nas últimas semanas, vi a Taylor Swift dar apoio a uma garota que sofria bullying através dos comentários de uma foto. Isso é muito legal”, diz.

Em dezembro, tive a chance de conversar com Mike Krieger, o brasileiro que criou o Instagram com seu colega americano Kevin Systrom. Foi um papo bem bacana para entender a rede social de compartilhamento de fotos, e como ela tem mudado o mundo da fotografia, da moda e da gastronomia. :). 

23 de dez. de 2013

A Música Entre Aplausos e Curtidas

Quando a internet começou a se popularizar, no começo dos anos 2000, abriu-se uma nova e empolgante perspectiva para os artistas: a de alcançar milhões de novos fãs de maneira fácil, simples e barata, dispensando apoio e dinheiro de grandes gravadoras. As mesmas ferramentas e canais, no entanto, estão acessíveis a todos. A vitrine ficou maior, mas a disputa por espaço também, sendo assim cada vez mais difícil ser ouvido em meio a tantas vozes, músicas e plataformas.

O DJ e produtor Waldo Squash, da Gang do Eletro, que tem seu álbum Treme incluído entre os destaques de 2013, disse que a internet facilitou muito “o aprendizado e compartilhamento de conhecimento entre artistas”, mas a parte de divulgação é “complicada”.

Diante dessa situação, artistas e seus representantes têm que dedicar boa parte do seu tempo cuidando de estratégias para chamar a atenção na rede. “Um dos dramas da minha vida é não poder me dedicar só à música, e ficar menos preocupado com divulgar o trabalho”, diz Alexandre Kumpinski, vocalista da Apanhador Só, apesar de preferir a independência a se submeter a uma gravadora. A banda gravou seu álbum Antes Que Tu Conte Outra com R$ 60 mil levantados por financiamento coletivo, realizado com a colaboração de 1.300 fãs.

Em um trabalho coletivo meu e do grande Camilo Rocha, meu editor no Link, fechamos o ano para balanço com a matéria que me deu mais tesão de fazer desde que eu cheguei ao Estadão, falando sobre as maneiras que os músicos usam (ou não) para divulgar seu trabalho na internet, com a ilustre participação dos Móveis Coloniais de Acaju, o Boss in Drama, a Gang do Eletro, o DJ Guerrinha, do Dorgas, o MC Guime e a Apanhador Só, além da produtora Pamela Leme. Sem falar em quão legal é ter um enorme cavalo estampando as páginas de um caderno de tecnologia. 

Além da matéria principal, eu e o Camilo fazemos uma pequena retrô de campanhas de lançamento legais na sub, repercutindo os casos de Daft Punk, Boards of Canada e Beyoncé.

PS: Essa matéria foi escrita, da minha parte, ao som de Deolinda, Sigur Rós e Felipe Cordeiro. Achei que era uma curiosidade bacana que cês gostariam de saber.