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9 de ago. de 2012

channel ORANGE

Colaboração da querida Andressa Monteiro para o Pergunte ao Pop sobre um dos melhores discos do ano. 

O cantor e compositor Frank Ocean, de 24 anos, faz parte de um time de artistas que estão caracterizando e moldando a nova cara do hip-hop. O alvoroço é tanto que alguns já classificam o gênero musical como o “novo rock”.  Porém, o pouco tempo de estrada não os impedem de viver grandes experiências transformadas em melodias e letras de produção sagaz, inteligente e original. 

Essa nova turma que conta com nomes como The Weeknd, A$AP Rocky ou Azealia Banks – citando ainda alguns de seus “irmãos mais velhos” ou “padrinhos”, como Drake, Kanye West e Jay-Z -, utilizam elementos novos e refrescantes, sem perderem a influência e similaridade de músicos consagrados durantes décadas, ou se preferir mestres; entre eles estão Stevie Wonder, Prince, Marvin Gaye e Sam Cooke. 

30 de abr. de 2012

Imunização Racional

Existem certos artistas, que, graças à contundência de sua obra, merecem ser vistos ao menos uma vez na vida. João Gilberto é um deles, e Beck defende que a mesma ideia valha para Bob Dylan. Talvez seja pretensioso e um pouco oportunista afirmar, mas os Racionais MCs - e mais especificamente, Mano Brown - pertencem a essa galeria, pela força poética de suas canções, expandindo os limites de seu universo musical. E foi nesse espírito que os vi ontem, na último de uma sequência de quatro apresentações, na choperia do SESC Pompeia.

24 de mai. de 2011

Na Linha de Frente

Em 1997, com o clipe de "Diário de Um Detento", e o disco Sobrevivendo no Inferno, que além da já citada, contava com petardos como "Capítulo 4, Versículo 3" e "Fórmula Mágica da Paz", os Racionais MCs mostraram ao Brasil que era possível fazer rap na língua pátria. Marcados por um estilo que conquistava não só o público já habituado ao rap, mas também "os branquinho de shopping", contando histórias sobre drogas, prisões, roubos e preconceito, acabaram também, talvez inconscientemente, deixando a impressão na cultura do brasileiro médio que o estilo das rimas versáteis e batidas secas equivalia a narrar apenas histórias de violência. Poucos não foram os rappers que lutaram contra essa ideal - e neles se insere Criolo, que em 2011 solta um álbum capaz de quebrar mais algumas barreiras para o gênero que nasceu nos EUA. Nó na Orelha, produzido por Daniel Ganjaman, pode ser a pedra de toque para que muita gente passe a abrir seus ouvidos para o rap, sem lenço nem preconceito.