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14 de jan. de 2015

5 momentos de Lincoln Olivetti



Um dos grandes arranjadores e produtores da música brasileira nos deixou ontem. Lincoln Olivetti - um dos principais responsáveis pela popularização de sintetizadores no País - morreu ontem, aos 60 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Atuante desde os anos 70, Olivetti foi um dos principais responsáveis pelo som que marcou o fim da década de 1970 e o começo dos 1980, com muito groove, balanço e um bocado de amor por instrumentos eletrônicos. Acusado por muitos de "pasteurizador" da canção brasileira, Olivetti parecia ter o toque de Midas. Duvida? Então presta atenção nessas cinco músicas aqui, na qual ele teve diferentes papéis, seja arranjando ou produzindo. Bora?

"Palco", com Gilberto Gil



4 de jan. de 2015

Vale Nada

"Mais grave!
Mais agudo!
Mais eco!
Mais retorno!
Mais tudo!"
(Tim Maia)

Se Tim Maia: Vale o Que Vier era para ser um documentário fiel a Sebastião Rodrigues Maia, uma das maiores vozes da música brasileira, a Globo falhou miseravelmente. Desculpa começar logo pela conclusão, caro leitor, mas o especial dividido em dois capítulos (e exibido nos dois primeiros dias de 2015) pode ser qualquer coisa, mas não consegue fazer jus à epígrafe deste texto, frase registrada do repertório de grandes citações de Tim Maia. 

A ideia até que não era ruim: aproveitar Tim Maia, o filme produzido pela Globo Filmes a partir de Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia, biografia episódica lançada pelo produtor musical Nelson Motta em 2007, para fazer um programa especial para começar bem o ano em que a emissora carioca completa seus 50 anos. Pesa contra, claro, o fato de que o longa-metragem dirigido por Mauro Lima ainda encontra-se em cartaz em um número razoável de cinemas brasileiros. Transformá-lo em minissérie, aproveitando imagens de acervo e colocando depoimentos de amigos e pessoas próximas a Tim Maia, a partir daí, parecia uma solução óbvia.

12 de jun. de 2012

Rob Fleming no Dia dos Namorados

Como bom leitor de Alta Fidelidade que sou, não é segredo para ninguém que gasto boa parte do meu tempo pensando em listas aleatórias de combinações de canções favoritas - uma mania que creio compartilhar com muitos dos que leem este endereço. 

Sabendo desse meu peculiar interesse, o grande Vinícius Battistini me desafiou quando nós dois saíamos do bonito show do Ian McCulloch em maio, no que eu considerei a tarefa última de um Rob Fleming: escolher dez canções que você cantaria para demonstrar o seu amor a uma pessoa amada. A tarefa parecia fácil, mas ele me deu três condições importantes: as músicas dessa seleção não poderiam falar de saudade, nem de um sentimento de abandono ("de corno"), e só uma delas poderia ser brega. Além disso, uma condição limita a lista: apenas três canções dos Beatles (e de seus membros em carreira solo) poderiam ser usadas ao longo da jornada. 

Na hora, pensei em uma lista qualquer, para não negar fogo, mas aquilo foi me deixando intrigado, e não consegui chegar a uma solução definitiva. O que mostro para vocês agora, como minha comemoração particular do Dia dos Namorados, é a lista que eu cantaria hoje, se por acaso eu tivesse alguém para cantar essas canções. (Vale dizer: fica muito mais difícil elaborar uma lista dessas sem ter um rosto definido. Qualquer música com nome de mulher cairia fora, por exemplo. Ou não, como diria Walter Franco). Espero que vocês gostem, e deixo o desafio para saber a lista de vocês.

Rob Fleming no Dia dos Namorados by Bruno Capelas on Grooveshark

PS: Uma única ressalva. Por culpa da (falta de) acervo do Grooveshark, a versão referida de "Don't Let Me Down" é a dos Stereophonics. Por favor, pensem na voz do Lennon quando canta aquele refrão, ok?