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20 de jul. de 2014

MIS prepara mostra Legião Urbana para 2016

Na abertura da exposição do Castelo Rá-Tim-Bum no MIS, bati um papo com o curador André Sturm sobre os planos futuros do museu. Acabou gerando esse 'furo' de reportagem, publicado em julho no Scream & Yell. 

O MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo está preparando uma exposição sobre o cantor Renato Russo e a Legião Urbana para 2016. É o que disse na última terça-feira, 15/07, André Sturm, diretor executivo da instituição, durante entrevista exclusiva na abertura da exposição sobre o programa infantil Castelo Rá-Tim Bum.

“Temos uma conversa caminhando bem para fazer uma exposição sobre o Renato Russo em 2016″, disse Sturm. Segundo o diretor executivo do MIS, o filho do cantor, Giuliano Manfredini, abriu as portas do apartamento de Renato para os técnicos do museu.

“É impressionante: o Renato é um cara que guardava tudo. Vamos fazer uma parceria para restaurar materiais, fotos, diários, e a partir disso vamos construir uma exposição sobre o Renato, e lógico, sobre a Legião Urbana para daqui a dois anos”, completou o diretor executivo, que, à frente do MIS, tem sido o responsável por uma guinada mais pop na programação do museu: nos últimos dois anos, a instituição paulista recebeu mostras de nomes como os cineastas Georges Meliés e Stanley Kubrick e o cantor David Bowie.


9 de jul. de 2014

Melhor Hambúrguer da Cidade: Let's Burger

Yo, Adrian!
Já falei em colunas anteriores que, apesar da onda gourmet, o crescimento do número de hamburguerias por aí tem provocado coisas interessantes em lugares pouco afeitos a comer algo além do "dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles, tudo num pão com gergelim". É o caso de uma cidade como São Caetano, que nunca teve grandes lanchonetes tradicionais pra chamar de suas, e agora recebe casas com propostas interessantes - como a TriBeCa, já citada aqui, e a Let's Burger, totalmente inspirada nos anos 80. Estive lá no último sábado pra comemorar o aniversário de casamento dos meus pais, junto com os dois e a pentelha da minha nem-tão-pequena irmã. 


23 de mai. de 2014

O Pulso Ainda Pulsa

O pulso ainda pulsa - e em dose dupla. Fiz um exercício de escrita nesses últimos dias e botei uma cláusula internacional no meu currículo com a história de falar sobre o disco novo dos Titãs, Nheengatu, lançado há cerca de duas semanas através do YouTube. A primeira versão saiu em PT-BR, no Scream & Yell, com piadinhas e #vaitercopasim, e teve uma repercussão bem bacana (até agora, o texto teve 41 comentários). 

Na sequência, emendei uma versão PT-PT, com contextualizações e um cheirinho de alecrim, que saiu no Bodyspace.net, do André Gomes, para mostrar aos lusos porque este disco também pode ser relevante (como cá pode ser o dos Xutos & Pontapés, ou o do Linda Martini ou o dos Deolinda...). 

2014 acaba de ganhar um ingrediente para se tornar um ano ainda mais surrealista. Enquanto o País se divide entre o “não vai ter Copa” e o “vai ter Copa sim”, a polícia abusa de violência sem nem saber por onde e o estado mais rico da nação vive a ameaça de uma seca e as eleições prometem sujeira explícita, os Titãs voltam a fazer um disco que merece a sua audição, por mais improvável que isso possa soar. Depois de embalar a carreira no lixo com “Sacos Plásticos” (2009) e passar quase dois anos ganhando alguns tostões relembrando o clássico “Cabeça Dinossauro” (1986), o grupo resolve sair das cinzas artísticas e mostrar “Nheengatu”, um trabalho que não prima pela sua força poética, mas sim pela sua urgência e pela raiva.



Leia mais:
- 2011: A vida até parece uma festa: Titãs ao vivo em Santo André
- 2012: Que Não é o Que Não Pode Ser: Titãs toca Cabeça Dinossauro na Virada Cultural

24 de nov. de 2012

Pais e Filhos

Nos últimos dez anos, as telas dos cinemas alternativos do Brasil (aqueles lugares onde a pipoca quase nunca é comprada e todo mundo fala em filmes de arte) têm sido ocupadas por uma enxurrada de documentários musicais. São longas-metragens que abordam carreiras esquecidas (Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei, Loki), surgimentos de cenas musicais (Botinada) e examinam trajetórias longevas (Meu Tempo É Hoje, Coração Vagabundo), dando água na boca em fãs famintos por saber mais sobre a carreira de seus ídolos, as condições em que eles chegaram à produção de hits certeiros ou como suas carreiras foram destruídas pelas drogas e pelo álcool. 

Rock Brasília - Era de Ouro, lançado em 2011 pelo cineasta Vladimir Carvalho, bem que poderia se encaixar facilmente nessa definição das últimas linhas. Afinal, o filme examina com precisão o surgimento, o sucesso e o declínio das três grandes bandas de rock da capital federal na década de 1980: a Legião Urbana, a Plebe Rude e o Capital Inicial. Mas Rock Brasília é mais do que isso: trata-se de um filme sobre a capital federal, e, mais especificamente, sobre seus primeiros filhos. 

26 de fev. de 2012

Pela Estrada Afora


Alive, and kicking. O Lobo Mau do rock brasileiro está de volta, e muito bem, por sinal - ao contrário de boa parte de seus colegas de geração (explico melhor em breve aqui no Pergunte ao Pop). Em show ontem no SESC Pompeia, Lobão fez um show pra ninguém botar defeito.

A todo o volume, elétrico (vale lembrar, seu último disco cheio foi o Acústico MTV, de 2007), o "carioca" ensurdeceu os ouvidos dos espectadores com ondas e ondas de guitarras poderosas - saí da choperia com um zumbido que há muito tempo não sentia. 

19 de abr. de 2011

De volta a 1986, a bordo do DeLorean

Antes de tudo, é preciso avisar que esse texto não pretende ser um retrato completo da Virada Cultural: seria humanamente impossível fazer isso de maneira coerente. Vou apenas me focar nos quatro shows que vi, durante a tarde de domingo, no palco da Praça Júlio Prestes: Plebe Rude, Frejat, Blitz e RPM. Qualquer leitor atento poderia perceber que se tratam de artistas que não estão no auge de sua carreira - e todos eles surgidos durante a pax roqueira dos anos 80 no Brasil. Feito Marty McFly em seu DeLorean, os shows do dia 17 valem a pena como uma viagem de volta a 1986.

10 de abr. de 2011

A Vida Até Parece Uma Festa

Não é novidade pra ninguém que, nos últimos anos, o Brasil tem sido invadido por um punhado de shows, pra todos os gostos e ouvintes. Isso significa que desde “a maior banda de todos os tempos da última semana” quanto dinossauros do rock têm se apresentado constantemente por aqui - em alguns casos, já virou até piada: "Mas quer dizer que o Iron/o Deep Purple/o Echo & The Bunnymen vai vir DE NOVO?". Apesar das gozações, ir a uma apresentação desses artistas veteranos é observar um ambiente lotado, cheio de fãs fanáticos cantando todas as músicas, de maneira empolgada e empolgante. Algumas bandas brasileiras também têm obedecido a esse fenômeno curioso: embora um tanto quanto indulgentes em seus últimos trabalhos de estúdio, no palco elas crescem e são capazes de fazer os espectadores voltar ao passado. Foi o que aconteceu na última apresentação dos Titãs no ABC Paulista, no palco do SESC Santo André, no último sábado (dia 9).