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7 de nov. de 2013

Deezer: 'Chegamos Para Ficar'

Bati um papo bem bacana ontem com o Axel Dauchez, CEO global da Deezer, e falamos sobre o futuro dos serviços de streaming de música, a concorrência com o YouTube, comparações com o Netflix e a chegada de novos jogadores desse serviço, como o Napster e o Spotify, ao Brasil. Com 5 milhões de assinantes no mundo hoje, Dauchez mandou a letra: "Nós chegamos para ficar. Agora não tem mais jeito, e o serviço de streaming de música só vai crescer". 

Meu trecho favorito da entrevista é que vem a seguir, mas acho que vocês tem que ir lá no Link e ler tudo o que a gente conversou. Como disse o João Vitor Medeiros (o @indiedadepre), e eu não sou besta de deixar esse elogio passar, "tem que ler para entender o mercado de música hoje". 

"O [serviço de streaming de filmes] Netflix é um caso de sucesso que inspira o Deezer?
Acho que há uma grande diferença entre nós e eles. Na área dos filmes, há menos pirataria, e já existe um serviço de assinatura, que são as TVs pagas. Quando o Netflix inicia seus serviços em um país, o esforço de propaganda é direcionado a conquistar o usuário de uma dessas TVs pagas. Nós, por outro lado, estamos pedindo às pessoas que paguem por uma coisa pela qual elas nunca pagaram antes: música. Nosso processo de conquista de mercado vai ser mais demorado que o deles, mas, a longo prazo, temos uma solução melhor que a deles, porque nosso acervo é mais vasto. No Netflix, se você é fã de filmes de ação, você consegue esgotar o acervo do serviço em seis meses. No Deezer, a música é inesgotável."

25 de abr. de 2013

Brilha, Brilha, Estrelinha

Era uma vez uma banda de rock cujo nome tinha como inspiração um supermercado de sua cidade, Memphis, nos Estados Unidos, e que era contratada de uma gravadora responsável por grandes hinos da soul music. Apesar de ter gravado algumas das mais belas músicas dos anos 1970 em seu primeiro disco, atraindo aplausos de boa parte da crítica na época, a tal banda nunca chegou ao estrelato - culpa de "problemas de distribuição" e, posteriormente, pela falência do selo a qual pertencia. Entretanto, mesmo escondidas pela poeira do tempo, tais canções fizeram a cabeça de muitos jovens músicos durante as duas décadas seguintes, o que as fez ganhar sobrevida e incluir a tal banda no "Grande Livro da História do Rock".

Essa é a história que conta Nothing Can Hurt Me, documentário que joga luz sobre a vida e a obra do Big Star. Dirigido por Drew DeNicola e Olivia Mori, o filme foi lançado em 2012 nos EUA, mas tem corrido o mundo em diversos festivais e serve como boa introdução aos não-iniciados no conjunto que fez Paul Westerberg, dos Replacements, cometer um verso como "Eu nunca viajo pra longe sem minha pequena grande estrela".