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11 de mai. de 2015

Os 20 anos do Guia dos Curiosos



Qual foi o primeiro nome do Mickey? Quais são os sete pecados capitais? Quantas bíblias são vendidas por minuto em todo o mundo? Essas informações todas -- e muitas outras -- podem parecer um amontoado de bobagens sem maiores pretensões. No entanto, elas ajudaram a criar um dos maiores best-sellers da história do Brasil, em um livro que juntava curiosidades com textos curtos e uma linguagem engraçada: O Guia dos Curiosos.

Realizei um sonho de infância (mais um) e fui bater um papo com o Marcelo Duarte sobre a série que me fez um cara curioso e cheio de informações chatas para soltar na mesa (da pizza com os pais?) do bar. Vem cá ler o texto inteiro, vem? 

27 de jan. de 2015

Pavões, John & Yoko e MTV

Tô lá no Scream & Yell falando de três livros bacaninhas de música: "MTV, Bota Essa Porra Pra Funcionar", um memorial do diretor de programação Zico Góes; uma boa história da relação entre John & Yoko em "John Lennon, Yoko Ono e eu", do jornalista americano Jonathan Cott, da Rolling Stone; e o estudo do André Barcinski sobre a música brasileira dos anos 1970 no ótimo "Pavões Misteriosos". Chega mais.

15 de abr. de 2014

A Loja de Tudo



Os superlativos parecem não ser suficientes para se contar a história da Amazon, uma empresa que começou sua trajetória mandando livros pelo correio em Seattle e hoje fatura US$ 75 bilhões por ano, vendendo praticamente qualquer coisa.

Essa é a impressão que se tem ao ler A Loja de Tudo, escrito pelo jornalista Brad Stone (colaborador do New York Times e da Bloomberg Businessweek) e lançado recentemente no Brasil pela editora Intrínseca. Eleito o livro de negócios de 2013 pelo Financial Times, A Loja de Tudo narra a saga da Amazon e de seu criador Jeff Bezos. Brad Stone conversou com o Link por telefone.

Bati um papo com o Brad Stone na semana passada sobre o A Loja de Tudo, um dos livros mais legais desse 2014 até agora (Ok, vocês podem me chamar de nerd. E de workaholic. Mas é legal mesmo). O resultado saiu na edição impressa do Link dessa segunda-feira, mas você pode ler a entrevista (em versão extended bônus track plus remixes, risos) no site com a maior calma do mundo. Como bônus, eu e o Murilo Roncolato (parceiro de bancada, de pastéis e de cerveja) preparamos ainda uma lista com livros sobre empresas de tecnologia para você que quer se aprofundar no assunto. 

4 de fev. de 2014

Livros no Metrô

Não sei vocês, mas devo dizer que comecei a perder bons minutos dos meus dias nas últimas semanas tentando trocar notas de mais de R$ 10 em trocados - pra comprar café na máquina do trabalho (onde persiste a dúvida, espresso ou longo?), mas também para gastar toda vez que me aparece uma máquina de venda automática de livros no metrô. A ideia é bem simples: cada máquina tem entre 10 e 20 opções de livros (às vezes repetidos, e às vezes inclui revistas e até cartões de crédito pré-pagos) e você pode pagar quanto quiser pelos livros a partir de R$ 2.

O leitor pode dizer: ah, mas as edições são horríveis e metade das opções não vale nem a pena ser lida. Tudo bem, concordo contigo - tenho calafrios toda vez que eu vejo as edições bizarras do Manifesto Comunista e do Príncipe que aparecem por ali e ainda mais quando penso como traduções ruins podem afetar a maneira como as pessoas entendem essas obras. Mas confesso que ultimamente tem dado pra garimpar coisas bem bacanas. Quem deu a dica foi o Marcelo Costa, que me deu de presente o Bill Graham Apresenta (que tá na listinha de livros que eu vou devorar nos próximos dias). 

Logo na sequência, topei com outros dois volumes bem bacanas: uma biografia meio chapa-branca da Amy Winehouse e o grande Disparos do Front da Cultura Pop, do Tony Parsons. Toda vez que vejo um troco uma nota de R$ 10 comprando um Halls e pego dois de uma vez para distribuir pros amigos - como se eu fosse Mel Gibson no Teoria da Conspiração. Além disso, essa semana apareceu O Menino, um romance do Edward Bunker que faz parte do catálogo da finada editora Barracuda. Tudo isso só no metrô Barra Funda. Portanto, fique esperto! (E se você souber de outros lugares que não as estações Luz, Paulista e Ana Rosa que tem essas máquinas, me avise!). 

4 de nov. de 2013

O "Netflix dos Livros" vem aí

"Não é segredo para ninguém que os serviços na nuvem chegaram para ficar. Depois de guardar documentos, ouvir música e assistir a filmes por streaming, sem precisar armazenar o conteúdo no computador, chegou a hora dos livros. É esse o conceito por trás dos serviços oferecidos por empresas como Scribd e Oyster.
    
Chamado de “Netflix dos livros” pela revista Wired, o Scribd lançou seu streaming de livros há cerca de um mês. Por US$ 9 mensais, o usuário ganha acesso ilimitado a um acervo de 40 milhões de títulos, que tem clássicos, publicações independentes, e, recentemente, recebeu o reforço do catálogo de uma editora bastante tradicional nos EUA, a Harper Collins. “Queremos ser parceiros de outras grandes em breve.”, explica Trip Adler, CEO do Scribd, em entrevista ao Link".

Tô na edição dessa segunda-feira do Link fazendo a matéria principal da editoria pela primeira vez (ê, foca!), falando sobre a chegada dos serviços na nuvem ao mundo dos livros, com ideias bem bacanas que podem revolucionar o mercado editorial. Além da matéria principal, que começa aí em cima, e da sub, que fala sobre bibliotecas digitais e clubes do livro, a edição de hoje ainda tem uma entrevista fodona da Lígia Aguilhar com um dos responsáveis pela cibersegurança do governo Obama, e uma notinha minha sobre Evan Amos, um maluco que quer criar um museu online livre sobre a história dos videogames. Chega mais. 

25 de fev. de 2013

No S&Y: Stephen Rebello

"Todo bom filme começa com um bom texto". Pelo menos é o que me garantiu Stephen Rebello, autor de Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose. Lançado pela Intrínseca no Brasil no começo de janeiro, o livro foi a base para o roteiro de Hitchcock, filme que chega às telas de todo o país em Março (e ontem concorreu ao Oscar de Melhor Maquiagem). 

Publicado nos EUA em 1990, Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose destrincha com precisão jornalística e paixão de romance a produção de um dos maiores filmes do diretor inglês, responsável por um "cinema que não é apenas tensão, suspense e ângulos ousados de câmera". 

Bati um papo com Rebello (o último jornalista a entrevistar Hitchcock) por email e o resultado saiu no Scream & Yell. Na pauta, o americano filho de portugueses falou sobre seu processo de pesquisa, seu fascínio pela obra do cineasta de Janela Indiscreta, a televisão norte-americana dos dias de hoje e mostrou esperança em relação ao futuro da sétima arte.  “Fico muito ansioso para ver o que as tecnologias a custo acessível e a explosão das redes sociais pode fazer pelo cinema. Antigamente, os meios de produção ficavam todos na mão dos grandes estúdios. Hoje eles estão na mão dos criadores. E isso parece muito correto para mim”, explica ele.

A íntegra da entrevista você confere no Scream & Yell! 

23 de jan. de 2013

Melhores 2012: Livros

Eis aqui o último passo da jornada dos Melhores de 2012: livros. Assim como na área de cinema, este blog avisa que literatura (por enquanto) não é uma das especialidades da casa, sendo essa lista muito mais um parâmetro pessoal "dos grandes livros lançados esse ano que li em 2012" do que exatamente um panorama sobre a produção dos dias que correm. Entretanto, posso garantir com alguma certeza que poucos volumes que chegaram às livrarias nos últimos meses seriam tão instigantes quanto os três primeiros colocados da lista que aparece a seguir. Obrigado a todos pela atenção e pela paciência: os melhores do ano voltam em janeiro de 2014 - que melhor sorte nos encontre daqui a um ano. 

1º: A Visita Cruel do Tempo, Jennifer Egan


Quarto livro da americana Jennifer Egan, A Visita Cruel do Tempo oferece a seus leitores uma experiência literária contemporânea da maior intensidade. Em treze capítulos ágeis, divididos em lado A e lado B (como um disco de vinil), Egan passeia por diferentes formas de se construir um relato (memórias em primeira, terceira e até mesmo segunda pessoa, diálogos rápidos, reportagens jornalísticas e uma apresentação em power point), épocas (dos anos 70 a um futuro próximo) e personagens (a assessora de imprensa de um ditador do terceiro mundo, um executivo de uma gravadora recém-divorciado, um garoto de pais separados que acompanha a irmã em um safári na África e muitos outros). 

Dito dessa forma, pode até parecer que a escritora privilegia a forma em detrimento do conteúdo, mas este seria um ledo engano. Egan é uma construtora de histórias, fazendo com que narrativas díspares se conectem como uma bem traçada teia de ideias sem desrespeitar a inteligência do leitor, tendo sempre como tema principal a passagem do tempo (e os traços deixados na areia por essa força). 

"As melhores pausas do rock'n roll", o tão falado capítulo que é uma apresentação de power point, talvez seja o tour de force de Egan, e uma das principais razões da contemporaneidade da obra. Em um momento em que tablets, e-readers e até mesmo notebooks passam a ser considerados como suporte para livros, construir um capítulo de tal maneira é proporcionar uma leitura diferenciada e inesquecível, ampliando a diferença entre o papel e a tela luminosa, além de desbravar novas fronteiras para a literatura, sendo agora capaz de dialogar com o design, a informática, a música, as artes plásticas e o cinema de maneira intensa. Isso não é pouco.

Leia: Resenha de A Visita Cruel do Tempo

20 de dez. de 2012

Astronauta, Artur, Nicholls

Além de falar sobre música, cinema e hambúrgueres, este escriba que vos fala também se arrisca, de vez em quando a falar sobre literatura. Na semana passada, escrevi três resenhas curtas para o Scream & Yell, falando de bons lançamentos que chegaram às livrarias brasileiras nos últimos tempos: Astronauta - Magnetar, uma graphic novel inspirada livremente no personagem de Maurício de Sousa; Contos Cariocas, uma reedição de um perdido livro de Artur Azevedo, editado anteriormente apenas em 1928; e Resposta Certa, o primeiro livro do escritor David Nicholls, responsável pelo best-seller de 2011 Um Dia.

O resultado você lê lá no Scream & Yell!

12 de dez. de 2012

Feira (ou Festa) do Livro da USP

"Quem precisa de Black Friday quando se tem a Feira do Livro da USP" (BINA, André. 2012)
Um dos momentos mais aguardados do ano por um uspiano (e boa parte da cidade de São Paulo) finalmente chegou! Desde hoje cedo - e até sexta-feira, das 9 às 21 horas, a USP sedia sua Feira (ou Festa) do Livro, na qual muitas editoras do Brasil vendem seus livros com, no mínimo, 50% de desconto. 

Se até 2010 a Feira foi organizada no prédio da História, e, em 2011, quase deixou de acontecer por razões técnicas (leia-se: pela greve dos estudantes que aconteceu no final daquele ano), em 2012 ela consolida-se em sua segunda edição na Escola Politécnica. Companhia das Letras, Globo, Record, Edusp, L&PM, Editora 34, Panda Books, Global e muitas outras se reúnem em três prédios da sede dos engenheiros da Universidade - veja o mapa (e a lista completa das editoras) aqui do lado!

Se você não é de São Paulo ou nunca foi até a USP, muita calma nessa hora! Para quem vai de transporte público, o jeito mais fácil de chegar na Feira é indo de metrô até o Butantã, e no terminal de ônibus anexo à estação, pegar o ônibus circular (8012-10) que vai até a Universidade.

Para se adiantar e evitar filas, vale a pena chegar cedo na Feira. Além disso, nas editoras maiores, é legal ir com o que você quer comprar na cabeça. A Companhia das Letras e a Cosac Naify, por exemplo, disponibilizaram um catálogo com tudo que levaram. 

Da minha parte, só posso dizer que o saldo geral do dia (da foto que abre o post) conta com uma conta bancária em ruínas, ombros e braços pedindo arrego de tanto carregar livros e uma porrada de coisas legais para ler. Entre as dicas, vale dar uma fuçada na Conrad (que tem livros bem bacanas sobre música), na Globo (que anda publicando boas bios de rockstars, como a do Keith Richards e a do Neil Young), na L&PM (casa dos últimos tostões do bolso) e na Editora 34 (outra boa parada para quem se dedica a estudar MPB). 

Esse foi o saldo de 2011. (Não, eu não li todos. A ideia é ~guardar para a posteridade~)

6 de nov. de 2012

Luz & Sombra: Conversas com Jimmy Page



O ano de 2012 tem sido bastante especial para os fãs brasileiros do Led Zeppelin. Em outubro, o país viu a bela passagem de Robert Plant com uma turnê de oito shows, e fez parte do lançamento mundial de “Celebration Day” , filme que mostra o último show da banda, realizado em 2007 com Jason Bonham assumindo as baquetas no lugar do pai, John Bonham.

Neste mês, um livro que detalha com propriedade as canções e gravações do grupo inglês chega às livrarias brasileiras. Escrito pelo jornalista Brad Tolinski, editor-chefe da revista Guitar World, “Luz & Sombra: Conversas com Jimmy Page” (Globo Livros, 288 páginas, R$ 39,90) reúne entrevistas feitas com o guitarrista do Led Zeppelin ao longo dos últimos 20 anos.

Cobrindo toda a trajetória do músico, dos tempos trabalhando em estúdios até os dias de hoje, passando pelas parcerias com Paul Rodgers e David Coverdale, o livro procura deixar clara a importância de Page para o rock’n’roll, não só como instrumentista, mas também como produtor. Em certo momento, por exemplo, Tolinski informa aos leitores que uma das primeiras captações decentes do som de uma bateria foi idealizada por Page.

Depois de falar do show de Robert Plant para o Scream&Yell, escrevi para o iG Cultura uma resenha curta sobre o livro Luz & Sombra: Conversas com Jimmy Page. Quem quiser conferir o resto do texto pode seguir nesse link maneiro aqui. 

9 de set. de 2012

A Visita Cruel do Tempo

“Você tem lido algumas cartas antigas, sorri e percebe o quanto você mudou. 
Todo o dinheiro do mundo não trará aqueles dias de volta"

(“This is the Day”, The The)

Sensação literária dos últimos meses no Brasil e no exterior, “A Visita Cruel do Tempo”, da escritora norte-americana Jennifer Egan, é um daqueles livros que dão para o leitor a impressão de que é fácil demais escrever bem. A sensação não é à toa. Em treze capítulos, divididos em um lado A e um lado B (à maneira de um antigo disco de vinil), Jennifer explora diferentes maneiras de se contar uma história, brincando com personagens cujas trajetórias se entrelaçam. E, aliando forma e conteúdo, ela mexe com a não-linearidade da narrativa para refletir sobre a passagem do tempo, em um livro que venceu o Prêmio Pulitzer em 2011. 

Não há um personagem ou um espaço-tempo que que guie “A Visita Cruel do Tempo”, mas sim pontos de ligação entre figuras e lugares. Dessa maneira, em 336 páginas, somos apresentados a pessoas como Bennie Salazar, um produtor de discos divorciado morando num rico subúrbio; Rhea, uma adolescente punk na Califórnia dos anos 80; Dolly, uma assessora de imprensa que caiu em desgraça e volta à ativa para ajudar um ditador do terceiro mundo; Charlie, uma jovem que acompanha o pai e o irmão em um safári na África; ou a garota Alison Blake, cujo irmão se dedica a inventariar as grandes pausas do rock'n roll.

13 de fev. de 2012

Tabelinha

Nessas férias, terminei de ler dois livrinhos bacanas que me acompanharam durante o mês de janeiro entre viagens de metrô e aqueles breves minutos antes de dormir. Feito uma dupla de atacantes escolhidos ao acaso, Futebol ao Sol e à Sombra, do escritor uruguaio Eduardo Galeano, e Fome de Bola - Cinema e futebol no Brasil, do jornalista Luiz Zanin Oricchio, acabaram fazendo muito sucesso/sentido quando trabalharam em conjunto. Cada um à sua maneira, ambos traçam perspectivas interessantes sobre a história do esporte bretão que floresceu tanto por aqui.