18 de mar de 2015

ESPECIAL: As 25 melhores músicas do Led Zeppelin



Toda vez que assisto Alta Fidelidade, sinto que eu e Rob Fleming somos mais do que potenciais amigos. Somos talvez, sangue do mesmo sangue, pela vontade de fazer listas musicais. Uma das minhas favoritas, além de imaginar o festival dos sonhos, é pensar na banda dos sonhos, juntando os melhores instrumentistas e compositores da história em uma só formação. É uma lista que varia de dia para dia, mas invariavelmente, ela acaba se tornando o Led Zeppelin: afinal, quem pode negar que cada um dos quatro de seus membros (Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham) seja um dos maiores mestres de seus respectivos instrumentos? 

Mais do que grandes músicos, porém, os quatro eram capazes de uma energia irradiante em estúdios (graças, em boa parte, à alquimia na mesa de mixagem feita por Page) e nos palcos, sendo uma das melhores definições do que é o rock'n roll. (Não à toa, uma das canções melhor citadas nessa lista leva o nome do gênero). Juntos, eles eram quatro gênios, cada um à sua moda, sendo escrevendo letras sobre elfos e anões ou grandes odes ao amor, construindo arranjos intrincados ou espancando um kit de bateria. 

Aproveitamos a passagem de Robert Plant pelo Brasil, para três shows (24 de março, no Rio de Janeiro; 26 de março em Belo Horizonte e 28 de março no Lollapalooza, em São Paulo) para eleger as melhores canções de sua antiga banda. Mais uma vez, como está se tornando uma tradição no Pergunte ao Pop, recrutei jornalistas, músicos, críticos e amigos para eleger as 25 músicas definitivas do Led Zeppelin. 

Não foi uma tarefa fácil. Mais uma vez, pedi aos votantes que escolhessem suas cinco canções favoritas do autor, em ordem de preferência, acompanhadas de um textinho que justificasse a escolha do primeiro lugar. (Alguns mandaram textinhos para várias colocadas, e alguns foram tão bons que não me contive, e, neste caso específico, abri uma exceção às regras: tinha texto bom para acompanhar? Então tá lá).

A pontuação foi dada em ordem decrescente, com 5 pontos para o primeiro lugar, 4 para o segundo e assim por diante. Como trata-se de uma banda com carreiras solo de diversos integrantes, abri uma exceção e permiti ainda que os votantes pudessem escolher também por músicas das empreitadas solitárias de cada um dos leds. 

Curiosamente, apenas uma canção solo acabou sendo votada. Também, pudera: já é tarefa difícil o suficiente escolher cinco canções do Led Zeppelin. Ao todo 41 canções foram lembradas (confira a planilha completa aqui), de todos os discos do Led Zeppelin. Na contagem geral, o disco sem título (chamado por muitos de Led Zeppelin IV), lançado no final de 1971, acabou sendo o disco mais lembrado: nada menos que sete de suas oito canções foram citadas pelos votantes (apenas "Four Sticks" ficou de fora), e seis delas fazem parte do top 25. Na sequência, ficou Houses of the Holy, com cinco citações, e depois Led Zeppelin II e Led Zeppelin III, com quatro. É deste último ainda, que sai a grande campeã – uma das favoritas da casa, mas, ainda assim, uma surpresa dentre canções manjadas da banda. Vamos a elas?


AS 25 MELHORES MÚSICAS DO LED ZEPPELIN


"Conheci pra valer mesmo o Led meio tarde, já pelos 20 anos, por aí. Antes só sabia clássicos como "Stairway do Heaven" e "Whole Lotta Love" que tocavam em festas e aniversários de amigos, mas sempre aparecia algum mala para dizer que "bom mesmo era o Led, essas bandas de hoje são uma merda", ou algo do tipo (isso durante os anos 90). Isso só me fazia afastar da banda. Até que um dia comprei os quatro primeiros discos em cd nessas Lojas Americanas da vida. Ali a coisa mudou e o "III" se tornou um dos discos prediletos por aqui. Desse álbum perfeito, com tantas canções sublimes, "Since I've Been Loving You" é o ápice. A entrada, os solos de Page, o vocal de Plant que varia de acordo com o ritmo da canção, a letra, tudo é intenso nesse blues longo e emocionante, que vale praticamente sozinho, uma vida". (Adriano Costa, Coisa Pop)

"Porque é o Led Zeppelin reverenciando os mestres do blues e dizendo para o mundo "nós realmente entendemos de blues, tá?". Mas não para por aí. Tem uma interpretação emocional de Plant e o melhor solo de Page no Zeppelin, na minha modestíssima opinião. E um tema musical inesquecível. E uma..." (Rodrigo James, Alto Falante)

"O primeiro lugar fica pra "Since I've Been Loving You" porque, céus, ouça essa música!" (Olavo Rocha, Lestics)


"Essa tá no topo graças ao meu amor pelo solo do Jimmy Page. Ele é meu herói do Led e exemplo de como o ser humano pode ser genial. Imagina um garoto de 15 anos ouvindo esse cara tocar e achando que pode fazer aquilo ali também, ser tão complexo, criativo, rápido e perfeito em cada pequeno detalhe. Acho que isso fica bem exemplificado quando ele toca no It Might Get Loud e faz Jack White e The Edge parecem crianças outra vez. Infelizmente só foi fazer minha cabeça bem depois dos 15, aprendi tarde esse conselho. Imagino o Led Zeppelin como um dinossauro gigante, que vai deixar pro futuro a síntese de como produzimos música boa e transcendente no planeta Terra". (Manoel Magalhães, Harmada)

"Escolhi "Whole Lotta Love", porque é um blues eriçado, com um riff certeiro, que não se limita a reproduzir os tiques do rock de arena dos anos 70. Acima de tudo, a faixa tem o dom de nos embalar, com um groove sexy, sem perder de vista as pistas de dança." (Pedro Salgado, Scream & Yell)


"A escolha é óbvia, mas o motivo é nobre. Esta foi a primeira música do Led que ouvi na vida, vasculhando os discos do meu pai. Entre Queen, Bee Gees, Rod Stewart e até uma Diana Ross, lá estava o disco do Led. E como sempre gostei de músicas de rock gigantescas (Bohemian Rhapsody, Hotel California), ouvir Stairway To Heaven foi paixão instantânea". (Cirilo Dias, Urbanaque)

"A letra é uma mistura bizarra de Like a Rolling Stone com elementos de Senhor dos Aneis, mas o importante aqui é a dinâmica dos instrumentos.Page fazendo uso funcional da guitarra dupla, alternando entre seis e 12 cordas com maestria. John Paul Jones indo do órgão para o baixo. A banda em estúdio soa exatamente como soaria ao vivo em incontáveis apresentações, e fãs discutem até hoje qual performance é a melhor (sou parcial pela versão do triplo How The West Was Won, com Page criando um dos solos mais inspirados da carreira). É a melhor composição para guitarra rock não feita por Jimi Hendrix. Melhor que Layla, e isso é o melhor elogio que posso dar". (Pedro Hollanda, jornalista)

"O riff mais estragado por alunos na segunda aula de violão não pode ser deixado de lado só porque caiu no clichê. Stairway to Heaven é coisa linda de morrer" (Lucas Baranyi, VIP)


"Um dos riffs definitivos do rock, que também marca as melhores performances dos quatro integrantes do Led Zeppelin juntos. Escrita por Jimmy Page em 1973 durante uma viagem pelo deserto do Saara (a caminho do National Festival of Folklore), "Kashmir" viu a luz do dia dois anos depois, através do álbum duplo Physical Graffiti, ocupando 8:31 do lado B do disco 1. Uma das canções prediletas do vocalista Robert Plant, que a descreveu como "uma de suas favoritas... tão positiva liricamente"." (Raul Ramone, Degenerando Neurônios)

"Gosto da história do Page Hamilton, do Helmet, quando perguntado numa entrevista pra Rock-a-Rolla como foi que ele teve a inspiração pra compor riffs secos, quebrados e cheios de pausas, em cima de uma bateria reta: "'Kashmir'. Está tudo lá"." (Elson Barbosa, Sinewave & Herod)


"Hino do rock. Tem melodia, tem guitarra pesada, tem John Bonham mostrando porque ele é um dos maiores da história. E faz parte do Led IV, que formou meu caráter na infância quando comecei a ouvir rock aos 3, 4 anos". (Tiago Trigo, Confraria S&Y)







"É justo dizer que nunca fui fã do Led. Numa briga que, descobri anos depois, existe entre muitas rodas de amigos, sempre preferi o Who como o quarteto arquetípico do rock'n'roll. Led podia ser tudo o que fosse, mas não era para mim. E de certa forma, continua não sendo. Mas ao ouvir "Black Dog", não há argumento algum que eu possa lançar para dizer que eles não eram os maiorais: o vocal de Plant é totalmente bluesy, mas, agudo como é, torna-se algo nunca ouvido antes, e que sempre soa ridículo quando alguém tenta imitar. As quebras no ritmo, a bateria que se recusa a apenas pavimentar espaço para o riff... Foda, amiguinho, foda!" (Leonardo Vinhas, Scream & Yell)


"Sequer passa perto de ser o maior hit da lendária banda. Mas é a canção que melhor resume o espírito zeppeliano: riff de guitarra histórico, os gritos de Plant, a transição do acústico pro elétrico... é tudo tão surreal que ela sobressai com folga dentro de uma discografia que dispensa apresentações" (Vinicius 'Vinil' Cunha, Rock'n Beats)






"Balada com pegada de misticismo, "The Rain Song" tem uma das linhas de guitarra mais criativas de todos os tempos, a começar pela afinação maluca. Tem um clímax grandioso e um final ainda mais acachapante, com Page sozinho, se deliciando sobre a própria obra, mas sem deixar de surpreender, enfileirando riffs distintos e geniosos". (Lucas Brêda, Rolling Stone)


"Um dos melhores testes que você pode fazer para medir o talento de um respeitado chef de cozinha é pedir, no seu restaurante, algo que normalmente você não gosta (ou detesta, se você tiver se sentindo ousado). Immigrant Song traz muitos elementos (ingredientes?) que me fazem, geralmente, torcer o nariz. Um senso quase mitológico de grandeza (I come from the land of the ice and snow, aquela narrativa bem Thor dos quadrinhos), virtuosismo, pretensão. Mas que chefs são Plant, Page, Jones e Bonham, não é? Com tudo isso como ingredientes eles fazem um belo prato atrás do outro, meu favorito sendo esse petardo pop de dois minutos e vinte e cinco segundos, uma faixa com tanta tensão que funcionou como abertura do noir sinistro Os homens que não amavam as mulheres". (Ana Clara Matta, Ovo de Fantasma)


"Apesar de ter sido criado no rock, eu nunca liguei muito para o Led Zeppelin quando era pequeno. Os solos virtuosísticos de Jimmy Page e a bateria de John Bonham me assustavam – enquanto tudo o que eu me ligava talvez fosse a simplicidade dos cantores folk como Neil Young e Van Morrison. Talvez daí "Going to California" tenha sido minha porta de entrada para o balão de chumbo, com apenas o vocal de Plant e as delicadas cordas – uma clara referência à Joni Mitchell, a quem a canção é dedicada. Mas a coisa que me mantém ligado a essa música é uma frase atribuída a Plant sobre a composição. "Quando você está apaixonado, é natural que você fazer o que aquela pessoa faz", teria explicado ele sobre a natureza delicada de 'Going to California'. Mas é uma explicação bem maior do que isso – eu acho". (Bruno Capelas, IGN Brasil/Pergunte ao Pop)


"Apesar de ter sido escrita na década de 50, por Anne Bredon e regravada em 1962, por Joan Baez, não há quem negue que Babe I'm Gonna Leave You é "propriedade" do Led Zeppelin. O vocal angustiado, seja nas partes mais baixas ou nas mais estridentes, e o peso do violão (sim, do violão) e da guitarra deixam a letra, já triste, ainda mais intensa em seu tom de despedida. Curiosamente, em meio a toda a força da música e do talento individual de todos da banda, a cozinha é tímida. Mesmo que competentíssimos, como de costume, John Paul Jones e John Bonham acabam ficando em segundo plano, o que salta aos ouvidos de cara são os belos arranjos de violão de Jimmy Page e a performance vocal irretocável de Robert Plant. Na gravação original é notável a naturalidade da dinâmica do vocal. Em alguns momentos, quase falado, como se Plant se afastasse do microfone e a voz ecoasse, e em outros, insanamente berrado, a ponto de falhar, o que contribui mais ainda com a melancolia que a letra sugere. Depois de todas as nuances e explosões da canção, o final é sóbrio e contido, e a letra bastante conclusiva. O curioso é que, entre os grandes clássicos do Led Zeppelin, demorei muito pra "encontrar" essa música, talvez tenha sido no momento exato em que eu já havia me "esvaziado" das outras , mas desde então, sempre que ouço o nome da banda, inevitavelmente a cavalaria do violão de Babe I'm Gonna Leave You me toma a cabeça". (Eduardo Martinez, a Ilha dos Mendigos)

12º: Dazed and Confused - 14 pontos (5 votos)

"Provavelmente existem músicas melhores do Led. Mais bem trabalhadas, mais bonitas, mais completas. O ponto, aqui, é que nenhuma outra canção me traduz, tão bem, o espírito da banda. Led Zeppelin, pra mim, nunca foi sobre técnica, genialidade, nem nada do tipo. Led é sobre tesão. Um solo (de guitarra ou bateria) exagerado, mas que parece fazer todo o sentido do mundo naquela hora. É a música perfeita para os momentos mais cinematográficos e impublicáveis da sua vida. É a hipérbole que não parece apenas necessária, mas obrigatória. Dazed and Confused é o porre homérico, o gol de fora da área, o ménage à trois. Dazed and Confused é foda demais". (Lucas Baranyi, VIP)


"Eu tive uma relação "difícil" com o Led Zeppelin. Aos 13 anos - idade em que todo mundo é OBRIGADO a ser fã da banda - eu os desprezava, achava que era música de hippie velho, etc. A birra inicial foi perdendo força com o tempo, à medida em que me despi das frescuras e dos radicalismos. Esta música é a minha favorita porque é a faixa de abertura do primeiro disco do Led que comprei, Houses of the Holy, e que ainda hoje é o meu preferido na obra do grupo". (Marco Antonio Barbosa, Telhado de Vidro)



"Parece heresia colocar no número 1 de uma lista de grandes canções do Led Zeppelin uma balada, mas Thank You não é uma balada comum porque o Zep nunca foi uma banda comum. Pra começo de conversa, Thank You é mais do que uma balada, é mais do que uma canção de amor. Thank You é o atestado de igualdade de genialidade de quatro músicos superlativos: John Bonham descendo o cacete em seu kit (quantas baladas na história têm uma condução de bateria tão... rock and roll?); John Paul Jones alternando-se entre baixo e órgão, vital para o arranjo; Jimmy Page fazendo a cama com violão e solando lindamente; e, a cereja no bolo, Robert Plant no auge cantando muito. Por mais que o esporro sonoro tenha feito a fama do Led Zeppelin e dado a eles o crédito de pais do heavy metal, é nos blues e em baladas como essa que eles provaram ser uma banda superlativa com quatro gênios musicais". (Marcelo Costa, Scream & Yell)

"Para mim, o Led Zeppelin significava ou diversão ou dor. Ou era Rock and Roll ou era Dazed and Confused. Até que um dia, no meio da adolescência, tentando encontrar a música certa para uma garota que também era fã da banda, parei para ouvir “Thank You” e tudo mudou. Essa foi a primeira vez que Robert Plant escreveu sozinho uma letra para o Led Zeppelin. Uma homenagem à sua então esposa Maureen, Robert Plant escreveu versos tão bons, que convenceu Jimmy Page que ele deveria se tornar o principal letrista da banda. Além da letra espetacular, temos um dos arranjos de violão mais inspirados de Page, Plant em sua melhor forma, e Bonzo mostrando seu feeling em músicas mais lentas. Ah, sim! Temos John Paul Jones arrebentando em seu Hammond no final (dica: procure as versões ao vivo). É uma obra-prima e, talvez, uma das músicas mais bonitas já compostas sobre o amor. Inclusive, “Thank You” é algo tão ou mais belo de se dizer do que “I Love You”." (Kaluan Bernardo, jornalista)

15º:  Dancing Days - 13 pontos (5 votos)*

"Quantas guitarras têm essa música?" (Wilson Farina, HEATWAVE!)

16º:  When the Levee Breaks - 13 pontos (4 votos)

"Devo ter sido o único a citar essa faixa, mas e daí? Nenhuma música do Led Zeppelin é tão potente, agressiva, arrebatadora - e nenhuma consegue me deixar mais feliz. E a banda deixa claro que está se divertindo a valer. Robert Plant (quem mais?) admite: "My, my, my, I'm so happy!". É contagiante". (Pablo Miyazawa, IGN Brasil)

21º: Heartbreaker - 8 pontos (2 votos)*

"A dobradinha guitarra/sintetizador pré-histórico é perfeita" (Carlos Eduardo Lima, Sob o CEL)

23º: D'yer Mak'er - 4 pontos (2 votos)
24º: In My Time of Dying - 3 pontos (2 votos)**
*critério desempate por maior número de primeiros lugares
**sem critério desempate disponível

OS VOTANTES

Adriano Costa - Coisa Pop
Ana Clara Matta - Ovo de Fantasma
Bruno Capelas - Pergunte ao Pop/IGN Brasil
Carlos Eduardo Lima - Rolling Stone/Monkeybuzz
Cirilo Dias - Urbanaque/Birrinhas
Eder Albergoni - @o_eder
Eduardo Martinez - A Ilha dos Mendigos
Elson Barbosa - Sinewave/O Resto é Ruído/Herod
Enio Vermelho Jr. - jornalista
Fernando Augusto Lopes - Floga-se/O Resto é Ruído
Giancarlo Rufatto - músico/50 Discos Pra Cecília
Izadora Pimenta - BACKBEAT
Jorge Wagner – jornalista
Kaluan Bernardo - jornalista
Lafaiete Jr. - Veia Urbana
Leonardo Vinhas - Scream & Yell
Lucas Baranyi - VIP
Lucas Breda - Rolling Stone
Manoel Magalhães - músico (Harmada)
Marcelo Costa - Scream & Yell
Marco Barbosa - Telhado de Vidro
Maurício Angelo – Movin’ Up
Olavo Rocha - músico (Lestics)
Omar Godoy - O Grunhido/Cândido
Pablo Miyazawa - IGN Brasil
Pedro Hollanda - jornalista
Pedro Salgado - Scream & Yell
Raul Ramone - Degenerando Neurônios
Rodrigo James - Alto-Falante
Thiago Pereira - Alto-Falante
Tiago Agostini - Napster/Confraria S&Y
Tiago Trigo - Confraria S&Y
Tiago Aguiar - Scream & Yell
Vinicius Cunha - Gshow/Pulso
Vinicius Felix - Revista Brasileiros
Wilson Farina - HEATWAVE! 

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