1 de out de 2014

O Fim do Orkut



“Só add com scrap”. “Leio, respondo, e apago”. “Topo dos depoimentos”. “Sou 80% legal, 90% confiável e 100% sexy”. Se você esteve na internet durante os anos 2000, provavelmente deve se lembrar dos elementos acima, símbolos da era do Orkut. A “primeira rede social” de muitos brasileiros vai fechar as portas amanhã, depois de 10 anos de recadinhos, discussões em comunidades e depoimentos melosos.

Mas não é o fim. A antiga rede social do Google está criando um acervo de comunidades, onde ficarão guardados posts e discussões importantes para a história da internet do País. “O arquivo preserva a memória do Orkut, registrando fenômenos do Brasil como a ascensão da classe C e a inclusão digital”, declarou o Google Brasil em nota.

O Estado teve acesso exclusivo ao acervo, que pretende ser uma reprodução do que é o Orkut hoje, em seu último dia no ar. Ao todo, serão mais de 51 milhões de comunidades, 120 milhões de tópicos e mais de 1 bilhão de interações armazenadas no acervo.

No final de setembro, tive a honra de ser o primeiro jornalista no mundo a ver como ia ficar o acervo de comunidades do Orkut. Além disso, tive a chance de rememorar os dez anos dessa grande e maravilhosa nave louca criada por um turco, que transformou a internet brasileira. O resultado foi essa matéria para o Link, publicada em 29 de setembro - um dia antes de os servidores da 'primeira rede social' de muita gente dizer 'no donut for you' para sempre. Além da reportagem, teve também um vídeo bacanudo, feito em parceria com o pessoal da TV Estadão (veja abaixo) e este texto bobo do qual me orgulho muito: 10 motivos para sentir saudade do Orkut. 

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