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9 de fev. de 2015

O Limbo dos Apps Gringos

Era mais um dia normal na vida de Alice (nome fictício), estudante de Engenharia de Produção na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Ao chegar à faculdade, porém, havia algo estranho: os colegas nos corredores pareciam estar falando dela. Até que um amigo comentou: “Tá rolando uma foto sua fazendo sexo no WhatsApp da turma”. A garota, que nunca tinha tirado fotos assim, sabia que se tratava de uma montagem. Em pouco tempo, a imagem tinha se espalhado pela faculdade, e até professores vieram questioná-la sobre o assunto.

Advogada, a mãe de Alice decidiu entrar com uma ação judicial para tentar descobrir os responsáveis pela fotomontagem, em maio de 2014. No entanto, não bastava apenas ter a reprodução das telas de conversas no WhatsApp. Era preciso descobrir os IPs dos “culpados”.

Para isso, era necessário, através de uma ordem judicial, entrar em contato com o aplicativo de mensagens, que não tem representação legal no Brasil. Não seria fácil: sediada nos EUA, sem escritório no País, a empresa não tem a obrigação de aceitar uma decisão da Justiça brasileira, deixando seus usuários em um limbo jurídico.

Aplicativos “gringos” como WhatsApp, Snapchat e Secret somam muitos usuários no Brasil (estima-se que o primeiro, por exemplo, seja usado por cerca de 45 milhões de brasileiros) oferecendo serviços que envolvem dados privados. No entanto, quando os direitos desses usuários são violados, as decisões da Justiça brasileira não conseguem alcançá-los.

Colaborei para a edição do Link Estadão nessa semana, falando sobre o limbo bizarro em que os brasileiros se encontram quando têm problemas com aplicativos estrangeiros. Ainda tem também uma submatéria sobre problemas com e-commerce. Chega mais. 

3 de fev. de 2014

Campus Party, Dias 5 e 6

Os dois últimos dias da Campus Party foram meio atropelados - mais do que o normal - e o cansaço acumulado de uma semana indo e voltando do Anhembi fizeram com que a atualização diária do evento por aqui (risos) ficasse para hoje, segunda-feira. Não tem problema, né? 

Aproveito a deixa já para mostrar a matéria que eu escrevi para a edição dessa segunda-feira para o Link, fazendo um balanço das intenções da feira de se tornar um ambiente de negócios, e comentando também batalhas de robôs, calor, manifestos políticos e insegurança - como marca triste de uma boa semana, ficam os furtos e a prisão de dois pedófilos durante a feira. Seja como for, a sensação é de dever cumprido - pela cobertura, pelos testes divertidos que nós fizemos no Link, em especial pela parceria com o Murilo Roncolato em conversas de streaming no melhor estilo quem sabe faz ao vivo. Ano que vem tem mais (eu espero).