Duas coisinhas rápidas: sim, eu já cheguei no Brasil, mas este texto foi escrito no avião de Roma pra Lisboa. Quero ainda pousar com calma nessa cidade problemática pra poder respirar e escrever sobre a volta, de maneira que vou ficar devendo pra vocês falar de Paris, Berlim, Roma e Florença. Prometo que volto a elas fazendo roteirinhos de viagem legais, mas cheios de pessoalidade. Por agora, fiquemos com Dublin.
Sabedoria de boteco, vamos lá: toda viagem tem altos, baixos, e pontos médios- dos quais você até se lembra com carinho, mas precisa esfregar um pouco os olhos para trazer à memória. Depois do amor pela Inglaterra - ou melhor, pela garota de vestido de verão que foi Londres - e pela decepção com a Holanda, eu andava precisando de uns dias para dar uma descansada no ritmo da viagem, com menos correria e mais contemplação. Encontrei isso em Dublin, uma cidade que a princípio entrou no roteiro só por ter um show do Neil Young (e outro do Chelsea Light Moving, a banda nova do Thurston Moore) em datas que pareciam caber direitinho, e um pouco mais. Mas não muito...
