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14 de jun. de 2011

Lady Gaga, Fleet Foxes

Antes de tudo: poucos textos por aqui, eu sei - é final de semestre e tudo fica mais difícil, e ainda tem as colaborações com o Scream & Yell. Se você não sabe do que eu estou falando, veja aqui meu texto sobre o Cultura Inglesa Festival, que teve shows de Cachorro Grande, Miles Kane e Gang of Four. É isso. Procuraremos voltar com a carga normal de textos em breve.


Lady Gaga - Born This Way

Em um disco marcado pelo hedonismo e pela ausência de novidades musicais, Lady Gaga prova que, em sua persona artística, o que cada vez menos importa é a música. Em sua maioria, as canções exibem aquilo que todo mundo já previa que pudesse acontecer: letras fáceis e fúteis, sem o mesmo apelo do disco anterior, mas apelativas até à medula. A sonoridade muito eletrônica e artificial que permeia Born This Way - o álbum - chega até a irritar. Como consolo, resta a faixa título, um bom single, que guarda em sua essência as características de uma boa canção pra pista - mas que, ao contrário do que pensou Elton John, não chega nem aos pés de virar um hino como "I Will Survive" ou outros petardos do gênero. Cabe só esperar o que é que Gaga aprontará em seus clipes e shows - e reduzir o volume a zero.

Fleet Foxes - Helplessness Blues

Helplessness Blues, segundo trabalho dos americanos do Fleet Foxes, vai um pouco além do auto-intitulado primeiro trabalho do grupo. Se em Fleet Foxes o modelo era quase que estritamente "folk medieval", aqui eles se aproximam da música urbana de Simon & Garfunkel - especialmente no que diz respeito a arranjos vocais - , da aura de Elliott Smith e do tom mais místico de Nick Drake, mas sem deixar o passado de lado. Vale a pena prestar atenção na faixa-título, em "Sim Sala Bim", e na grande viagem de "The Shrine/An Argument".