"I had seventeen dollars in my wallet. Seventeen dollars and the fear of writing. I sat erect before the typewriter and blew on my fingers. I started to write and I wrote." (John Fante)
19 de nov. de 2013
Rapidinhas: Nevilton, Guilherme Arantes
16 de out. de 2013
Rapidinhas: Anitta, Vanguart
Originalmente publicado no Scream & Yell, em setembro de 2013.
8 de mai. de 2013
No S&Y: Josh Rouse, Replacements e Kurt Vile
31 de out. de 2012
Carly Rae Jepsen, Ben Folds Five
Carly Rae Jepsen - Kiss - 2012Nota: 5,5
Ben Folds Five - The Sound of the Life of the Mind - 2012
Nota: 8
(publicado originalmente no Scream & Yell)
31 de ago. de 2012
André Mendes, O Terno
19 de jul. de 2012
Marina Wisnik, Transmissor
15 de jun. de 2012
Rapidinha: Os Pontos Negros
20 de mar. de 2012
Wado, Lana e o Clube da Esquina
14 de mar. de 2012
Spektor Strikes Again
Até onde eu consegui interpretar, nada de muito novo em termos de sonoridade - o que não é algo exatamente mau. Vale torcer para que esse disco (que tem um nome bacanudo) não se deixe levar pelo problema que afetou Far: a variedade de produtores e de registros sonoros - vale citar, entretanto, a lindeza de "Dance Anthem of the 80's", talvez hoje a minha música favorita da russinha. Como bônus, pra não fazer um post mequetrefe, deixo pra vocês um textinho que escrevi lá em 2006 sobre o Begin to Hope, que na época considerei o disco do ano. Note a minha implicância com os Strokes - eu demorei mais uns dois anos pra realmente gostar dos caras, e talvez alguma ~evolução~ escrevendo.
"A primeira vez que ouvi Regina Spektor eu estava cansado tanto
fisicamente quanto psicologicamente e a sua voz aguda foi um remédio
para tudo isso. Canções pop simples, que falem da vida de qualquer um
(que músico não tem a ambição de escrevê-las?) são o ingrediente
principal disso. A primeira metade do disco se dedica a elas, como
"Better"(cuja guitarra é tocada por Nick Valensi, dos Strokes - ok , eles
são ruins , mas a guitarra é boa), "Fidelity", "Samson", "Hotel
Song" e "On The Radio" (cujo tema é uma ocasião que a protagonista ouviu
duas vezes "November Rain" porque o DJ da rádio tinha dormido.
Incrível). A segunda metade é mais "alternativa , por assim dizer, com "Apres Moi", "Edit", a acelerada "That Time" e "Lady", que
remete a Billie Holiday. Disco do ano!". Pra quem tiver a curiosidade - ou quiser correr o risco de ler mais sobre isso, dá uma olhada no Pop Para o Povo, blog que mantive entre 2006 e 2008.
6 de mar. de 2012
Smiths, Decemberists, Stones
The Smiths: aquecendo as turbinas para o show do Morrissey no domingo (devo falar mais disso durante a semana), pintou hoje na minha frente essa versão puro 8-bit de "This Charming Man". (obrigado, Lê). É meio arcaica precária, mas vale a curiosidade.
The Decemberists: a Rolling Stone americana divulgou hoje uma prévia do disco ao vivo que a banda de Colin Meloy vai lançar dia 13, We All Raise Our Voices to the Air. Duplo, o álbum promete cobrir toda a carreira do grupo, gravado a partir dos shows da turnê do excelente The King's Dead. Ouvi um par de músicas e confesso que o disco promete.
Stones: erhm, não tem nada demais. Mas uma das minhas tarefas de férias era começar a ouvir Stones com o devido rigor que eles merecem. Ultimamente ando viciado na dupla de discos Between the Buttons e Flowers. Por hoje, fiquem com a delícia que é "Backstreet Girl".
11 de set. de 2011
Rapidinhas: Pélico

22 de ago. de 2011
Driving Music, Gui Amabis

Driving Music - Comic Sans
Toda vez que eu ouço falar de uma banda nova brasileira que canta em inglês, eu sempre torço o nariz - algo que eu já abordei um pouco aqui. Mas quando se tratou do trabalho de Fábio Andrade, sob o nome da Driving Music, algo diferente aconteceu. Comic Sans (disponível para download no link acima), lançado pelo selo carioca midsummer madness em 2011, é um bonito álbum, filho bastardo de discos como Yankee Hotel Foxtrot, do Wilco, e Either Or, do finado Elliott Smith. Pelo menos é o que dá pra sentir em músicas como "Orange Fruit Comes" e "Aphasic Singalong", enquanto "Settle" tem uma condução típica do Manic Street Preachers. O destaque do disco, porém, fica para a facilmente cantarolável "Watching the Wind".

Gui Amabis - Memórias Luso Africanas
O título de Memórias Luso-Africanas pode trazer ao ouvinte alguma ideia de álbum conceitual viajante por motivos particulares e emocionais de Gui Amabis. Não deixa de ser verdade, mas é muito mais uma boa coleção de canções que o produtor fez sozinho, contando com a participação de três nomes em alta rotação na cena indie paulistana: CéU, Criolo e Tulipa Ruiz. Tulipa se apega ao seu padrão romântico-idealista nas fofas "Sal e Amor" e "Ao Mar", enquanto CéU põe à prova todo seu charme em "Swell", uma faixa com cheiro e gosto de maresia. Já Criolo faz bonito na canção "Para Mulatu", que traz consigo algo do passado negro, "toda a beleza dos tambores", como diria o próprio cantor. Vale a pena conferir.
7 de ago. de 2011
Fountains of Wayne, Miles Kane


5 de ago. de 2011
Colin Meloy & Seus Covers
29 de jul. de 2011
Erasmo, Vanguart, CSS
14 de jul. de 2011
Bidê ou Balde, Cícero


14 de jun. de 2011
Lady Gaga, Fleet Foxes

Em um disco marcado pelo hedonismo e pela ausência de novidades musicais, Lady Gaga prova que, em sua persona artística, o que cada vez menos importa é a música. Em sua maioria, as canções exibem aquilo que todo mundo já previa que pudesse acontecer: letras fáceis e fúteis, sem o mesmo apelo do disco anterior, mas apelativas até à medula. A sonoridade muito eletrônica e artificial que permeia Born This Way - o álbum - chega até a irritar. Como consolo, resta a faixa título, um bom single, que guarda em sua essência as características de uma boa canção pra pista - mas que, ao contrário do que pensou Elton John, não chega nem aos pés de virar um hino como "I Will Survive" ou outros petardos do gênero. Cabe só esperar o que é que Gaga aprontará em seus clipes e shows - e reduzir o volume a zero.
Fleet Foxes - Helplessness BluesHelplessness Blues, segundo trabalho dos americanos do Fleet Foxes, vai um pouco além do auto-intitulado primeiro trabalho do grupo. Se em Fleet Foxes o modelo era quase que estritamente "folk medieval", aqui eles se aproximam da música urbana de Simon & Garfunkel - especialmente no que diz respeito a arranjos vocais - , da aura de Elliott Smith e do tom mais místico de Nick Drake, mas sem deixar o passado de lado. Vale a pena prestar atenção na faixa-título, em "Sim Sala Bim", e na grande viagem de "The Shrine/An Argument".
24 de abr. de 2011
Art Brut, Marcelo Camelo
Art Brut - Brilliant! Tragic!Às vezes, certas bandas precisam de maturidade. Outras sofrem problemas quando evoluem musicalmente um pouco que seja. A banda de Eddie Argos e cia. é um exemplo típico do segundo caso. A estréia, Bang Bang Rock'n Roll, contava com deliciosas e urgentes faixas como "Moving to LA", "Formed a Band" e "My Little Brother" - petardos que dificilmente passavam dos três minutos. Aqui, entretanto, fica de lado a porradaria sonora pra faixas mais trabalhadas musicalmente - o que, para o Art Brut, significa tédio. A ironia de Argos ainda continua afiada, com boas frases aqui e ali, mas ao final de suas dez longas faixas, a sensação que fica é de tempo perdido.
Marcelo Camelo - Toque DelaTalvez um problema que muitos artistas sofram ultimamente é com a fusão de gêneros - e a consequente rotulação por que passam. Poucos casos são mais emblemáticos que o de Marcelo Camelo. Ele - e sua antiga banda - transita por aquele espaço entre o rock e a música brasileira "tradicional", sem definir de fato em qual oceano navega. Entretanto, é possível perceber que desde Los Hermanos, o disco de 99, até o recente Toque Dela, seu trabalho vem sendo "acustificado" e "MPBizado". Isso se percebe tanto nos arranjos das músicas - poucos deles tem a pegada roqueira de outrota, e muitos nem utilizam guitarras - quanto em algumas referências - "Pretinha" é clara menção aos Novos Baianos, "Despedida" remete à clássica "Marinheiro Só", de Caetano Veloso. É um bonito disco - mas pra quem não quer simplesmente uma memória dos tempos dos hermanos. O destaque fica para "Três Dias", parceria entre Camelo e o quadrinista André Dahmer, e sua bonita atmosfera: "Se tiver insônia, sonha/se faltar a paz/Minas Gerais".
7 de abr. de 2011
The Vaccines, James Blake
The Vaccines - What Did You Expect from the Vaccines? 














