4 de jan. de 2015

Vale Nada

"Mais grave!
Mais agudo!
Mais eco!
Mais retorno!
Mais tudo!"
(Tim Maia)

Se Tim Maia: Vale o Que Vier era para ser um documentário fiel a Sebastião Rodrigues Maia, uma das maiores vozes da música brasileira, a Globo falhou miseravelmente. Desculpa começar logo pela conclusão, caro leitor, mas o especial dividido em dois capítulos (e exibido nos dois primeiros dias de 2015) pode ser qualquer coisa, mas não consegue fazer jus à epígrafe deste texto, frase registrada do repertório de grandes citações de Tim Maia. 

A ideia até que não era ruim: aproveitar Tim Maia, o filme produzido pela Globo Filmes a partir de Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia, biografia episódica lançada pelo produtor musical Nelson Motta em 2007, para fazer um programa especial para começar bem o ano em que a emissora carioca completa seus 50 anos. Pesa contra, claro, o fato de que o longa-metragem dirigido por Mauro Lima ainda encontra-se em cartaz em um número razoável de cinemas brasileiros. Transformá-lo em minissérie, aproveitando imagens de acervo e colocando depoimentos de amigos e pessoas próximas a Tim Maia, a partir daí, parecia uma solução óbvia.

2 de jan. de 2015

A Hora e a Vez do Play Música

O mercado de streaming de música promete boa briga pelos ouvidos do brasileiro em 2015. Afinal, o ano que se encerra daqui a alguns dias viu a chegada de dois nomes de peso ao País.Líder global, o Spotify aportou por aqui em junho. Em novembro, foi a vez do Play Música, serviço com a grife Google, que estreou com parceria com os Racionais MCs e pagamento em cartão de crédito nacional.

Em visita ao Brasil para promover o negócio, a vice-presidente de parcerias musicais do Google, Zahavah Levine, conversou com o Link sobre a estratégia do Google para aumentar a adesão dos brasileiros aos serviços de streaming. Segundo pesquisa da F/Nazca e do Datafolha feita em abril de 2014, cerca de 9 milhões de brasileiros ouvem música via streaming. “Nosso plano é fazer dezenas de milhões de brasileiros felizes com música”, diz Levine.

Bati um papo com a vice-presidente de parcerias musicais do Google, Zahavah Levine, para falar sobre o negócio de streaming de música no Brasil e a chegada do Google Play Música, em uma das minhas últimas colaborações com o Link em 2014. 

26 de dez. de 2014

Retrospectiva 2014: Podcast Confraria Scream & Yell

Ainda estou em dúvida se este foi um podcast para rever a cultura pop na última volta que este planeta deu em torno do Sol ou se foi uma formação de quadrilha generalizada em uma tarde de sábado calorosamente paulistana. De qualquer maneira, é sempre bom rever os amigos, falar bobagens, defender os Titãs (hehe), xingar o Black Keys e, acima de tudo, gravar um podcast com essas feras aí em cima. Da esquerda para direita: Marco 'Bart' Barbosa, eu, Marco Tomazzoni, Marcelo Costa e Renato Beolchi (em pé); Tiago Agostini e Tiago Trigo (agachados). 

Na última quinzena de dezembro, nos reunimos para fazer mais uma edição da Confraria Scream & Yell, podcast que já teve vida na Radio Levis e na OiFM, e alçou voo solo nesta última radiopatrulha. Se você quer ouvir, chega mais - tem duas partes, não confunda :)




16 de dez. de 2014

O Pai do Instagram

Aos 28 anos de idade, Mike Krieger (acima, de verde) é um dos brasileiros mais poderosos do Vale do Silício. Seu nome pode não ser familiar, mas, ao lado do sócio Kevin Systrom, ele criou em 2010 o Instagram, rede social de compartilhamento de fotos, que ontem anunciou ter chego à marca de 300 milhões de usuários ativos mensalmente. Ao todo, mais de 70 milhões de fotos são publicadas todos os dias no Instagram.

Nascido em Minas Gerais, Krieger mudou-se para os EUA em 2004, a fim de estudar na Universidade de em Stanford, onde conheceu Systrom. Seis anos depois, a dupla criaria o Instagram, que acabaria sendo vendido para o Facebook em 2012 por US$ 1 bilhão. “Buscávamos dar às pessoas ferramentas para que elas pudessem mostrar o mundo não da forma como uma câmera captou, mas sim como elas se lembravam do que tinha acontecido”, conta Krieger, em entrevista exclusiva ao Estado.

Apesar de ser parte do “grupo Facebook”, que neste ano adquiriu também o WhatsApp por US$ 19 bilhões, o Instagram pode ser considerado uma empresa independente. “Somos uma empresa dentro de uma empresa”, explica Krieger. “Quando fomos adquiridos, estávamos em um ciclo vicioso de não conseguir crescer. O suporte do Facebook nos ajudou a ir em frente”, diz o brasileiro.

Além dos novos números, o Instagram também anunciou uma novidade ontem: a partir do próximo dia 18, contas de marcas, celebridades e atletas terão um selo de verificação, para que os usuários tenham certeza de que as imagens ali postadas não são falsas. A equipe do aplicativo também trabalha na remoção de contas fake e responsáveis por spam.

“Queremos uma experiência autêntica”, afirma Krieger, que se diverte quando vê interações entre artistas e seu público pela plataforma. “Nas últimas semanas, vi a Taylor Swift dar apoio a uma garota que sofria bullying através dos comentários de uma foto. Isso é muito legal”, diz.

Em dezembro, tive a chance de conversar com Mike Krieger, o brasileiro que criou o Instagram com seu colega americano Kevin Systrom. Foi um papo bem bacana para entender a rede social de compartilhamento de fotos, e como ela tem mudado o mundo da fotografia, da moda e da gastronomia. :). 

4 de dez. de 2014

A Reinvenção da Nintendo


Em um mercado dominado por Sony e Microsoft, ainda há espaço para um terceiro jogador: a Nintendo. No entanto, enquanto PlayStation 4 e Xbox One ganham fãs com jogos de ação, robôs gigantes e futebol, a criadora de Mario, Luigi e Zelda investe em seus personagens clássicos e games divertidos para a família. “A Nintendo quer fazer as pessoas sorrirem”, diz o gerente para América Latina da empresa, Bernardo Guzmán-Blanco.

Mais do que ter um console e jogos diferentes, a Nintendo busca outro perfil de jogador. “A Nintendo parece focada em seus próprios títulos, para um público que não quer jogar futebol ou dar tiros no videogame”, diz Oliver Römerscheidt, analista da GfK. Não à toa, entre os 20 jogos mais vendidos no mundo para o Wii U, 16 são produzidos pela própria companhia. Sucessos recentes como Call of Duty: Advanced Warfare, GTA V e FIFA 15 não foram lançados para o console.

Queridinha de qualquer gamer que se preze, a Nintendo não vivia uma boa fase: com baixas vendas do Wii U e três anos de perdas consecutivos, a empresa parecia incapaz de se recuperar. 2014, no entanto, provou que a maré de Mario pode mudar: com novos jogos e uma linha de bonecos, a empresa voltou a ter lucro e pode chegar em 2015 em um bom cenário. Na matéria que escrevi para o Link em dezembro, conto como isso pode acontecer. 

1 de dez. de 2014

PS4 vs. Xbox One: Ano Um

Lançados há um ano, os videogames PlayStation 4 e Xbox One disputam neste Natal a preferência dos jogadores brasileiros. Se em 2013 o preço dos aparelhos assustava, agora as empresas chegam munidas com lançamentos de grandes jogos (exclusivos ou não) e com promoções atrativas para o consumidor do País em grandes redes do varejo.

Representantes da oitava geração dos videogames, com configurações técnicas para sustentar jogos cada vez mais exigentes, PS4 e Xbox One são os primeiros consoles que chegaram ao País sem atraso com relação ao resto do mundo. Entre eles, uma diferença substancial: montado em Manaus, o Xbox One tem preço sugerido de R$ 2 mil, enquanto o importado PS4 tem venda oficial por R$ 4 mil.

A produção local é descrita pelos executivos de Sony e Microsoft como a saída para se ter sucesso no Brasil. Foi o que aconteceu com a geração anterior de consoles. A Microsoft saiu na frente, montando o Xbox 360 no País desde 2011, o que lhe fez ganhar a preferência dos consumidores.

Já a Sony começou a montar o PS3 no Brasil apenas em maio de 2013. “Se voltarmos três anos, o console mais vendido por aqui ainda era o PlayStation 2, um produto dos anos 90. A aquisição de videogames de última tecnologia é um fenômeno recente”, diz o analista da GfK, Oliver Römerscheidt.

Junto com o parceiro Murilo Roncolato, fiz um balanção do primeiro ano dos consoles da nova geração - PS4 e Xbox One - na primeira edição do Link em dezembro, procurando ajudar o leitor a escolher um videogame pra chamar de seu, e entender melhor o mercado nacional do setor. Além de um raio-X dividido a quatro mãos, eu e Murilo também entrevistamos os executivos de Sony e Microsoft para entender como eles lidam com preço, pirataria e o futuro dos videogames. Na mesma edição, também falamos sobre o futuro da Nintendo. 

28 de nov. de 2014

GoPro no Brasil



No final de novembro, já de volta ao Link depois das férias para o TCC, dei esse furo sobre a chegada da GoPro ao Brasil, em parceria com a Flextronics, fábrica de Sorocaba, no interior paulista. Foi bem bacana. :)

13 de nov. de 2014

De Nerd do Fundão a Aluno Modelo



Depois de passar anos sendo "o nerd da turma do fundão", virei aluno modelo. 

Em setembro, dei uma entrevista divertida pro jornal do Colégio Etapa, no qual estudei entre 2007 e 2009, sobre vestibular, jornalismo, o curso da ECA-USP e meus pitacos sobre uma meia dúzia de coisas (incluindo intercãmbios e a minha própria vida, risos). Quem me conhece sabe que usaram muito mais pontos finais do que vírgulas e reticências, mas o resultado ficou bacana.

 

5 de nov. de 2014

Em Busca de Realismo


Na última Brasil Game Show, bati um papo com o produtor Mike Meija sobre o novo Call of Duty: Advanced Warfare, que leva o game de tiro em primeira pessoa para o futuro não tão próximo e coloca Kevin Spacey para fazer um dos grandes ~vilões~ do mundo dos games nos últimos anos. O resultado da conversa foi publicado no Que Mario?, na época de lançamento do jogo. Chega mais :)

28 de out. de 2014

Um papo com o criador de Mortal Kombat

O maior destaque da Brasil Game Show 2014 é um homem calmo, quieto, que pensa antes de dar suas respostas. Ao conversar com o quarentão Ed Boon, porém, seria difícil imaginar que ele criou um dos jogos mais brutais, sangrentos e divertidos da história: a série Mortal Kombat, que chegará aos consoles da nova geração com Mortal Kombat X, previsto para abril de 2015.

Foi para promover seu novo jogo – o décimo em 22 anos de franquia – que Boon veio ao Brasil conversar com fãs e com a imprensa do País. Para ele, “os fãs brasileiros são os mais apaixonados que vi” (conta outra, vai!), e, cada jogo que faz é melhor que o anterior. “Se fizéssemos o mesmo jogo apenas com gráficos mais bonitos, as pessoas se cansariam e comprariam outro game”.

Disponível para testes na BGS 2014, Mortal Kombat X traz como principal novidade a presença de variações dos principais lutadores: agora, não há apenas um Scorpion ou Sub-Zero, mas três deles. “Isso deixa o jogo com mais variedade, o que nos deixa excitados mais uma vez depois de tantos anos”, conta ele. E é difícil não se empolgar: testei o jogo durante a feira, e é realmente incrível dar um fatality com os gráficos da nova geração.

Na conversa a seguir, Boon fala não só sobre Mortal Kombat, mas também sobre como os games mudaram nos últimos 20 anos, além de dar conselhos a quem quiser criar seus próprios jogos. “Escolha que tipo de trabalho você quer fazer e se torne um mestre nisso”, recomenda. O produtor também fala sobre que tipos de jogo gostaria de criar e destaca a ascensão dos games mobile. “Se eu fosse começar hoje, faria um jogo para celulares”.

Outro bom papo que rolou na Brasil Game Show foi com Ed Boon, um dos cérebros por trás de Mortal Kombat, jogo que mudou o mundo dos games de luta a partir de 1992. FINISH HIM!