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20 de ago. de 2014

Concurso da Deezer



Uma crítica recorrente aos serviços de streaming de música – já feita por nomes como Thom Yorke (Radiohead) e David Byrne (Talking Heads) – é a de que eles não promovem a descoberta de novos artistas, lucrando apenas com o mais do mesmo e os “40 sucessos mais populares”. Pensando em criar uma janela para novos artistas exporem seu trabalho, o serviço francês Deezer, em parceria com a Associação Brasileira de Música Independente, resolveu criar um prêmio para revelar novos nomes da música brasileira.

“Muita música muito boa é produzida no Brasil, e tem dificuldade de alcançar mais público. Queremos ajudar a descoberta de talentos do País”, diz Henrique Leite, idealizador do prêmio Deezer ABMI de Novos Talentos, que será dividido em duas fases. Na primeira, os artistas se inscrevem e incluem suas músicas na plataforma, através de agregadoras de conteúdo como a CDBaby e a ONErpm.

Após a inscrição, um corpo de 25 jurados, distribuídos pelas cinco regiões do País, escolhe um finalista entre os inscritos para a segunda etapa, de onde sairão dois vencedores: um escolhido pelo público, e outro por um júri especializado, avaliando critérios como criatividade, talento artístico e profissionalismo. Entre os jurados, nomes como os de Felipe Cordeiro, Chico César, Bruno Kayapy (Macaco Bong) e Rodrigo Gorky (Bonde do Rolê).

Pautinha bacana sobre música dentro do Link - especialmente pelo papo massa com o Felipe Cordeiro e o Rodrigo Gorky. Tenho lá minhas ressalvas se vai funcionar essa história de ~revelar novos talentos~, mas é uma janela a mais, sempre. Bora ver qual é? 

3 de jun. de 2014

A Música na Nuvem

Na Suécia, o fenômeno do download ilegal de música que estourou no início da década passada com serviços como Napster, Kazaa e SoulSeek, foi especialmente forte. O país contou com banda larga de qualidade muito antes que os Estados Unidos, com velocidades como 10 MB já comuns nessa época. “Fui da primeira geração que passou a adolescência na internet”, lembrou em entrevista ao Financial Times, Daniel Ek, fundador do Spotify. “Vi tudo isso dez anos antes de todo mundo”.

Antes de fundar o Spotify em 2008, Ek foi CEO do uTorrent, ferramenta de compartilhamento de arquivos condenada pela indústria. O executivo só tinha 24 anos, mas já acumulava uma longa experiência em negócios, iniciada com uma pequena empresa de design aos 14. Segundo Ek, músico desde a infância, o Spotify surgiu para solucionar uma situação em que “você tinha um produto legal que era pior que o roubado”. Na Suécia, onde música é produto nobre na pauta de exportação, pode-se imaginar a preocupação causada pelo consumo ilegal de música. “Me perturbava que a indústria musical tinha descido pelo ralo, apesar de que pessoas estavam ouvindo mais música do que nunca”, disse Ek à Forbes.

No começo de junho, a chegada do Spotify ao Brasil foi motivo de uma matéria principal da edição impressa do Link, na qual eu tive a honra de fazer uma tabelinha com o Camilo Rocha, meu editor no Estadão. Além da discussão sobre o serviço de streaming, eu e o Camilo ainda falamos com gente bacana da indústria sobre grana, música digital, nuvem e "o oceano horizontal de irrelevância". Lá no Link, além de ler a matéria principal, você pode conferir boas conversas com o Marcelo Jeneci, o produtor Pena Schmidt e a executiva sueca responsável por liderar o serviço aqui no Brasil.

7 de nov. de 2013

Deezer: 'Chegamos Para Ficar'

Bati um papo bem bacana ontem com o Axel Dauchez, CEO global da Deezer, e falamos sobre o futuro dos serviços de streaming de música, a concorrência com o YouTube, comparações com o Netflix e a chegada de novos jogadores desse serviço, como o Napster e o Spotify, ao Brasil. Com 5 milhões de assinantes no mundo hoje, Dauchez mandou a letra: "Nós chegamos para ficar. Agora não tem mais jeito, e o serviço de streaming de música só vai crescer". 

Meu trecho favorito da entrevista é que vem a seguir, mas acho que vocês tem que ir lá no Link e ler tudo o que a gente conversou. Como disse o João Vitor Medeiros (o @indiedadepre), e eu não sou besta de deixar esse elogio passar, "tem que ler para entender o mercado de música hoje". 

"O [serviço de streaming de filmes] Netflix é um caso de sucesso que inspira o Deezer?
Acho que há uma grande diferença entre nós e eles. Na área dos filmes, há menos pirataria, e já existe um serviço de assinatura, que são as TVs pagas. Quando o Netflix inicia seus serviços em um país, o esforço de propaganda é direcionado a conquistar o usuário de uma dessas TVs pagas. Nós, por outro lado, estamos pedindo às pessoas que paguem por uma coisa pela qual elas nunca pagaram antes: música. Nosso processo de conquista de mercado vai ser mais demorado que o deles, mas, a longo prazo, temos uma solução melhor que a deles, porque nosso acervo é mais vasto. No Netflix, se você é fã de filmes de ação, você consegue esgotar o acervo do serviço em seis meses. No Deezer, a música é inesgotável."