Rômulo Fróes ataca de novo. Em um show bem bacana - espero ter tempo pra falar dele, ou pelo menos mostrar as fotos com calma depois - no SESC Consolação, hoje à noite, o cantor e compositor paulista mostrou duas canções inéditas. Ao violão, sozinho, no bis, Fróes mostrou "Não Há Mas Derruba" e "Um Amor de Morrer" - essa segunda, talvez a canção mais singela que o artista já fez. É esperar pra ver o que pode acontecer com o sucessor de Um Labirinto em Cada Pé, bonito disco de 2011 do cara.
"I had seventeen dollars in my wallet. Seventeen dollars and the fear of writing. I sat erect before the typewriter and blew on my fingers. I started to write and I wrote." (John Fante)
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23 de mar. de 2012
31 de jan. de 2012
Paraquedas
Uma opinião um tanto quanto... megalômana, acho: a Apanhador Só é hoje uma das cinco melhores bandas "novas" (critério pessoal: menos de três discos cheios no currículo) do Brasil - não me perguntem quais são as outras quatro. E cada show que eu vejo dos caras a coisa fica melhor - foi o que rolou hoje no SESC Carmo, no centro de São Paulo, pertinho da Catedral da Sé.
Nada de muito novo pra quem já viu um show deles: uma banda com punch, muito punch, com destaque para a bela exibição do baterista Martin Estevez - preste atenção, se você for a um show dos caras, quando eles tocam "Jesus, o Padeiro e o Coveiro" - e pelo menos uma meia dúzia de música totalmente assobiáveis e grudentas, no melhor sentido da palavra. É difícil resistir aos refrões de "Nescafé", "Prédio", "Um Rei e o Zé" e "Maria Augusta", só pra citar quatro.
Ao repertório da melhor estreia de 2010 para este autor, que compôs a base da apresentação de hoje, juntaram-se duas canções ainda não gravadas oficialmente: "Torcicolo", já conhecida de outros carnavais, e "Paraquedas", que eu ainda não tinha visto (e foi tocada em poucas ocasiões em São Paulo). Filmei essa segunda com a minha pobre Cybershot sem recursos, mais a título de registro: o resultado cês podem ver aqui mesmo.
As duas, juntas, mantém a mesma pegada da estreia, mas há alguma coisa de diferente no clima das canções - um pouco mais desesperançosas, talvez?
A única pena do show, talvez, foi ter sido num lugar "sentado", e não de pé. No bis, todo mundo se levantou e a energia foi outra: além da já citada "Prédio", a banda apresentou sua cover bacanuda pra "Menina, Amanhã de Manhã", de Tom Zé. Depois do show, troquei uma ideia com Alexandre Kumpinski, vocalista e guitarrista da banda. As novidades?
Ao repertório da melhor estreia de 2010 para este autor, que compôs a base da apresentação de hoje, juntaram-se duas canções ainda não gravadas oficialmente: "Torcicolo", já conhecida de outros carnavais, e "Paraquedas", que eu ainda não tinha visto (e foi tocada em poucas ocasiões em São Paulo). Filmei essa segunda com a minha pobre Cybershot sem recursos, mais a título de registro: o resultado cês podem ver aqui mesmo.
As duas, juntas, mantém a mesma pegada da estreia, mas há alguma coisa de diferente no clima das canções - um pouco mais desesperançosas, talvez?
A única pena do show, talvez, foi ter sido num lugar "sentado", e não de pé. No bis, todo mundo se levantou e a energia foi outra: além da já citada "Prédio", a banda apresentou sua cover bacanuda pra "Menina, Amanhã de Manhã", de Tom Zé. Depois do show, troquei uma ideia com Alexandre Kumpinski, vocalista e guitarrista da banda. As novidades? "Devemos gravar dois singles pra 2012, e dependendo de como rolar, começamos as gravações pro próximo disco cheio ainda nesse ano. A idéia é usar crowdfunding, e o mais provável é sair no comecinho de 2013", disse ele. Na minha modesta opinião, talvez seja tempo demais - mas enquanto isso, vamos ouvindo o que vem por aí.
PS: Tirei umas poucas fotos do show, coloquei lá no Flickr. Pra quem tiver a curiosidade...
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