Rômulo Fróes ataca de novo. Em um show bem bacana - espero ter tempo pra falar dele, ou pelo menos mostrar as fotos com calma depois - no SESC Consolação, hoje à noite, o cantor e compositor paulista mostrou duas canções inéditas. Ao violão, sozinho, no bis, Fróes mostrou "Não Há Mas Derruba" e "Um Amor de Morrer" - essa segunda, talvez a canção mais singela que o artista já fez. É esperar pra ver o que pode acontecer com o sucessor de Um Labirinto em Cada Pé, bonito disco de 2011 do cara.
"I had seventeen dollars in my wallet. Seventeen dollars and the fear of writing. I sat erect before the typewriter and blew on my fingers. I started to write and I wrote." (John Fante)
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23 de mar. de 2012
2 de ago. de 2011
Ditado

Fazendo um balanço rápido do que houve de bom em 2011 até agora para a música brasileira, é impossível deixar passar batidos dois nomes: Criolo e Rômulo Fróes. Algumas características os unem: ambos são de São Paulo, refletem bastante sobre a cena que os cerca, passaram um tempo razoável como quase anônimos até chamar a atenção da mídia e, por fim, mas não menos importante, utilizam o samba como um dos veículos principais para suas composições. Entretanto, o fazem de maneira diferente: enquanto Criolo - de quem já falei neste espaço antes - se apropria de uma linguagem que é de sua origem, e a soma com outros modos de cantar (como o rap), Rômulo Fróes canta sambas como quem até invadisse essa linguagem. Colocando-se como um estudioso - "Não sou sambista, mas lido com o samba porque afinal sou um compositor de música brasileira e tenho esse direito", disse ele ao Alto-Falante -, o cantor não pode deixar de lado o ritmo dos tambores. Mesmo que deixe o samba mais concreto e mais torto, Fróes o faz de maneira exemplar ao longo das 14 canções que compõe seu mais recente trabalho, Um Labirinto em Cada Pé.
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