16 de fev de 2014

Bastões de Beisebol, Samba e Rock'n Roll

"Meus ouvidos estão apitando. É uma sensação desagradável,
 mas não há nada como um bom show "de rock, barulhento e suado, para lavar a alma. 
João, Bel e eu estamos bebendo cerveja em um trailer de x-burger. 
Ainda estou meio abobado com aquele beijo, de modo que fico meio no ar enquanto os dois conversam sobre a banda, a última da Courtney Love e o novo filme com o Harvey Keitel".
(André Takeda, Clube dos Corações Solitários)

A vida é um bocado engraçada, devo dizer. As duas últimas semanas foram um bocado didáticas nesse respeito: depois da maratona que foi a Campus Party, meu corpo falou: "aí não, campeão", e resolveu pedir uma folga. Resultado: amigdalite, ida ao hospital, uns muitos dias sem ir trabalhar, virose (é sério) e uma pequena síndrome de "oh meu Deus o que eu estou fazendo com a minha vida vendo Olimpíada de Inverno deitado nesse sofá?" Parecia que as coisas não iriam melhorar muito nos próximos meses, e que tudo o que eu andava fazendo nos últimos tempos era... simplesmente OK. Tanto desânimo quase me fez desistir de uma das coisas com a qual eu andava mais empolgado nos últimos tempos: o Concentra Mas Não Sai, bloco cervejeiro (que discute Mogwai, bebe todas e abstrai) que os amigos Marcelo Costa e Fernando Augusto Lopes idealizaram em tantas mesas de bar e finalmente saiu do papel.

Por bem, acabei indo. E mesmo com toda a chuva, foi incrível: deve existir alguma coisa não explicada pela ciência que gera muita serotonina quando você junta samba, amigos, comida e bebida boa em torno de uma mesa. Porque foi isso que foi a minha tarde de ontem, deixando as pernas doendo de tanto mexer o pé pra lá e pra cá (ou o que deveria ser sambar, risos). Da mesma maneira que juntar rock barulhento, cerveja e risadas também gera muita serotonina - no show do Nevilton na Casa do Mancha logo depois, ou na epígrafe desse textinho bobo. (Eu deveria gastar algumas linhas dizendo como o Nevilton é a melhor banda de rrrrock! brasileiro hoje, mesmo tendo perdido um integrante e se virando nos 30 para levar sua música por aí, no melhor estilo independente de ser, sem perder a ternura jamais, mas isso é algo que eu prefiro deixar para que vocês descubram ao ver um show deles). Talvez essa seja a resposta da vida: enganar em um dia ou em um fim de semana aquilo que alguns meses podem te botar pra baixo. Ou, como diria o mestre Tony Parsons: "fique perto das coisas que você ama, e leve um bastão de beisebol para o resto". É.

(A foto, mais uma vez, é das lentes incríveis da Liliane Callegari. Dá uma olhada nas fotos do bloco aqui)

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