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10 de abr. de 2012

Lollapalooza - Dia 1 (Sábado)

O que se vai ler ao seguir (e no próximo post, que sai amanhã) é um misto de crítica, relato pessoal e diário de bordo dois dias de Lollapalooza. Para não cansar o leitor (e deixar o blog mais dinâmico) dividirei o texto em duas partes - uma para o sábado, a outra para o domingo. A parte que se segue é a do sábado.  Todas as fotos, a não ser as do Foo Fighters (divulgação), são de Liliane Callegari. Vale também ler os relatos do Marcelo Costa e do Eduardo Martinez e as considerações do Tomaz de Alvarenga. Boa leitura!


A distância entre a compra dos ingressos e a realização do Lollapalooza foi tão grande que parecia que nunca ia chegar, mas chegou. A espera foi longa: depois de muito aguardar e curtir na pré-venda (fiquei 17 horas esperando pra comprar os ingressos), maldizer o conflito de horários entre alguns shows bacanas (Arctic Monkeys versus Racionais MCs, especialmente) e xingar a mãe do cara que posicionou os palcos principais em cantos opostos do Jóquei Clube, ainda rolou uma filinha básica (ou uma caminhada longa, no meu caso), na entrada pela Avenida Lineu de Paula Machado.

7 de fev. de 2012

Lollapalooza divulga horários

O título não poderia ser mais óbvio: depois de "aguardar e curtir muito", o festival de Perry Farrell finalmente solta os horários de seus shows, pra quem quiser já ir se programando e sabendo o que vai ver em abril.

De improviso, aqui, olhando a programação, já consigo até traçar o que eu quero ver (e o mais importante num festival: em que hora eu vou aproveitar pra ir comer, né). Devo chegar cedinho no sábado para ver o mestre Wander Wildner abrir os trabalhos - depois pego Marcelo Nova e O Rappa. Dou uma pausa na vida (e talvez pegue algum show nesse meio tempo) pra me preparar pra porrada Joan Jett e Foo Fighters (e por que não Joan Jett com Foo Fighters, como andam anunciando por aí?).

Quebradaço, no domingo, tô considerando se vale a pena chegar cedo pra ver os baianos do Cascadura (que tem duas belas canções, "Se Alguém o Ver Parado" e "Mesmo Eu Estando do Outro Lado", e deve lançar disco novo esse ano) e a Plebe Rude. Às quatro, Black Drawing Chalks, depois enrolar um pouco pra pegar o MGMT e o Foster the People (na real, só pra ver "Pumped Up Kicks"). Mas a grande frustração fica pra agora: queria mesmo ver Mano Brown, mas o horário deles bate com o Jane's Addiction e com o começo do show do Arctic Monkeys... ou seja, sem chance pra fazer um "nego drama". (tudum-tss!). E, à la Evaristo Costa, fecho esse post com uma piada velha.

28 de abr. de 2011

Um Farol de Sinceridade

Dave Grohl é um bom sujeito. É difícil negar isso ao ver sua entrega quando canta ou exibe seus belos riffs de guitarra de maneira muito sincera. E essa possivelmente é a maior força de Wasting Light, o mais novo trabalho de sua principal banda, o Foo Fighters, e que pode ser ouvido no link a seguir. Wasting Light, é, sim, como tem sido dito por aí, um retorno à sonoridades mais básicas da banda, e talvez também seu disco mais pesado musicalmente falando. Entretanto, o elemento mais importante do álbum é a paixão: em uma época onde poucas canções soam honestas, as onze que compõe esse novo conjunto funcionam como um alento, um farol em meio a um oceano de superficialidade.