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11 de mai. de 2015

Os 20 anos do Guia dos Curiosos



Qual foi o primeiro nome do Mickey? Quais são os sete pecados capitais? Quantas bíblias são vendidas por minuto em todo o mundo? Essas informações todas -- e muitas outras -- podem parecer um amontoado de bobagens sem maiores pretensões. No entanto, elas ajudaram a criar um dos maiores best-sellers da história do Brasil, em um livro que juntava curiosidades com textos curtos e uma linguagem engraçada: O Guia dos Curiosos.

Realizei um sonho de infância (mais um) e fui bater um papo com o Marcelo Duarte sobre a série que me fez um cara curioso e cheio de informações chatas para soltar na mesa (da pizza com os pais?) do bar. Vem cá ler o texto inteiro, vem? 

25 de mar. de 2015

Dois Irmãos (ao quadrado)

Eles podem não ser os gêmeos mais famosos do mundo dos quadrinhos (“Super gêmeos, ativar!”), mas os irmãos paulistanos Gabriel Bá e Fábio Moon estão bem perto disso. Depois de alcançar o sucesso internacional com Daytripper, série limitada de dez volumes lançada em 2010 pela Vertigo, a dupla está de volta às livrarias com um novo projeto. Trata-se de Dois Irmãos, uma adaptação do romance homônimo escrito por Milton Hatoum e lançado em 2010. A graphic novel chega às lojas por R$ 39,90, editado pela Quadrinhos na Cia., selo da Companhia das Letras dedicado aos balõezinhos. 

“É retrato de um Brasil que para muita gente é exótico, com um povo de modo de vida diferente de quem mora em São Paulo, no Rio ou na Bahia”, diz Fábio Moon sobre o livro, em entrevista ao IGN Brasil. Dois Irmãos conta a história dos gêmeos Omar e Yaqub, descendentes de libaneses, e que se odeiam amargamente ao longo da vida. 

Nomes à parte na cena de quadrinhos brasileira, os irmãos Bá e Moon já tinham captado a minha atenção com as boas tiras do 10 Pãezinhos, e mais ainda com o grande Daytripper, lançado pela Vertigo lá fora. Agora, eles voltam com o lindaço Dois Irmãos -- e eu bati um papo com eles para o IGN Brasil. Chega mais. 

27 de jan. de 2015

Pavões, John & Yoko e MTV

Tô lá no Scream & Yell falando de três livros bacaninhas de música: "MTV, Bota Essa Porra Pra Funcionar", um memorial do diretor de programação Zico Góes; uma boa história da relação entre John & Yoko em "John Lennon, Yoko Ono e eu", do jornalista americano Jonathan Cott, da Rolling Stone; e o estudo do André Barcinski sobre a música brasileira dos anos 1970 no ótimo "Pavões Misteriosos". Chega mais.

23 de jan. de 2013

Melhores 2012: Livros

Eis aqui o último passo da jornada dos Melhores de 2012: livros. Assim como na área de cinema, este blog avisa que literatura (por enquanto) não é uma das especialidades da casa, sendo essa lista muito mais um parâmetro pessoal "dos grandes livros lançados esse ano que li em 2012" do que exatamente um panorama sobre a produção dos dias que correm. Entretanto, posso garantir com alguma certeza que poucos volumes que chegaram às livrarias nos últimos meses seriam tão instigantes quanto os três primeiros colocados da lista que aparece a seguir. Obrigado a todos pela atenção e pela paciência: os melhores do ano voltam em janeiro de 2014 - que melhor sorte nos encontre daqui a um ano. 

1º: A Visita Cruel do Tempo, Jennifer Egan


Quarto livro da americana Jennifer Egan, A Visita Cruel do Tempo oferece a seus leitores uma experiência literária contemporânea da maior intensidade. Em treze capítulos ágeis, divididos em lado A e lado B (como um disco de vinil), Egan passeia por diferentes formas de se construir um relato (memórias em primeira, terceira e até mesmo segunda pessoa, diálogos rápidos, reportagens jornalísticas e uma apresentação em power point), épocas (dos anos 70 a um futuro próximo) e personagens (a assessora de imprensa de um ditador do terceiro mundo, um executivo de uma gravadora recém-divorciado, um garoto de pais separados que acompanha a irmã em um safári na África e muitos outros). 

Dito dessa forma, pode até parecer que a escritora privilegia a forma em detrimento do conteúdo, mas este seria um ledo engano. Egan é uma construtora de histórias, fazendo com que narrativas díspares se conectem como uma bem traçada teia de ideias sem desrespeitar a inteligência do leitor, tendo sempre como tema principal a passagem do tempo (e os traços deixados na areia por essa força). 

"As melhores pausas do rock'n roll", o tão falado capítulo que é uma apresentação de power point, talvez seja o tour de force de Egan, e uma das principais razões da contemporaneidade da obra. Em um momento em que tablets, e-readers e até mesmo notebooks passam a ser considerados como suporte para livros, construir um capítulo de tal maneira é proporcionar uma leitura diferenciada e inesquecível, ampliando a diferença entre o papel e a tela luminosa, além de desbravar novas fronteiras para a literatura, sendo agora capaz de dialogar com o design, a informática, a música, as artes plásticas e o cinema de maneira intensa. Isso não é pouco.

Leia: Resenha de A Visita Cruel do Tempo