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19 de mai. de 2015

Um papo com Sidney Gusman sobre a Graphic MSP

Desde 2012, sou fã incondicional da Graphic MSP. O nome pode parecer estranho, mas é uma das melhores ideias artísticas e de mercado que eu vi no mundo editorial brasileiro nos últimos anos: idealizada por Sidney Gusman, a série pega os personagens da Turma da Mônica (que todos nós crescemos lendo) e coloca-os em uma roupagem moderna e adulta, à moda das graphic novels. 

Nessa semana, chegou ao mercado a primeira edição de 2015, Penadinho - Vida, do casal Paulo Crumbim e Cristina Eiko. Para aproveitar, bati um papo com o Sidney Gusman, em uma entrevista reveladora e divertidíssima, no IGN Brasil. "O Brasil nunca teve um momento criativo tão bom nos quadrinhos quanto hoje", diz o Sidney. "Deixou de ser vergonha o cara dizer que lê quadrinho. A nerdaiada domina o mundo -- e isso é legal". Chega mais. 

25 de mar. de 2015

Dois Irmãos (ao quadrado)

Eles podem não ser os gêmeos mais famosos do mundo dos quadrinhos (“Super gêmeos, ativar!”), mas os irmãos paulistanos Gabriel Bá e Fábio Moon estão bem perto disso. Depois de alcançar o sucesso internacional com Daytripper, série limitada de dez volumes lançada em 2010 pela Vertigo, a dupla está de volta às livrarias com um novo projeto. Trata-se de Dois Irmãos, uma adaptação do romance homônimo escrito por Milton Hatoum e lançado em 2010. A graphic novel chega às lojas por R$ 39,90, editado pela Quadrinhos na Cia., selo da Companhia das Letras dedicado aos balõezinhos. 

“É retrato de um Brasil que para muita gente é exótico, com um povo de modo de vida diferente de quem mora em São Paulo, no Rio ou na Bahia”, diz Fábio Moon sobre o livro, em entrevista ao IGN Brasil. Dois Irmãos conta a história dos gêmeos Omar e Yaqub, descendentes de libaneses, e que se odeiam amargamente ao longo da vida. 

Nomes à parte na cena de quadrinhos brasileira, os irmãos Bá e Moon já tinham captado a minha atenção com as boas tiras do 10 Pãezinhos, e mais ainda com o grande Daytripper, lançado pela Vertigo lá fora. Agora, eles voltam com o lindaço Dois Irmãos -- e eu bati um papo com eles para o IGN Brasil. Chega mais. 

23 de mar. de 2015

Cidade das Águas

Uma expedição para conhecer os rios subterrâneos de São Paulo parte da Catedral da Sé rumo a Santo Amaro. Pode ser um roteiro turístico para mochileiros alternativos, mas trata-se de “Cidade das Águas”, HQ escrita por Olavo Rocha (também vocalista e letrista dos Lestics) e desenhada por Guilherme Caldas. Lançada em janeiro de 2015, pela editora HQ Pólen, a graphic novel baseada numa peça de teatro (“Origem-Destino”, da Companhia Auto-Retrato) discute um dos temas mais presentes nas manchetes dos jornais neste ano que corre: água.

“O que a gente quis colocar em discussão no ‘Cidade das Águas’ foi a escolha de um modelo de desenvolvimento de São Paulo e a forma desastrosa como a cidade lida com seus recursos hídricos”, diz Rocha, em entrevista por e-mail ao Scream & Yell.

Parceiro e um dos melhores letristas do país em atividade, Olavo Rocha também faz bonito nos quadrinhos. Bati um papo com ele no começo do ano sobre o Cidade das Águas, HQ que ele lançou em parceria com o Guilherme Caldas. O resultado tá, claro, no Scream & Yell

26 de fev. de 2015

It's Snake!



O dono de uma das vozes mais marcantes do mundo dos games é um homem de poucas palavras. David Hayter, o primeiro dublador de Snake na série Metal Gear Solid, responde à maioria das perguntas de forma rápida e lacônica. Até mesmo para falar sobre como se sentiu ao ser substituído por Kiefer Sutherland em Metal Gear Solid V: Phantom Pain, novo jogo da série previsto para 2015, ele não perde muito tempo. "Fiquei desapontado. Mas eu trabalho em Hollywood. Estou acostumado a ser demitido", disse por telefone ao IGN Brasil. "Já superei". 

Bati um papo com David Hayter - dublador de Metal Gear Solid e roteirista de X-Men e Watchmen - para a estreia do IGN Brasil. Ele também deixou uma mensagem especial para os leitores brasileiros (que você pode ouvir no vídeo acima). Desculpem o mau jeito e o estilo bonecão de Olinda de apresentação. 

23 de jan. de 2013

Melhores 2012: Livros

Eis aqui o último passo da jornada dos Melhores de 2012: livros. Assim como na área de cinema, este blog avisa que literatura (por enquanto) não é uma das especialidades da casa, sendo essa lista muito mais um parâmetro pessoal "dos grandes livros lançados esse ano que li em 2012" do que exatamente um panorama sobre a produção dos dias que correm. Entretanto, posso garantir com alguma certeza que poucos volumes que chegaram às livrarias nos últimos meses seriam tão instigantes quanto os três primeiros colocados da lista que aparece a seguir. Obrigado a todos pela atenção e pela paciência: os melhores do ano voltam em janeiro de 2014 - que melhor sorte nos encontre daqui a um ano. 

1º: A Visita Cruel do Tempo, Jennifer Egan


Quarto livro da americana Jennifer Egan, A Visita Cruel do Tempo oferece a seus leitores uma experiência literária contemporânea da maior intensidade. Em treze capítulos ágeis, divididos em lado A e lado B (como um disco de vinil), Egan passeia por diferentes formas de se construir um relato (memórias em primeira, terceira e até mesmo segunda pessoa, diálogos rápidos, reportagens jornalísticas e uma apresentação em power point), épocas (dos anos 70 a um futuro próximo) e personagens (a assessora de imprensa de um ditador do terceiro mundo, um executivo de uma gravadora recém-divorciado, um garoto de pais separados que acompanha a irmã em um safári na África e muitos outros). 

Dito dessa forma, pode até parecer que a escritora privilegia a forma em detrimento do conteúdo, mas este seria um ledo engano. Egan é uma construtora de histórias, fazendo com que narrativas díspares se conectem como uma bem traçada teia de ideias sem desrespeitar a inteligência do leitor, tendo sempre como tema principal a passagem do tempo (e os traços deixados na areia por essa força). 

"As melhores pausas do rock'n roll", o tão falado capítulo que é uma apresentação de power point, talvez seja o tour de force de Egan, e uma das principais razões da contemporaneidade da obra. Em um momento em que tablets, e-readers e até mesmo notebooks passam a ser considerados como suporte para livros, construir um capítulo de tal maneira é proporcionar uma leitura diferenciada e inesquecível, ampliando a diferença entre o papel e a tela luminosa, além de desbravar novas fronteiras para a literatura, sendo agora capaz de dialogar com o design, a informática, a música, as artes plásticas e o cinema de maneira intensa. Isso não é pouco.

Leia: Resenha de A Visita Cruel do Tempo

20 de dez. de 2012

Astronauta, Artur, Nicholls

Além de falar sobre música, cinema e hambúrgueres, este escriba que vos fala também se arrisca, de vez em quando a falar sobre literatura. Na semana passada, escrevi três resenhas curtas para o Scream & Yell, falando de bons lançamentos que chegaram às livrarias brasileiras nos últimos tempos: Astronauta - Magnetar, uma graphic novel inspirada livremente no personagem de Maurício de Sousa; Contos Cariocas, uma reedição de um perdido livro de Artur Azevedo, editado anteriormente apenas em 1928; e Resposta Certa, o primeiro livro do escritor David Nicholls, responsável pelo best-seller de 2011 Um Dia.

O resultado você lê lá no Scream & Yell!