26 de dez de 2012

O Cachorrinho Riu

Nos últimos nove meses, como já falei muitas vezes aqui no Pergunte ao Pop, trabalhei em um dos maiores portais do Brasil, o iG, como estagiário nos canais iG Jovem e iGirl. Cedendo aos clichês, devo dizer que foram nove meses de muito aprendizado, mas também de muita diversão, e muitas oportunidades para fazer matérias diferentes e que me marcaram, cada uma à sua maneira, falando sobre séries, entrevistando ídolos da infância ou falando sobre esportes pouco divulgados, como futebol americano e rolimã. Se, nos últimos tempos, postei por aqui várias entrevistas com músicos, agora dou espaço para dez das minhas reportagens e entrevistas favoritas desse 2012 que não tem a ver com a arte de Beethoven, John Lennon e Mano Brown.

Campeonato de carrinhos de rolimã reúne 600 espectadores em São Paulo
Passei um sábado de novembro na USP cobrindo um evento inusitado: um campeonato de carrinhos de rolimã, organizado pelos estudantes de Engenharia da Universidade. Debaixo de sol forte, com direito a fantasias engraçadíssimas e muita competição e confraternização, esse foi o resultado. 

Uma das coisas mais legais exibidas pela TV em 2012, a série "(fdp)" enfoca um semestre na vida de um árbitro que sonha em apitar a final da Libertadores, mas acabou de ser deixado pela mulher. Com humor negro, atuações bacanas e um roteiro que respeita os fãs de futebol, mas não deixa de lado quem não liga para a gorduchinha, "(fdp)" mostra que dá para fazer séries de TV no Brasil fora do padrão Globo Filmes. A matéria acima foi feita na época da estreia da atração na HBO. 

Um dos heróis da minha infância por ter sido o Telekid de "Castelo Rá Tim Bum", Marcelo Tas também foi uma de minhas primeiras grandes entrevistas no iG. Batemos um papo de cerca de meia hora sobre seu programa no Cartoon Network, além de falar sobre o CQC, o público infantil e a produção da TV Cultura.

Tas, entretanto, não foi a única entrevista relacionada ao "Castelo Rá Tim Bum" que fiz no iG. No começo de novembro, bati um papo com o diretor da série da TV Cultura, Cao Hamburger, que na época estreava uma nova atração voltada para o público adolescente, "Pedro & Bianca". Na conversa, além da nova série (que é bem boa, vale dizer), Cao falou sobre como é lidar com o público infantil e sobre seus últimos trabalhos, como o filme "Xingu".

Uma confissão: eu nunca tive um skate, nem um videogame. Isso, entretanto, não me impediu de ser fã do Bob Burnquist - tudo culpa de um emulador de Nintendo 64 que me viciou nos jogos da série Tony Hawk. Em agosto, às vésperas de conquistar o tetracampeonato da Megarampa, Bob falou comigo entre um treino e outro, comentando sua recente vitória miraculosa nos X-Games e o futuro de sua carreira. 



Não escondo de ninguém a minha paixão pelo futebol americano - já falei sobre como ela surgiu aqui. Esse ano, no começo da temporada da NFL, aproveitei a chance para fazer uma matéria olhando o panorama do esporte no país, onde times de futebol começam a patrocinar suas equipes de futebol americano, e cada vez mais jovens se atraem pelo esporte. Outra parte legal da matéria é uma continuação, que explica com um infográfico massa como se joga o esporte. 

Uma das matérias mais trabalhosas desses nove meses de iG também foi uma das que mais rendeu repercussão. Confesso que eu nunca fui ao Playcenter (a não ser para assistir o Strokes fazer 25 mil pessoas cantarem no Planeta Terra de 2011), mas mesmo assim me emocionei com as histórias de fãs e funcionários do parque, que encerrou suas atividades em julho. 

Outro esporte americano que vem ganhando espaço no Brasil é o beisebol - e em 2012, o país viu seu primeiro filho fazer um home run no principal campeonato da modalidade, a MLB (Major League of Baseball). Aproveitei o fato para fazer uma matéria bem parecida com a do futebol americano, explicando tanto as regras da modalidade quanto dando uma checada na situação do basebola no país. 

Quando eu era adolescente, saía correndo toda vez que via uma equipe de reportagem quando andava na Avenida Paulista. Não era para menos: nas duas vezes em que me "pegaram", tive de falar sobre abraços e o que eu pensava sobre sexo (nesse último caso, enquanto estava no meio de um encontro). Tive a chance de me vingar daqueles dias em abril, no Dia Internacional do Beijo, quando fui a um shopping de São Paulo para descobrir (sem teste cego, ainda bem) como era o beijo ideal pros moleques e pras gurias, em uma das matérias mais engraçadas de fazer que já produzi. 

Outra da série "feitas no shopping", essa daqui é a oportunidade perfeita para você se você está "pegando bem" ou "mandando mal" na interwebs antes de chamar a gatinha para tomar uma rodada de suco no Gigabyte. 



PS: O título do post é mais uma referência desse blog à obra de John Fante. Em "Pergunte ao Pó", o protagonista Arturo Bandini se vangloria de ter publicado um conto chamado "O Cachorrinho Riu" -e, para quem não lembra, o cachorrinho ainda é o símbolo do iG. 

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