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14 de jan. de 2015

5 momentos de Lincoln Olivetti



Um dos grandes arranjadores e produtores da música brasileira nos deixou ontem. Lincoln Olivetti - um dos principais responsáveis pela popularização de sintetizadores no País - morreu ontem, aos 60 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Atuante desde os anos 70, Olivetti foi um dos principais responsáveis pelo som que marcou o fim da década de 1970 e o começo dos 1980, com muito groove, balanço e um bocado de amor por instrumentos eletrônicos. Acusado por muitos de "pasteurizador" da canção brasileira, Olivetti parecia ter o toque de Midas. Duvida? Então presta atenção nessas cinco músicas aqui, na qual ele teve diferentes papéis, seja arranjando ou produzindo. Bora?

"Palco", com Gilberto Gil



18 de jan. de 2013

Melhores 2012: Músicas Nacionais

Se 2011 foi o ano do rap e do sambinha-indie, com faixas de Wado, Criolo e Cícero entre os principais destaques daquela temporada, 2012 é bastante eclético, na visão do Pergunte ao Pop. Verdadeira salada musical, a lista de melhores músicas nacionais dos últimos 365 dias reúne nomes díspares como Caetano Veloso, Rafael Castro (os dois últimos com duas citações cada), MC Bola, Roberto Carlos, Jair Naves, B Negão & Os Seletores de Frequência e o grupo capixaba Merda. Sim. Merda. Entretanto, assim como na lista de discos, a vitória ficou nas mãos de Tulipa Ruiz. (Ao final, todas as músicas citadas nesse post para quem quiser ouvir de uma vez só em uma playlist do Grooveshark). 

1º:"Dois Cafés", Tulipa Ruiz e Lulu Santos

Arquitetado após uma troca rápida de e-mails, o dueto entre Tulipa Ruiz e Lulu Santos é um ponto alto do segundo disco da cantora, Tudo Tanto. De charme irresistivelmente pop tramado pelas voz grave de Lulu e a doçura de Tulipa, "Dois Cafés" é uma crônica/crítica perfeita dos dias que correm, falando sobre os problemas de quem chega agora ou já encara há algum tempo a vida adulta: "Ter ou não ter/O tempo todo livre pra você/O banco, o asfalto, a moto, a britadeira/Fumaça de carro invade a casa inteira/Algum jeito leve você vai ter que dar". Além disso, é uma letra sobre as escolhas que se faz nessa fase da vida: será que é preciso mesmo "priorizar/se comportar/ter que manter a vida mesmo sem ter um lugar" para ficar "bem melhor/menos mal/mais normal"?. A própria música responde:" é o tempo que vai dizer", mas uma certeza fica: ao menos em 2012, não houve uma canção tão certeira quanto essa.

14 de jan. de 2013

Melhores 2012: Discos Nacionais

O Pergunte ao Pop tem o prazer de apresentar a vocês sua lista de melhores discos nacionais de 2012 - um ano de produção medíocre (especialmente se comparado a seus dois antecessores), mas com trabalhos bastante interessantes, como os de Jair Naves e Rafael Castro, e boas estreias, como as de O Terno e Medialunas, além do retorno de duas bandas veteranas que mostram que podem dar caldo: Cascadura e Bidê ou Balde. Mas o troféu de disco do ano vai para... (clique no link para saber quem são os outros 14 escolhidos)

1º: Tudo Tanto, Tulipa Ruiz

Contemporâneo sem perder a classe, Tudo Tanto leva para casa o troféu de disco do ano por mostrar uma evolução clara no trabalho de Tulipa Ruiz, dona de uma estreia empolgante em 2010. É interessante perceber o tratamento pop que Tulipa dá a músicas que são ao mesmo tempo crônicas e críticas de nossos dias, seja falando sobre normalidade ("Quando Eu Achar", com direito a um coro final irresistível), conformismo ("OK"), o "tudo ao mesmo tempo agora" ("Dois Cafés", belo dueto com Lulu Santos, que andava sumido) e amor livre ("É", apoiada por um arranjo de cordas que lembra os Beatles da fase Sgt. Pepper's). Entretanto, o momento mais instigante do disco (e também do show que corre o Brasil com patrocínio via edital da Natura) é "Víbora", na qual Tulipa crava uma das maiores performances vocais feitas no Brasil nos últimos dez (vinte?) anos, embalada pela guitarra bluesy poderosa de seu pai, Luiz Chagas, e pela participação sutil de Criolo. Em apenas seu segundo disco, Tulipa mostra que já é tudo esse tanto (e pode ser muito mais). 

Ouça: "Dois Cafés"

7 de ago. de 2012

70 anos de Caetano: Transa

Exilado em Londres em 1972, Caetano Veloso fez um disco ímpar na sua discografia e na música brasileira: Transa. Marcado pelo tema da saudade e do estranhamento em terras distantes, o cantor faz diversas pontes entre o lá e o cá, entre o clássico e o popular, entre as duas línguas em que se dividia sua vida naquele momento. Além disso, trata-se de uma obra onde as pesquisas musicais do tropicalismo atingiram talvez seu melhor resultado.

No disco anterior, Caetano Veloso, do ano anterior, alguns desses temas já apareciam, especialmente na pungente versão de "Asa Branca" e na clássica "London London" (depois regravada com sucesso, entretanto destacada de seu contexto original, pelo RPM em seu multiplatinado "Rádio Pirata ao Vivo"). Entretanto, o que era apenas implícito no disco antecedente, aqui fica totalmente à mostra.