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25 de jan. de 2015

Muito Além do Trem das Onze



Na segunda matéria especial sobre São Paulo pro SaraivaConteúdo, falei sobre bandas que cantam e contam a cidade em suas canções - para ninguém ter que lembrar só de "Sampa" e do "Trem das Onze" nessa data tão festiva. Chega mais pra ver :)

13 de jan. de 2015

Melhores 2014: Músicas Nacionais

2014 foi um ano aleatório - ao menos para quem gosta de observar bons singles no cenário nacional. Enquanto tivemos uma grande banda de rock se mostrando - O Terno, com boas baladas e referências psicodélicas -, o funk e o axé também produziram refrões de alto índice de pegajosidade: o que dizer do saxofone de "Lepo Lepo", ou dos efeitos infantis de "Picada Fatal"? No top 5, destaque ainda para duas boas letras do universo indie: "Meu Peito é Um Caminhão Desgovernado", um manifesto sobre o rock vindo dos paranaenses do Charme Chulo, e "Maquiavel para Crianças", uma fábula sobre como o Pequeno Príncipe se portaria num boteco de São Paulo. 

1º - "Eu Vou Ter Saudades", O Terno



2º - "Lepo Lepo", Psirico



3º - "Meu Peito é um Caminhão Desgovernado", Charme Chulo


8 de jan. de 2015

Melhores 2014: Discos Nacionais

Confesso que 2014 não foi lá exatamente "meu" grande ano para a música. Pode ter sido um ótimo ano, mas foi um dos anos em que menos me dediquei à arte que me fez querer ser jornalista, graças a um primeiro semestre embebido em games e tecnologia, e um segundo semestre voltado ao meu livro. Seja como for, por esporte resolvi fazer minha lista pessoal dessa temporada, porque sou Flemingniano de carteirinha e não nego. Dessa vez, sem textos específicos para cada disco, mas indicando leituras recomendadas para ~ampliar a fronteira do pensamento~. 

Na música nacional, um ano bem interessante, com destaque para a afirmação de uma banda que já prometia bastante em seu primeiro disco e deve dar frutos ainda mais interessantes no futuro (O Terno, cruzamento paulista dos Mutantes com a Lira Paulistana), o ressurgimento pop de Marcelo Camelo depois de dois discos, convenhamos, feitos para gaivotas dormirem, e o retorno à vida cerebral depois do coma induzido do Titãs, com Nheengatu. Mas nenhum desses discos poderia superar Pelicano, delicada suíte instrumental dos mineiros do Constantina, que foi a trilha sonora para todos os momentos de 2014 - das horas de concentração em trabalho ao relaxamento completo antes de dormir. Que venham as próximas listas. :)




2º - O Terno, O Terno


3º - Paraíso da Miragem, Russo Passapusso

12 de nov. de 2013

No S&Y: Planeta Terra 2013



A semana que antecedeu o Planeta Terra de 2013 foi chuvosa, fria e cheia de nuvens em São Paulo, como se um mau presságio caísse sobre o evento. Entretanto, o sol que brilhou forte na capital paulista durante o sábado do festival afastou as dúvidas de quem temia problemas com a mudança de local (que, depois de sair do Playcenter em 2011, passou pelo Jockey Clube no ano passado) e de produção (com o comando dividido entre Terra e Time for Fun), dando o tom certo para que o dia começasse bem no Campo de Marte, na zona norte da cidade.

Mais uma vez, tenho o orgulho de estar no Scream & Yell dividindo a cobertura do Planeta Terra 2013 com os amigos Marcelo Costa e Leonardo Vinhas, com um texto meu ilustrado pelas lindas fotos da Liliane Callegari - como essa fã da Lana del Rey que tá me fazendo suspirar há uns dois dias. Na programação do festival, tem espaço pra tudo: do sessentismo d'O Terno ao "punk pra negócios" do Palma Violets, a farofa de Lana, a esquisitice de Beck, o amor Super Bonder do Travis e o arrasador Blur deixando o resultado de lado pra jogar bonito. No saldo geral, o melhor Terra que este escritor viu desde que começou a acompanhar o festival, em 2011, com estrutura suficiente para que o público consiga focar sua atenção no que realmente importa: ouvir boa música ao lado dos amigos e voltar pra casa cantando como se não houvesse amanhã. 



Leia mais: 
Optimus Primavera Sound 2013, por Bruno Capelas
10 impressões sobre o Planeta Terra 2012, por Bruno Capelas
Balanção S&Y do Planeta Terra 2011, por Bruno Capelas, Marcelo Costa, Rodrigo Levino e Murilo Basso
Cultura Inglesa Festival 2012 - Burn This City, por Bruno Capelas
Lollapalooza 2012 - Dia 1 (Sábado) e Dia 2 (Domingo), por Bruno Capelas
Summer Soul Festival 2012, por Bruno Capelas e Renata Arruda
Cultura Inglesa Festival 2011, por Bruno Capelas
Queima das Fitas de Coimbra 2013, por Bruno Capelas
SWU 2010, por Bruno Capelas, João Carlos Saran, Guilherme Bruniera e Tiago Oliveira

18 de jan. de 2013

Melhores 2012: Músicas Nacionais

Se 2011 foi o ano do rap e do sambinha-indie, com faixas de Wado, Criolo e Cícero entre os principais destaques daquela temporada, 2012 é bastante eclético, na visão do Pergunte ao Pop. Verdadeira salada musical, a lista de melhores músicas nacionais dos últimos 365 dias reúne nomes díspares como Caetano Veloso, Rafael Castro (os dois últimos com duas citações cada), MC Bola, Roberto Carlos, Jair Naves, B Negão & Os Seletores de Frequência e o grupo capixaba Merda. Sim. Merda. Entretanto, assim como na lista de discos, a vitória ficou nas mãos de Tulipa Ruiz. (Ao final, todas as músicas citadas nesse post para quem quiser ouvir de uma vez só em uma playlist do Grooveshark). 

1º:"Dois Cafés", Tulipa Ruiz e Lulu Santos

Arquitetado após uma troca rápida de e-mails, o dueto entre Tulipa Ruiz e Lulu Santos é um ponto alto do segundo disco da cantora, Tudo Tanto. De charme irresistivelmente pop tramado pelas voz grave de Lulu e a doçura de Tulipa, "Dois Cafés" é uma crônica/crítica perfeita dos dias que correm, falando sobre os problemas de quem chega agora ou já encara há algum tempo a vida adulta: "Ter ou não ter/O tempo todo livre pra você/O banco, o asfalto, a moto, a britadeira/Fumaça de carro invade a casa inteira/Algum jeito leve você vai ter que dar". Além disso, é uma letra sobre as escolhas que se faz nessa fase da vida: será que é preciso mesmo "priorizar/se comportar/ter que manter a vida mesmo sem ter um lugar" para ficar "bem melhor/menos mal/mais normal"?. A própria música responde:" é o tempo que vai dizer", mas uma certeza fica: ao menos em 2012, não houve uma canção tão certeira quanto essa.

14 de jan. de 2013

Melhores 2012: Discos Nacionais

O Pergunte ao Pop tem o prazer de apresentar a vocês sua lista de melhores discos nacionais de 2012 - um ano de produção medíocre (especialmente se comparado a seus dois antecessores), mas com trabalhos bastante interessantes, como os de Jair Naves e Rafael Castro, e boas estreias, como as de O Terno e Medialunas, além do retorno de duas bandas veteranas que mostram que podem dar caldo: Cascadura e Bidê ou Balde. Mas o troféu de disco do ano vai para... (clique no link para saber quem são os outros 14 escolhidos)

1º: Tudo Tanto, Tulipa Ruiz

Contemporâneo sem perder a classe, Tudo Tanto leva para casa o troféu de disco do ano por mostrar uma evolução clara no trabalho de Tulipa Ruiz, dona de uma estreia empolgante em 2010. É interessante perceber o tratamento pop que Tulipa dá a músicas que são ao mesmo tempo crônicas e críticas de nossos dias, seja falando sobre normalidade ("Quando Eu Achar", com direito a um coro final irresistível), conformismo ("OK"), o "tudo ao mesmo tempo agora" ("Dois Cafés", belo dueto com Lulu Santos, que andava sumido) e amor livre ("É", apoiada por um arranjo de cordas que lembra os Beatles da fase Sgt. Pepper's). Entretanto, o momento mais instigante do disco (e também do show que corre o Brasil com patrocínio via edital da Natura) é "Víbora", na qual Tulipa crava uma das maiores performances vocais feitas no Brasil nos últimos dez (vinte?) anos, embalada pela guitarra bluesy poderosa de seu pai, Luiz Chagas, e pela participação sutil de Criolo. Em apenas seu segundo disco, Tulipa mostra que já é tudo esse tanto (e pode ser muito mais). 

Ouça: "Dois Cafés"

31 de ago. de 2012

André Mendes, O Terno

André Mendes - Enfim Terra Firme - 2012

Devia ser difícil ser roqueiro na Salvador dos anos 90, dominada por ACM e pela axé music. Mas esses obstáculos não impediram André Mendes de fazer riffs inspirados com a sua banda, a Maria Bacana – dona de uma das músicas mais legais da década, “Repeat Please”. Depois do término da Maria Bacana, Mendes passou um tempo inativo, até ressurgir em 2010 com um belo disco, “Bem Vindo à Navegação”. “Enfim Terra Firme”, seu mais novo trabalho, segue a linha da estreia, com guitarras ensolaradas e letras sentimentais que ganham força com a voz sincera de André. É o que acontece, por exemplo, nas boas baladas “Breve e Leve” e “Tão Sós” (que lembram bastante a Legião Urbana de “As Quatro Estações”), ou de “A cidade que eu digo não”, na qual o cantor deixa claro que não se sente confortável dentro de Salvador. Vale ainda destacar o resgate de uma boa canção da Maria Bacana, “Fome”, e seu refrão pungente: “me conte quantas vezes você já se sentiu só?”. Para ouvir, se aquecer e abrir um sorriso.

Nota: 7,5

O Terno - 66 - 2012

“66”, disco de estreia do trio paulistano O Terno, foi lançado num show no Auditório Ibirapuera no mês de junho com certo frisson. Duas são as causas de certo alvoroço em torno da banda, formada por Tim Bernardes (voz e guitarra), Guilherme “Peixe” (baixo) e Victor Chaves (bateria). A primeira é a faixa-título, que cita Roberto Carlos e dodecafonia para falar sobre a dificuldade de se fazer música inovadora hoje em dia – repare no órgão Hammond tocado por Marcelo Jeneci, que também aparece na bem-humorada “Zé, Assassino Compulsivo”. A outra é Maurício Pereira, dos Mulheres Negras. Pai de Tim, ele oferece ao filho cinco de suas composições, entre elas as boas (embora um tanto quanto paulistas demais) “Modão de Pinheiros” e “Quem é Quem”. Ainda que cercado por cacoetes sessentistas e perpassado por certo vício em temas como a morte e o pessimismo, “66” é um trabalho bacana, de uma banda que merece atenção em próximas temporadas.

Nota: 6,5


(Publicado originalmente no Scream & Yell)

25 de jul. de 2012

Catadão de Entrevistas

Falei pouco do meu trabalho por aqui até hoje. Depois de um tempo falando de ciência e pesquisas acadêmicas na Agência USP de Notícias, comecei a trabalhar no iG Jovem em março - e tô lá desde então, dividindo minha atenção entre esportes radicais, Justin Bieber e pautas de comportamento como "como é o beijo ideal para eles e para elas".

De vez em quando, rolam umas entrevistas de música bem legais - aproveito o buraco de textos novos (várias ideias saindo do forno) para fazer um selecionado de algumas das minhas entrevistas favoritas com cantores e bandas brasileiros nos últimos tempos. (Se alguém tiver alguma sugestão bacana de entrevista, sinta-se à vontade) Espero que vocês gostem.