17 de out de 2012

Melhor Hambúrguer da Cidade: Hamburgueria do Sujinho


Ao longo desses últimos meses comendo hambúrgueres e contando para vocês o que achei deles, posso dizer que aprendi algumas coisas sobre a vida. Uma delas é: você pode passar semanas a fio tentando encontrar aquele lanche especial que te fará sorrir por dias e dias e não conseguir., Mas, quando você menos esperar, esse sanduíche pode aparecer na sua frente como uma "promessa de felicidade", como diria Stendhal (citado aqui via Alain de Botton, em A Arquitetura da Felicidade). 

Exageros e metáforas à parte, foi mais ou menos isso o que aconteceu comigo no último sábado, quando o Marcelo Costa convidou a mim e às queridas Cristal Muniz e Polly Sjobon pra irmos à Hamburgueria do Sujinho (que é muito limpinha, por sinal), na rua da Consolação, após o bom show do Wado na Funarte. Antes de falarmos do lanche, dois avisos: fui recebido com um "Pode ser Pepsi" ao pedir uma Coca-Cola; e a casa não aceita cartões de crédito, então vá até lá munido de papel-moeda, aquela coisa colorida que parece quase antiquada nos dias de hoje. (ironic mode off). 

Enquanto esperávamos a chegada do Tiago Agostini, pedimos uma porção de batatas fritas tradicionais (R$ 15,00), que vieram acompanhadas de maionese e molho rosé. 

Apesar de muito bem servidas, as batatas acabaram rápido por três motivos básicos: a) logo de cara, dava para perceber que elas eram feitas pela própria casa, e não simplesmente retiradas do congelador direto pro óleo quente; b) pela excelente maionese (falo mais dela daqui a pouco); c) pela fome absurda que estávamos. O molho rosé, entretanto, é bem dispensável (tanto que, assim que o Agostini chegou, pedimos outra porção de fritas acompanhada apenas de dois potinhos de maionese). 

Assim como o The Fifties, a Lanchonete D'Sampa e o Frevinho, a Hamburgueria do Sujinho é uma daquelas casas que tem alguns lanches já montados pelo próprio estabelecimento, mas na qual vale mais a pena você escolher os ingredientes que quer no seu próprio sanduíche. Optei por um X-Maionese, com hambúrguer júnior (90g de carne) no lugar de um clássico (160g), que saiu por cerca de uns 12 reais. Como eu venho pregando há algum tempo nesta coluna, em matéria de hambúrgueres, menos é mais. 

E no caso da Hamburgueria do Sujinho, MUITO MAIS. Senhores, devo-lhes dizer que o mundo é bom e a felicidade até pode existir depois desse X-Maionese, que parece pequeno mas satisfaz. A maionese, embora seja pouca no lanche, é temperada com bastante salsinha e está naquele ponto exato de deixar a gente com água na boca (como a do Hamburguinho, lanche do qual quero falar o mais rápido possível aqui). O pão vem bem tostadinho, e o queijo, derretido na medida. Mas o ponto alto mesmo do lanche é a carne. Pedida ao ponto, ela chegou da chapa tostada por fora e vermelhinha por dentro. E foi paixão (correspondida) à primeira mordida. Pelo preço, pela maionese e pelo amor, soem as trombetas: temos um novo campeão. 

Nota: 4,8 fatias de bacon

1 - X-Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (4,8)

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