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9 de jun. de 2015

Melhor Hambúrguer da Cidade: Brewdog Bar

"We found love in a hopless place" pode ser apenas um refrão bacana da Rihanna cantado por muita gente em baladas por aí de forma errada, mas também foi a primeira coisa que eu pensei ao experimentar o hambúrguer do bar da Brewdog, em São Paulo, na última semana. É aquela coisa: depois de muitas experiências erradas no que diz respeito a hambúrgueres em bares transados, achei que não ia dar certo dessa vez - mas deu. E muito. Mas vamos com calma. 

Aberto no começo de 2014 em São Paulo, o bar da Brewdog (também chamado de... Brewdog Bar) traz para a capital paulista o ideal de "cerveja artesanal para pessoas comuns" tão celebrado pela cervejaria escocesa, dona de alguns dos mais provocantes rótulos de cerveja lançados nos últimos anos. É o caso da Punk IPA e da Hardcore IPA, duas das cervejas que experimentei em versão "de barril" quando estive lá no último domingo (7), para comemorar meu aniversário de namoro (óun) de 1 ano e 2 meses. E confesso que fui mais atraído pelas boas cervejas do que pelos eventuais petiscos que o bar - localizado em Pinheiros, do lado Instituto Tomie Othake - demonstrava ter. 

24 de jan. de 2013

Melhor Hambúrguer da Cidade: Hamburguinho

Antes de começarmos, um aviso: este texto é o pagamento de uma dívida pessoal comigo mesmo. Afinal, o Hamburguinho (a filial da Av. Brigadeiro Faria Lima, 2883, no Itaim) foi um dos primeiros hambúrgueres de responsa que comi na vida - pode acreditar, até mesmo para mim já teve um tempo que comer um hambúrguer significava ir ao McDonald's ou ao Giraffa's.
 
Lembro bem: eu estava prestes a entrar no iG (que ficava na rua Amauri, ali do lado) para fazer uma das entrevistas de admissão, um amistoso da seleção estava rolando e resolvi parar para tomar uma Coca e um X-Maionese. Como diria o capitão Renault, de Casablanca, aquele era o começo de uma grande amizade. Bons momentos vivi ali - o melhor deles, devo dizer, às vésperas do show do ano de 2012 (Crosby, Stills & Nash), quando vi o Santos golear o Bolívar na Libertadores por 8 a 0. 
 
Mas sou relapso: entrei no iG, mudamos de endereço (para a Berrini), saí do iG e ainda não tinha escrito sobre a casa. Até essa semana, quando resolvi chamar o Giovanni Santa Rosa para um almoço rápido de despedida, aproveitando para matar a saudade do cubículo quadrado e meio sujo que é o Hamburguinho. Contando apenas com um balcão em formato de U, onde devem caber umas 20, 25 pessoas (o que torna o lugar bem cheio na hora do almoço durante a semana), a lanchonete é um dos exemplos mais clássicos de dona de um lanche simples (e que você sempre tem medo que venha com ingredientes a mais da chapa), mas que conquista corações. Caia de boca no X-Maionese (R$17,80), um sanduíche que só parece pequeno, porém é dono de uma grande pegada.

O pão quente e o queijo derretido na medida certa são dois alicerces para que a carne bem temperada (embora um pouco além do mal passado que tanto amo) e a maionese cheia de salsinha, bastante ácida e abundante brilhem com galhardia. A maionese, por sinal, é tão abundante, que torna-se um desafio à parte tentar não se lambuzar com ela durante a refeição. Mas, fica o conselho: caso ela caia no prato, não hesite em ignorar o que a sua mãe te ensinou e deguste-a toda com os dedos. Você não vai se arrepender - e de quebra, vai ganhar um novo lanche favorito.

Ah! Para os gulosos por sobremesas, vale a dica: o sundae do Hamburguinho é outro ponto alto da casa. 

Nota: 4,5 fatias de bacon

Ranking MHC Pergunte ao Pop:

1 - Sujinho Pic Burger Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (5)
2 - X-Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (4,8)

10 de dez. de 2012

Melhor Hambúrguer da Cidade: Hamburgueria São Caetano

O X-Burguer
Apesar de amar São Paulo com todos os seus defeitos e passar mais da metade dos meus dias na capital paulista, não moro nela - e sim em São Caetano do Sul, aquela cidade que é especialmente conhecida por abrigar a fábrica da GM, ser sede do time do Adhemarrrrrrr e ter o melhor IDH do país. Entretanto, não vamos enganar ninguém: por seu tamanho quase esdrúxulo (16 km²), gosto de dizer que São Caetano é um bairro que São Paulo esqueceu de anexar, e que o IDH é um mero esconderijo para uma cidade que não tem bons hospitais, e até dois anos atrás não tinha nem cinema nem livraria.

Toda essa introdução vale só para falar que há tempos eu torcia pelo surgimento de bons hambúrgueres na minha cidade do coração. Há mais ou menos duas semanas, fui com meus pais testar uma nova casa da cidade, a Hamburgueria São Caetano (rua Taipas, 420), bastante esperançoso. A bem da verdade, devo dizer que a lanchonete do bairro Barcelona é que nem aquela banda do seu amigo: você quer muito que dê certo, mas...

Decorado com fotos antigas da cidade, das décadas de 40 e 50, cadeiras e mesas de madeira e um jeitão de lanchonete de cidade do interior paulista, o salão da casa estava lotado em um sábado à noite - o que parecia ser um bom sinal, como o baterista fera da banda do seu bróder que chega com quatro pratos diferentes.

Mas não era um bom começo. Para começo de conversa, demoramos a sermos atendidos pelas poucas garçonetes da casa, e a Coca-Cola foi servida em copos de plástico (daqueles que você compra no supermercado).

Esse é meu pai. Sim, ele estava com fome.
Não, o lanche não era bom. 
A porção de batata frita veio com bastante óleo, e, apesar de ser barata (R$ 4,00), era mal servida e tinha como acompanhamento maionese e catchup de sachê - o equivalente gastronômico à hora que o seu amigo anuncia no palco que vai tocar uma cover de Los Hermanos para uma menina que está "looooooonge".

Como estava com bastante fome, resolvi ir além do meu habitual, e pedi logo dois lanches de uma vez: um X-Maionese (R$ 7,00) e um Taipas 4 (hambúrguer ~artesanal~de 130g, queijo, alface, tomate seco e molho rosè, por R$ 10,00). Sobre o X-Maionese, pouco há a dizer: um lanche simples, com maionese fabricada industrialmente, e com uma carne que pouco convence: apesar de dizer que é artesanal, ela soava ao paladar bastante massificada, como um monte de carne amassada até não sobrar mais espaço (como o som roufenho que sai dos alto-falantes do inferninho que o seu amigo toca).

Taipas 4
O Taipas 4 era minimamente decente, porque o bom molho rosè e o tomate seco deixavam o lanche mais apresentável, e por alguns poucos momentos me fizeram esquecer quão ruim era o resto do lanche. Entretanto, quase no fim do sanduíche, meu dente sentiu uma coisa dura. 

Sim, senhores, era um pedaço de osso, que tinha sido moído junto com a carne. Foi nessa hora que eu desisti de qualquer coisa - até mesmo do 'eu te considero pra caralho' do meu amigo. Como diria Bruce Springsteen, "it's a town full of losers, I'm pulling out here to win".

Nota: 1 fatia de bacon (X-Maionese)
1,5 fatia de bacon (Taipas 4)


Ranking MHC Pergunte ao Pop:

1 - X-Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (4,8)
3 - X-Maionese, Milk & Mellow - Itaim (4,25)
4 - X-Bacon Maionese, Lanchonete D'Sampa - Brooklyn (4) 
17 - #1, The Rockets - Jardim Paulista (1,5)
17 - Taipas 4, Hamburgueria São Caetano - São Caetano (1,5)
19 - X-Maionese, Hamburgueria São Caetano - São Caetano (1)

26 de nov. de 2012

Melhor Hambúrguer da Cidade: Milk & Mellow


Sabe quando você tem um grande amigo, esse amigo começa a gostar de uma garota, e quando você vê eles começam a namorar? Quando você percebe, todas as suas conversas com o cara agora são sobre como essa nova garota é demais, sobre as bandas, os livros e os filmes favoritos dela, além daqueles detalhes (o jeito que ela sorri, pisca os olhos ou abre o guarda-chuva) que só ele percebe. E aí chega o grande dia em que ele resolve levar a garota para jantar com os amigos - e sempre rola aquela insegurança dela odiar as piadas que você faz e transformar a sua parceria de fé em um inferno. 

O último parágrafo pode ser um pouco exagerado, mas descreve mais ou menos como eu me sentia quando fui pela primeira vez ao Milk & Mellow (Av. Cidade Jardim, 1085, no Itaim Bibi), na companhia do Tiago Oliveira - conhecido popularmente como Dinha.

Se há algum responsável maior pela existência dessa seção, esse é o Dinha, que anos atrás me introduziu na fina arte de comer hambúrgueres após as aulas do colegial. E o Milk & Mellow, por sua vez, não é outro senão o lugar onde o próprio Dinha descobriu que um bom lanche é muito mais do que carne, queijo e pão. 

Com decoração sofisticada (mas que inclui um pôster dos Beatles, hehe) e habitado por coxinhas de toda sorte, o Milk & Mellow prometia ser aquela namorada patricinha e sem bom papo que o seu amigo conheceu na academia. Ledo engano! Para começo de conversa, trata-se de um lugar para os bons de copo, uma vez que, a meros R$ 6,80, é possível tomar quanta Coca-Cola se quiser. Mas falemos do essencial, o lanche - dessa vez, um X-Maionese (R$ 16,90) no capricho. 

Dizer que foi amor à primeira vista seria complicado, porque, afinal, trata-se da namoradinha de um amigo seu. Entretanto, o X-Maionese do Milk & Mellow é o tipo de lanche com o qual dá para engatar uma boa relação. Primeiro, trata-se de um lanche pequeno, daqueles que cabe na mão sem muito esforço (mas não pequeno a ponto de nos fazer passar fome). Segundo, pela carne, muito bem preparada (ainda que faltasse um pingo de sal em sua composição), e que veio ao ponto da chapa. Terceiro, pelo queijo bem derretido (hummmmmmm, diria a Ana Maria Braga), e, por último, pela excelente maionese, temperada com bastante salsinha e bem cremosa. Juntos, esses ingredientes são dignos da última frase de um dos maiores filmes de todos os tempos, Casablanca. "É, acho que esse é o início de uma bela amizade". 

Nota: 4,25 fatias de bacon

PS: A título de curiosidade, pedi ao fim da noite um petit-gateau (R$ 14,60). Bem bom, embora o bolinho tenha vindo com muita calda e pouca massa. 

Ranking MHC Pergunte ao Pop:

1 - X-Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (4,8)
3 - X-Maionese, Milk & Mellow - Itaim (4,25)
4 - X-Bacon Maionese, Lanchonete D'Sampa - Brooklyn (4) 

8 de nov. de 2012

Melhor Hambúrguer da Cidade: Finnegan's Pub

É triste não ter condições para realizar algum feito marcante. Mas é mais triste ainda perceber todo um potencial para o sucesso desperdiçado de maneira quase displicente. Esse é o sentimento que fica depois que se acaba de comer o X-Maionese (ou, como reza o cardápio da casa, Finniburguer Salada) do Finnegan's Pub. Situado na esquina da rua Cristiano Viana com a rua Artur de Azevedo, no coração do bairro de Pinheiros, em São Paulo, o bar pode muito bem agradar a seus visitantes com suas cervejas - mas ainda está longe do sucesso quando o assunto é hambúrguer. 

Fui ao Finnegan's pelo segundo ano consecutivo para comemorar o aniversário da querida Victória Cirino - ou, por uma coincidência de datas, celebrar o Dia dos Sacis, das Bruxas e o Halloween. Inspirada diretamente pela cultura irlandesa, a casa conta com uma decoração inusitada.

Junto a pôsteres de James Joyce e bandeiras da terra de Bono, podem ser vistos cartazes de Marilyn Monroe jogando cartas com James Dean e Humphrey Bogart (?) e imagens dos Beatles (super irlandeses). Para completar, um trio acústico tocava clássicos do rock como "So Far Away", do Dire Straits, e "Tears in Heaven", do Clapton. Risos. 

Custando a bagatela de R$ 26,80, o Finniburguer Salada é uma porçãozona que compreende uma salada de alface e tomate, batatas fritas e um X-Maionese. Salada é aquela coisa de sempre: tu come pra depois falar pra mãe (ou pra namorada/mulher, dependendo do seu estado civil) e ganhar uma ~estrelinha~. A batata frita, por sua vez, era bem boa - e vinha em largas quantidades, sendo um ponto alto do prato. 

Já o hambúrguer do Finnegan's me lembrou muito os dias de hoje do Santos Futebol Clube, que depende até suas últimas forças da garra de Neymar - e sem ele, é quase um completo desperdício. No caso do X-Maionese, o equivalente de Neymar é a carne, que vem em um pedaço alto, naquele ponto bacana entre o tostado e o ao ponto. Poucas são as hamburguerias que têm na carne seu ponto alto da mesma maneira que o Finnegan's (assim como Neymar não é o tipo de jogador que se vê em qualquer esquina). Mas o resto é uma tragédia: o queijo, assim como a defesa do Santos, é inexistente; e a criação de jogadas sem o craque-porco-espinho é infrutífera como a maionese azeda e escassa do lanche. Uma pena - mas mesmo assim, vale torcer para ver se a diretoria do Finnegan's F.C. traz reforços para próximas temporadas.

Nota: 2 fatias de bacon

Ranking MHC Pergunte ao Pop:

1 - X-Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (4,8)

29 de out. de 2012

Melhor Hambúrguer da Cidade: Toninho & Freitas

Depois que você se apaixona, é difícil voltar à vida de uma maneira normal. Com os hambúrgueres, também é um pouco assim - mas não se pode desistir, não é mesmo? Foi mais ou menos assim que eu fui ao Toninho & Freitas acompanhado do Vinícius Battistini logo após o grande show do Robert Plant em São Paulo. Já havia ido uma vez ao lugar antes, com o Vini e o André Bina, na hora do almoço, mas devo dizer que é melhor visitar a casa à noite, quando sua chapa está mais suja e há menos muvuca , uma vez que durante o dia ela é habitada por muitos estudantes e funcionários do Hospital das Clínicas comendo enormes PFs. 

Autointitulada "o rei dos Beirutes", a casa fica na Av. Dr. Arnaldo, próxima ao metrô Clínicas, e vizinha ao Burdog. Chegando lá após flutuar com o ex-vocalista do Led Zeppelin, pedimos uma porção de batata frita (R$ 17,00) e um X-Maionese (R$ 18,00), acompanhados de uma Coca-Cola.

A batata chegou à mesa bastante quente, mas via-se claramente que ela não era feita pela própria casa (e sim retiradas direto de um pacote congelado de McCain ou similares). Um pouco queimadas além do normal, a porção era grande, mas vinha em pedaços pequenos, como se tivessem sido desmanchados na fritura. Resumindo: não eram ruins, mas o preço caro e os acompanhamentos (a fraca maionese à parte (R$ 2,00) e o adocicado catchup Hemmer) a tornam um ponto baixo do cardápio. 

O X-Maionese, por sua vez, surpreendeu. Primeiro porque, à primeira vista, parece pequeno, mas é um monstro de bastante pegada. Tá, eu explico: é um lanche grande, que merece ser degustado com calma, com destaque para o queijo, entre o derretido e o bem tostado. A carne também é um ponto alto, com um gosto marcante e um hambúrguer de tamanho admirável.

A maionese, no entanto, é o calcanhar de Aquiles do Toninho & Freitas - e o que faz o lanche não ganhar ainda mais posições nessa lista honrosa. Não é que ela seja ruim: assim como a do irmão gêmeo Burdog, ela é espaçosa. Tem muito volume, pouco sabor, e uma consistência oleosa. É como aquela garota que você olha e fala: pode ser ótima, mas não é para mim. Depois que você se apaixona e tenta voltar à vida normal, eventualmente acontece isso - a diferença é que, no caso dos hambúrgueres, é mais fácil você reconquistar o brilho nos olhos ou começar de novo.  

Nota: 3 fatias de bacon

17 de out. de 2012

Melhor Hambúrguer da Cidade: Hamburgueria do Sujinho


Ao longo desses últimos meses comendo hambúrgueres e contando para vocês o que achei deles, posso dizer que aprendi algumas coisas sobre a vida. Uma delas é: você pode passar semanas a fio tentando encontrar aquele lanche especial que te fará sorrir por dias e dias e não conseguir., Mas, quando você menos esperar, esse sanduíche pode aparecer na sua frente como uma "promessa de felicidade", como diria Stendhal (citado aqui via Alain de Botton, em A Arquitetura da Felicidade). 

Exageros e metáforas à parte, foi mais ou menos isso o que aconteceu comigo no último sábado, quando o Marcelo Costa convidou a mim e às queridas Cristal Muniz e Polly Sjobon pra irmos à Hamburgueria do Sujinho (que é muito limpinha, por sinal), na rua da Consolação, após o bom show do Wado na Funarte. Antes de falarmos do lanche, dois avisos: fui recebido com um "Pode ser Pepsi" ao pedir uma Coca-Cola; e a casa não aceita cartões de crédito, então vá até lá munido de papel-moeda, aquela coisa colorida que parece quase antiquada nos dias de hoje. (ironic mode off). 

Enquanto esperávamos a chegada do Tiago Agostini, pedimos uma porção de batatas fritas tradicionais (R$ 15,00), que vieram acompanhadas de maionese e molho rosé. 

Apesar de muito bem servidas, as batatas acabaram rápido por três motivos básicos: a) logo de cara, dava para perceber que elas eram feitas pela própria casa, e não simplesmente retiradas do congelador direto pro óleo quente; b) pela excelente maionese (falo mais dela daqui a pouco); c) pela fome absurda que estávamos. O molho rosé, entretanto, é bem dispensável (tanto que, assim que o Agostini chegou, pedimos outra porção de fritas acompanhada apenas de dois potinhos de maionese). 

Assim como o The Fifties, a Lanchonete D'Sampa e o Frevinho, a Hamburgueria do Sujinho é uma daquelas casas que tem alguns lanches já montados pelo próprio estabelecimento, mas na qual vale mais a pena você escolher os ingredientes que quer no seu próprio sanduíche. Optei por um X-Maionese, com hambúrguer júnior (90g de carne) no lugar de um clássico (160g), que saiu por cerca de uns 12 reais. Como eu venho pregando há algum tempo nesta coluna, em matéria de hambúrgueres, menos é mais. 

E no caso da Hamburgueria do Sujinho, MUITO MAIS. Senhores, devo-lhes dizer que o mundo é bom e a felicidade até pode existir depois desse X-Maionese, que parece pequeno mas satisfaz. A maionese, embora seja pouca no lanche, é temperada com bastante salsinha e está naquele ponto exato de deixar a gente com água na boca (como a do Hamburguinho, lanche do qual quero falar o mais rápido possível aqui). O pão vem bem tostadinho, e o queijo, derretido na medida. Mas o ponto alto mesmo do lanche é a carne. Pedida ao ponto, ela chegou da chapa tostada por fora e vermelhinha por dentro. E foi paixão (correspondida) à primeira mordida. Pelo preço, pela maionese e pelo amor, soem as trombetas: temos um novo campeão. 

Nota: 4,8 fatias de bacon

1 - X-Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (4,8)

11 de set. de 2012

Melhor Hambúrguer da Cidade: Frevo


Meio escondido, quase na esquina da rua Augusta com a Luís Coelho, o Frevo (chamado por seus habitués de "Frevinho") é o que se pode chamar de uma relíquia paulistana. Isso graças a duas coisas: a decoração, que poderia ser vintage, mas é antiga mesmo, e os beirutes da casa, que agradam os animais fantásticos (brincadeirinha, viu, gente) que habitam a rua Augusta. Mas calma, caro leitor: o repórter aqui não ficou louco, e essa seção do blog continua procurando o melhor hambúrguer da cidade, dessa vez seguindo a pista dada pelo mestre Wagner Souza e Silva (que me deu ótimas aulas de Fotojornalismo e deve sentir vergonha das fotos dos hambúrgueres tiradas aqui). 

Acompanhado da Camila Leal em uma tarde de domingo tranquila e calorenta em São Paulo, pedi de saída uma porção de batatas fritas (R$8,50), que apesar de meio toscas na execução (leia-se: um pouquinho de óleo e crocância a mais que o desejável), eram bem boas. A maionese da casa, porém, cobrada à parte, fica devendo bastante, sendo muito mais uma graxa do que um diferencial no sabor. 

Já o lanche que eu pedi, um X-Maionese com cebola frita, me lembrou muito o time do Corinthians que ganhou a Libertadores de 2012 - e não digo isso porque o sanduíche do Frevinho conseguiu algo que parecia impossível, mas sim porque ele celebra a força do conjunto. 

Assim como era difícil apontar um jogador incrível do time de Tite, é difícil apontar o ingrediente que se sobressai no X-Maionese Cebola Frita. O pão é OK, a carne não é nada demais (e veio um pouquinho tostada demais por fora), e a maionese, como já dito, não faz grande diferença. Entretanto, quando esses ingredientes se juntam, eles são capazes de superar o lanche com o bacon-Neymar, ou aquela maionese-Riquelme incrível. 

Vale ainda dizer duas coisas sobre o X-Maionese Cebola Frita: a primeira é que dá para sentir que é um lanche que pode render mais - especialmente se a carne viesse um pouco menos tostada. A outra é que é um lanche barato (para os padrões do MHC, não para o meu salário de estagiário), que pesa menos na folha de sal..., no bolso do leitor. Entretanto, uma advertência: a cebola, apesar de bem boa, se ligou ao queijo e à maionese que nem o pentelho do Jorge Henrique, tornando bem difícil a tarefa de comer o lanche sem sujar muito os dedos. 

Pra encerrar a partida, eu e a Camila ainda dividimos um sorvete, apelidado carinhosamente de Capricho (R$9,70): uma bola de sorvete, calda quente e farofa doce de castanha. É bom, é bem bom, mas é meio anos 80: tem farofa até dizer chega. 

Nota: 3,5 fatias de bacon 

Ranking MHC Pergunte ao Pop (work in progress):

1 - Bombom Black, Lanchonete da Cidade - Itaim (4,5) 
2 - X-Bacon Maionese, Lanchonete D'Sampa - Brooklyn (4) 
3 - X-Bacon Maionese, Rock & Burger - Galeria do Rock (3,5) 
3 - X-Maionese Cebola Frita, Frevo - Augusta (3,5)
5 - X-Bacon Maionese, The Fifties - Itaim (3) 
6 - Barbecue Burger, America - São Caetano (2,5) 
6 - Maracanã Burguer, Cervejaria Nacional - Pinheiros (2,5) 
8 - Gran Burger BBQ, General Prime Burger - Itaim (2) 
9 - #1, The Rockets - Jardim Paulista (1,5)