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8 de ago. de 2013

No S&Y: Wado e o "Vazio Tropical"


Ao lançar seu sétimo disco, o melancólico Vazio Tropical, o cantor Wado vive uma situação curiosa: não se pode negar que ele seja um veterano, com mais de uma década de serviços bem prestados à música brasileira, mas, com a ajuda de Marcelo Camelo e Cícero, vê seu público se renovar. "Já sou grisalho, sabe? (risos). Mesmo assim, há lugares aonde vou nos quais sou tratado como promessa. Isso me dá uma longevidade, é legal", brinca o músico, em entrevista ao Scream & Yell.

No papo, além de contar mais sobre a produção do disco e as parcerias com MoMo e os já citados Marcelo Camelo e Cícero, Wado fala sobre a opção de gravar discos com o apoio de editais e sobre a situação dos compositores anos-00 em relação à exposição midiática: ""Eu posso ser só músico, mas eu só quero ser só músico se eu puder viver bem. Faço parte de uma geração que está muda. Eu me posiciono, faço músicas políticas, mas não tenho reverberação. Somos uma geração de compositores massacrada pelas circunstâncias de melhora do Brasil. Há prosperidade, mas há um desajuste: temos uma qualidade fantástica, e em número maior que as anteriores, mas isso não se reverte em número, não chega ao rádio". 

A íntegra do papo você confere no Scream & Yell, mais uma vez, com fotos da Liliane Callegari, do show de lançamento do disco no SESC Pompeia, no último dia 18. 

25 de jul. de 2012

Catadão de Entrevistas

Falei pouco do meu trabalho por aqui até hoje. Depois de um tempo falando de ciência e pesquisas acadêmicas na Agência USP de Notícias, comecei a trabalhar no iG Jovem em março - e tô lá desde então, dividindo minha atenção entre esportes radicais, Justin Bieber e pautas de comportamento como "como é o beijo ideal para eles e para elas".

De vez em quando, rolam umas entrevistas de música bem legais - aproveito o buraco de textos novos (várias ideias saindo do forno) para fazer um selecionado de algumas das minhas entrevistas favoritas com cantores e bandas brasileiros nos últimos tempos. (Se alguém tiver alguma sugestão bacana de entrevista, sinta-se à vontade) Espero que vocês gostem.







14 de jul. de 2011

Bidê ou Balde, Cícero

Bidê ou Balde - Adeus, Segunda-Feira Triste

Senhores, a Bidê ou Balde está de volta. Em Adeus, Segunda-Feira Triste - título inspirado na obra de Kurt Vonnegut -, a banda gaúcha traz à tona com força total a ternura e a cafajestagem que permearam os dois primeiros discos da banda. É o que dá pra sentir na sacana "Madonna", que lista em seu refrão os célebres amantes da cantora americana, ou na fofa "(Não Existe Lugar) Mais Longe Que o Japão". "Me Deixa Desafinar", por sua vez, é mais uma das canções irresistíveis e metalinguísticas que a Bidê faz. Ao final, ainda sobra espaço para a mensagem de "Tudo é Preza": nela, apaixonadamente, Carlinhos Carneiro canta que quer "que as canções modernas sejam sempre cheias das palavras certas". Em tempo: além de tudo isso, a banda ainda tem feitos shows históricos por onde tem passado, levando quem os assiste de volta para 2002, 2003. Imperdível.

Cícero - Canções de Apartamento

Primeiro disco solo de Cícero, vocalista da finada banda carioca Alice, Canções de Apartamento passeia por um universo lírico e delicado, que ficou perdido em algum lugar da vida contemporânea. É um convite a adentrar o mundo solitário de um apartamento de 25m², com direito a certas imperfeições que só um som ambiente pode dar, como ele explica no release que acompanha o álbum. Musicalmente, Cícero trafega entre o folk, o rock e a MPB, lembrando ao msmo tempo Caetano Veloso - citado na idílica "Vagalumes Cegos" ("vamos ver um filme/ter dois filhos/Ir ao parque/discutir Caetano/planejar bobagens") - Wilco, Beirut e o Los Hermanos dos últimos discos. As letras do disco acompanham a tônica das melodias, versando sobre relacionamentos ("Açúcar ou Adoçante?"), solidão ("João e o Pé de Feijão") e planos para o futuro. Vale a pena ainda prestar atenção nas referências a Tom Jobim ("Pelo Interfone") e Braguinha ("Laiá laiá").