Mostrando postagens com marcador europa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador europa. Mostrar todas as postagens

13 de mai. de 2014

Cinco Fotos: Porto

Segunda maior cidade de Portugal, e um centro urbano à parte de Lisboa, o Porto é um lugar que mora no meu coração. Passei uma semana por lá no ano passado, entre a cobertura do Optimus Primavera Sound para o Scream & Yell e o puro turismo, com visitas à Fundação Serralves, à praia de Matosinhos e uma meia dúzia de rolês no Cais da Ribeira, na Avenida dos Aliados e em Vila Nova de Gaia. Uma cidade um tanto mais tranquila e amistosa que a capital portuguesa, o Porto é ainda a casa do melhor time lusitano, o FC Porto (e cá fala um filho do dragão) e dono de um dos pratos mais grotescamente ogros e maravilhosos que este escritor já teve notícia, a francesinha. 

Respire fundo: pão, depois salsicha, linguiça, um bife inteiro, presunto, outro pão, queijo derretido e um ovo frito por cima, coberto por molho à base de tomate e cerveja, acompanhada de batatas fritas. Fiquei uns dois dias sem comer direito depois de traçar uma dessas... mas o estômago sorri até hoje. Há quem diga que o nome francesinha venha da época de Napoleão, enquanto outros afirmam que é porque o prato é uma versão turbinada do croque monsieur. Seja como for... bom apetite. E boas fotos ;)

Jornada nas Estrelas

28 de abr. de 2014

Cinco Fotos: Sagres

Um Bar no Fim do Mundo
Além de ser o nome de uma "escola" e de uma das duas grandes marcas de cerveja de Portugal, Sagres também é uma vila no extremo sul lusitano, conhecida por ser a última cidade antes do que foi conhecido por mais de um milênio como "o fim do mundo" e hoje é tido apenas como o ponto mais a sudoeste da Europa. Estive lá há exato um ano com a Carla Nascimento e o Ricardo Bomfim, em uma das viagens mais incríveis que já fiz: em um sábado à tarde, andamos por sete quilômetros por uma estrada que nada tinha apenas além de incríveis vistas para o mar, como se estivéssemos em um filme iraniano de baixo orçamento. 

Tudo para chegar à ponta do continente, o Cabo de São Vicente, tentando ficar mais perto e matar a saudade daqueles que estavam em Além-Mar. Na ida, fomos a pé (era isso ou ir de táxi, mas não tinha táxi), mas na volta pegamos carona com um casal de velhinhos alemães que mal falavam inglês - e pra completar tomamos uma Sagres em Sagres, num clichê inception besta. Ir até a vila é um trampo: primeiro, precisa-se ir até Lagos, e de lá, pegar um ônibus para Sagres, que demora mais ou menos uma hora, tem poucos horários e volta cedo. Mas tá entre os lugares mais incríveis que eu já fui, e não tem mês que não dá vontade de largar tudo e ir pra lá de novo.


30 de mar. de 2014

Cinco Fotos: Gaudí

Um ano exato que eu estive em Barcelona, uma das cidades mais apaixonantes da Europa. Em uma espécie de anti-auto-celebração, a Cinco Fotos dessa semana faz um recorte da capital da Catalunha com quatro momentos de Gaudí e uma imagem pra pensar na vida enquanto não tem mais Kiosko nem pan con tomate na vida. Se você é uma pessoa esperta e vai a Barcelona em breve (ou pretende), aqui ficam minhas dicas

Vigia

23 de mar. de 2014

Cinco Fotos: Atenas Antiga

Completando o post da semana passada sobre Atenas (uma cidade muito sensacional para ficar restrita a apenas um 5fotos), mais imagens (desta vez selecionadas em ambientes ~milenares~ da capital grega). Já falei dela várias vezes aqui no blog - incluindo um roteirinho com dicas bem legais sobre a cidade, que você pode ler aqui. A primeira imagem deste texto não é nem um pouco nova aqui no blog, mas continua sendo uma das minhas fotos favoritas da vida toda.

El Camino

16 de mar. de 2014

Cinco Fotos: Atenas Moderna

Atenas é, de longe, uma das cidades mais legais que existem. Tem história, tem comida boa, um povo maluco que não fala inglês direito, mas quer muito te ajudar, e sol, muito sol. Já falei dela várias vezes aqui no blog - incluindo um roteirinho com dicas bem legais sobre a cidade, que você pode ler aqui. É uma cidade tão daora que provavelmente deve ter outra parte do 5 fotos. Vamos acompanhar. 

Nove Meses

23 de jun. de 2013

Laranja Mecânica: Amsterdã, Moinhos e Utrecht

Por favor, ignore a pretensão deste começo de texto e siga em frente: no futuro, se todos os documentos terrestres se perderem e só sobrar este blog, os intelectuais da época irão acreditar que toda a experiência humana se baseia apenas - e tão somente - em expectativas. Não é uma ideia de todo errada: já perdi a conta de quantas vezes escrevi um texto sobre surpresas ou decepções a partir de baixas ou altas esperanças, respectivamente. É bem comum, meu caro leitor. Mas o que dizer quando você não espera lá muita coisa de um lugar e, mesmo assim, ele consegue te deixar com um muxoxo na cabeça? Essa foi a Holanda pra mim. 

Não que não tenha sido por falta de tentativa - especialmente do querido Gijs, que recebeu a mim e a Lelê em sua casa em Benschop e nos ofereceu um apartamento em Utrecht por dois dias. Mais que isso: Gijs nos buscou e nos levou no aeroporto, nos levou para conhecer um parque cheio de moinhos e mostrou um lado dos Países Baixos que pouca gente (pelo menos no estilo de viagens que este escritor está realizando) vai atrás. (In case you're reading this, Gijs, my sincere thanks to you, man!)

3 de mai. de 2013

Ó Pá: Algarve (Sagres e Lagos)

Nada de terra à vista!
Se a primeira parte da viagem ao Algarve já tinha me deixado um bocado empolgado com as praias de Portugal, o que veio a seguir com certeza transformou a região em um dos meus lugares favoritos no mundo. Tudo culpa de uma cidadezinha minúscula chamada Sagres e o "fim do mundo".

27 de abr. de 2013

Ó, Pá: Algarve (Faro e Portimão)

"Enquanto ali estávamos
Fazendo um perfeito e absoluto nada
(...)
Nós, os da costa
Éramos habitantes
Não de um continente
Mas sim de um oceano"
(Wado e Mia Couto, "Estrada")

Como bom brasileiro que eu sou, sempre desconfiei de gente que tem sangue tupiniquim correndo nas veias e passa hora falando sobre praias e mais praias no exterior. Não importa em que lugar do país você esteja (até mesmo em Minas Gerais, que além de bar também tem o mar do Espírito Santo), você sempre vai estar perto de pelo menos uma meia dúzia de lugares de costa lindíssimos, de maneira que eu nunca vi muito sentido em gastar uma boa quantidade de dinheiros pra vestir uma sunga e sair da água falando "please mister, give me a coke" pra tirar o sal da boca. 

Em compensação, há algo em mim que sempre me pede para ir ouvir o barulho das ondas. Já cheguei a cancelar rolês, shows e churrascos só pra passar ume meia dúzia de horas dentro do carro, pegar um jacaré e voltar com o corpo todo salgado pra casa (ainda estou na função de sair de uma balada e ir para a praia, entretanto). Morando em Lisboa, um pouco dessa sensação estava sendo compensada pelo Tejo, mas o Tejo não é o mar que se encosta na minha aldeia, e uma hora eu fatalmente ia precisar ir rumo ao litoral (aquela molhadinha de pés no Mediterrâneo em Barcelona não conta). E foi esse o meu destino nesse feriado português de 25 de Abril (quando, em 1974, aconteceu a Revolução dos Cravos): o Algarve, no sul do país, conhecido pelos turistas europeus como um dos hot spots para o verão. 

18 de abr. de 2013

Ó, Pá: Seixas da Beira

Uma interrupção na nossa programação normal para um texto extremamente pessoal - já avisando desde o início pra ninguém reclamar. Sigam-me os bons (ou não).

Foi há coisa de um ano atrás que eu decidi vir fazer intercâmbio em Portugal. A escolha tinha lá suas razões mais lógicas e racionais, afinal, é um país barato, com clima mais amigável que o da maioria dos países europeus, com uma língua que se parece o português-brasileiro (sério, são dois idiomas diferentíssimos) e cujas instituições foram base para a sociedade brasileira. Mas também tinha lá seu lado emocional, afinal, é da terrinha que veio toda a minha família. Três dos meus quatro avôs são portugueses, e a avó que é brasileira é filha de portugueses. (Sim, meus dois avós eram padeiros, mas só um deles se chamava Manuel, e o outro não é o Joaquim).