
"I had seventeen dollars in my wallet. Seventeen dollars and the fear of writing. I sat erect before the typewriter and blew on my fingers. I started to write and I wrote." (John Fante)
28 de abr. de 2011
Um Farol de Sinceridade

24 de abr. de 2011
Art Brut, Marcelo Camelo

Às vezes, certas bandas precisam de maturidade. Outras sofrem problemas quando evoluem musicalmente um pouco que seja. A banda de Eddie Argos e cia. é um exemplo típico do segundo caso. A estréia, Bang Bang Rock'n Roll, contava com deliciosas e urgentes faixas como "Moving to LA", "Formed a Band" e "My Little Brother" - petardos que dificilmente passavam dos três minutos. Aqui, entretanto, fica de lado a porradaria sonora pra faixas mais trabalhadas musicalmente - o que, para o Art Brut, significa tédio. A ironia de Argos ainda continua afiada, com boas frases aqui e ali, mas ao final de suas dez longas faixas, a sensação que fica é de tempo perdido.

Talvez um problema que muitos artistas sofram ultimamente é com a fusão de gêneros - e a consequente rotulação por que passam. Poucos casos são mais emblemáticos que o de Marcelo Camelo. Ele - e sua antiga banda - transita por aquele espaço entre o rock e a música brasileira "tradicional", sem definir de fato em qual oceano navega. Entretanto, é possível perceber que desde Los Hermanos, o disco de 99, até o recente Toque Dela, seu trabalho vem sendo "acustificado" e "MPBizado". Isso se percebe tanto nos arranjos das músicas - poucos deles tem a pegada roqueira de outrota, e muitos nem utilizam guitarras - quanto em algumas referências - "Pretinha" é clara menção aos Novos Baianos, "Despedida" remete à clássica "Marinheiro Só", de Caetano Veloso. É um bonito disco - mas pra quem não quer simplesmente uma memória dos tempos dos hermanos. O destaque fica para "Três Dias", parceria entre Camelo e o quadrinista André Dahmer, e sua bonita atmosfera: "Se tiver insônia, sonha/se faltar a paz/Minas Gerais".
19 de abr. de 2011
De volta a 1986, a bordo do DeLorean

14 de abr. de 2011
Dois Pesos, Duas Medidas
Mais um texto da série "do fundo do baú": pra quem ainda não percebeu, tratam-se de textos que escrevi antigamente e ficaram espalhados por outros projetos e sites - como o Pop To The People e o Cinéfilos. A menção ao Teenage Fanclub hoje se faz interessante pelos boatos de que os escoceses virão ao Brasil para dois shows em maio. O texto a seguir foi publicado no Pop To The People, em maio de 2010. Boa leitura!
Uma das minhas expressões preferidas a respeito de injustiças do mundo não diz respeito à fome na África, nem às guerras do Oriente Médio, muito menos à má distribuição de renda ao redor do globo, mas sim a uma banda escocesa: "Se o mundo fosse justo, Teenage Fanclub tocaria no rádio de cinco em cinco minutos”. Você, leitor, entenderia o que eu digo se escutasse Grand Prix, disco que faz 15 anos em 2010 e é um perfeito exemplar do equilíbrio que a banda consegue estabelecer entre limpeza e distorção (clique para ver o clipe de “Sparky’s Dream”) em sua sonoridade. Tal aniversário é um dos motivos da existência desse texto. O outro, antes que você me pergunte, é o lançamento de Shadows, álbum mais recente do conjunto - e que, infelizmente, não faz jus nem à frase nem à idéia de equilíbrio acima citados.
10 de abr. de 2011
A Vida Até Parece Uma Festa

7 de abr. de 2011
The Vaccines, James Blake

O título, irônico e talvez autodepreciativo, deixa entrever o hype (sabe se lá de onde surgido) que envolveu o lançamento deste What Did You Expect From the Vaccines?. Em um disco rápido, a banda inglesa, se não faz bonito, também não chega a decepcionar. Mostram-se influências de Strokes e Libertines aqui ("A Lack of Understanding", "Wreckin' Bar (Ra Ra Ra)", "Post Break Up Sex"), embaladas em uma atmosfera lo-fi, sujinha, querendo brincar com a clássica referência do Jesus & Mary Chain. O melhor momento do álbum fica por conta da chupação de "I Should Have Known Better" (ou de sua versão brasileira "Menina Linda") no refrão de "Blow It Up". Rock rápido e esquecível, à moda dos anos 00 e de 90% dos hypes feitos por aí.
Ao escutar pelas primeiras vezes o disco de estreia do inglês James Blake, a sensação que fica é de que os "blips" e "blops" que o cantor utiliza em suas músicas servem apenas para tornar a audição irritante. Entretanto, passada uma primeira fase de acostumar-se com os elementos eletrônicos, nuances cada vez mais interessantes do trabalho de Blake se mostram. É de se destacar a sua bela voz (que se assemelha, por exemplo, à do cantor andrógino Antony), a boa aplicação do Auto Tune em algumas faixas e o clima romântico-soturno-sentimental-confessional que ele entrega a petardos como "Unluck", "Limit to Your Love" (cover da cantora canadense Feist) e a belíssima "Wilhelm's Scream". Discão, especialmente pra quem não gosta de eletrônica, como este que vos escreve, começar a gostar.
2 de abr. de 2011
Geração X ou Geração Y?

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