11 de set de 2012

Melhor Hambúrguer da Cidade: Frevo


Meio escondido, quase na esquina da rua Augusta com a Luís Coelho, o Frevo (chamado por seus habitués de "Frevinho") é o que se pode chamar de uma relíquia paulistana. Isso graças a duas coisas: a decoração, que poderia ser vintage, mas é antiga mesmo, e os beirutes da casa, que agradam os animais fantásticos (brincadeirinha, viu, gente) que habitam a rua Augusta. Mas calma, caro leitor: o repórter aqui não ficou louco, e essa seção do blog continua procurando o melhor hambúrguer da cidade, dessa vez seguindo a pista dada pelo mestre Wagner Souza e Silva (que me deu ótimas aulas de Fotojornalismo e deve sentir vergonha das fotos dos hambúrgueres tiradas aqui). 

Acompanhado da Camila Leal em uma tarde de domingo tranquila e calorenta em São Paulo, pedi de saída uma porção de batatas fritas (R$8,50), que apesar de meio toscas na execução (leia-se: um pouquinho de óleo e crocância a mais que o desejável), eram bem boas. A maionese da casa, porém, cobrada à parte, fica devendo bastante, sendo muito mais uma graxa do que um diferencial no sabor. 

Já o lanche que eu pedi, um X-Maionese com cebola frita, me lembrou muito o time do Corinthians que ganhou a Libertadores de 2012 - e não digo isso porque o sanduíche do Frevinho conseguiu algo que parecia impossível, mas sim porque ele celebra a força do conjunto. 

Assim como era difícil apontar um jogador incrível do time de Tite, é difícil apontar o ingrediente que se sobressai no X-Maionese Cebola Frita. O pão é OK, a carne não é nada demais (e veio um pouquinho tostada demais por fora), e a maionese, como já dito, não faz grande diferença. Entretanto, quando esses ingredientes se juntam, eles são capazes de superar o lanche com o bacon-Neymar, ou aquela maionese-Riquelme incrível. 

Vale ainda dizer duas coisas sobre o X-Maionese Cebola Frita: a primeira é que dá para sentir que é um lanche que pode render mais - especialmente se a carne viesse um pouco menos tostada. A outra é que é um lanche barato (para os padrões do MHC, não para o meu salário de estagiário), que pesa menos na folha de sal..., no bolso do leitor. Entretanto, uma advertência: a cebola, apesar de bem boa, se ligou ao queijo e à maionese que nem o pentelho do Jorge Henrique, tornando bem difícil a tarefa de comer o lanche sem sujar muito os dedos. 

Pra encerrar a partida, eu e a Camila ainda dividimos um sorvete, apelidado carinhosamente de Capricho (R$9,70): uma bola de sorvete, calda quente e farofa doce de castanha. É bom, é bem bom, mas é meio anos 80: tem farofa até dizer chega. 

Nota: 3,5 fatias de bacon 

Ranking MHC Pergunte ao Pop (work in progress):

1 - Bombom Black, Lanchonete da Cidade - Itaim (4,5) 
2 - X-Bacon Maionese, Lanchonete D'Sampa - Brooklyn (4) 
3 - X-Bacon Maionese, Rock & Burger - Galeria do Rock (3,5) 
3 - X-Maionese Cebola Frita, Frevo - Augusta (3,5)
5 - X-Bacon Maionese, The Fifties - Itaim (3) 
6 - Barbecue Burger, America - São Caetano (2,5) 
6 - Maracanã Burguer, Cervejaria Nacional - Pinheiros (2,5) 
8 - Gran Burger BBQ, General Prime Burger - Itaim (2) 
9 - #1, The Rockets - Jardim Paulista (1,5)

2 comentários:

  1. O Frevinho é um dos meus lugares prediletos na cidade (em especial o da Oscar Freire, que é ainda mais vintage e charmoso, com um longo balcão perfeito para lamúrias na madrugada). Mas o hamburguer de lá nunca experimentei, visto que sou um dos animais apaixonados pelo Beirute que a casa serve. Pelo menos uma vez por semana passo na casa para mandar um tradicional (que já alerto, causa vício). O chopp freviano, charmosamente denominado Rabo de Peixe, também é outra coisa de louco, um dos melhores que já tomei. Esse é um dos locais que fazem essa cidade valer a pena, no meu ponto de vista.
    Abs

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  2. Frevo é o nome da matriz, na Oscar Freire e Frevinho é o nome da loja da Rua Augusta, próxima à Av. Paulista. Em ambas, a mesma qualidade.

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