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26 de jun. de 2015

Melhor Hambúrguer da Cidade: Lanchonete da Cidade

Em qualquer discussão sobre hambúrgueres paulistanos que se preze, é difícil passar incólume pela Lanchonete da Cidade. Criada em 2004 (e hoje transformada em franquia com diversas filiais pela capital paulista), a hamburgueria da Cia. Tradicional de Comércio (dona de bares como o Astor e o Pirajá) pode ser considerada uma das precursoras da onda que transformou a junção de pão, carne e queijo em algo além de uma comida rápida para o paulistano. O que é, ao mesmo tempo, algo bom e ruim -- o respeito ao passado e a escolha por bons ingredientes contam a favor da casa, mas tudo tem seu preço. 

9 de jun. de 2015

Melhor Hambúrguer da Cidade: Brewdog Bar

"We found love in a hopless place" pode ser apenas um refrão bacana da Rihanna cantado por muita gente em baladas por aí de forma errada, mas também foi a primeira coisa que eu pensei ao experimentar o hambúrguer do bar da Brewdog, em São Paulo, na última semana. É aquela coisa: depois de muitas experiências erradas no que diz respeito a hambúrgueres em bares transados, achei que não ia dar certo dessa vez - mas deu. E muito. Mas vamos com calma. 

Aberto no começo de 2014 em São Paulo, o bar da Brewdog (também chamado de... Brewdog Bar) traz para a capital paulista o ideal de "cerveja artesanal para pessoas comuns" tão celebrado pela cervejaria escocesa, dona de alguns dos mais provocantes rótulos de cerveja lançados nos últimos anos. É o caso da Punk IPA e da Hardcore IPA, duas das cervejas que experimentei em versão "de barril" quando estive lá no último domingo (7), para comemorar meu aniversário de namoro (óun) de 1 ano e 2 meses. E confesso que fui mais atraído pelas boas cervejas do que pelos eventuais petiscos que o bar - localizado em Pinheiros, do lado Instituto Tomie Othake - demonstrava ter. 

12 de fev. de 2015

Melhor Hambúrguer da Cidade: McDonald's

Não. Este texto não é uma pegadinha. 

Nós estamos mesmo discutindo o McDonald's. 

Primeiro, porque foi com a rede do sêo Ronald que muitos brasileiros aprenderam a comer hambúrguer - apesar de já termos falado de casas que fazem bons lanches desde os anos 1950, foi só com a popularização do fast food (impulsionada pelo Mc) que o hambúrguer virou uma comida mainstream no Brasil. Segundo, porque mesmo sendo uma não-referência (alguém lembra da história da carne de minhoca?), muita gente pensa no McDonald's quando hambúrguer vem à mente (especialmente quando a faixa etária aumenta). Terceiro, porque, a recente onda de lanches gourmet tenta, além de incrementar novos ingredientes à receita básica de pão, carne moída e queijo, transformar o hambúrguer em estado-de-arte, se opondo fortemente à linha fordista do Mc. Enfim: chega de blá-blá-blá teórico e bora pro lanche. 

20 de jan. de 2015

Melhor Hambúrguer da Cidade: Holy Burger

"Burgers, aqui me tens de regresso
E suplicante lhe peço, a minha nova inscrição..."

Galhofas e citações ao grande Nelson Gonçalves à parte, devo dizer que estava com saudade de escrever sobre os melhores hambúrgueres da cidade. Confesso ainda que foi difícil encontrar um lanche que merecesse não só pertencer a essa lista, mas também fosse digno de reiniciar as atividades da coluna. Batalhei, mastiguei, suei para pagar alguns lanches ruins por aí, mas finalmente encontrei um que valesse a pena. Ei-lo: o Holy Burger, recém-inaugurado na rua Doutor Cesário Mota, ali naquela região capciosa que alguns chamam de Baixo Consolação, outros chamam de Santa Cecília, Vila Buarque e há até quem se refira como Baixíssimo Higienópolis. Para começar, um aviso: a casa ainda está começando suas operações, e vivendo um intenso período de hype - isso é, aquele diz-que-me-diz que acontece depois que o Estadão, o Guia da Folha e a Vejinha prestam atenção no lanche. Antonio Prata e os meios intelectuais, meio de esquerda entendem isso muito bem.

9 de jul. de 2014

Melhor Hambúrguer da Cidade: Let's Burger

Yo, Adrian!
Já falei em colunas anteriores que, apesar da onda gourmet, o crescimento do número de hamburguerias por aí tem provocado coisas interessantes em lugares pouco afeitos a comer algo além do "dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles, tudo num pão com gergelim". É o caso de uma cidade como São Caetano, que nunca teve grandes lanchonetes tradicionais pra chamar de suas, e agora recebe casas com propostas interessantes - como a TriBeCa, já citada aqui, e a Let's Burger, totalmente inspirada nos anos 80. Estive lá no último sábado pra comemorar o aniversário de casamento dos meus pais, junto com os dois e a pentelha da minha nem-tão-pequena irmã. 


3 de jun. de 2014

Melhor Hambúrguer da Cidade: Rock'n Roll Burger

Rua que dá nome a um dos primeiros grandes rocks compostos em solo pátrio, a Augusta é talvez o logradouro com maior concentração de hamburguerias ao longo de sua extensão, para não falar nos bares, puteiros e inferninhos que se dedicam ao ~bom e velho rock'n roll~. Dito dessa maneira, parece até natural a existência de uma casa chamada Rock'n Roll Burger no coração do Baixo Augusta, coisa de uns cem metros para baixo do Beco e do antigo Studio SP (hoje, Da Leoni Bar). Há tempos que eu vinha marcando de cravar mais esse lanche na lista do MHC, especialmente depois de saber que o cardápio era cheio de trocadilhos com nomes de artistas, bem como o grande X-Maru, de Joaçaba, que contém lanches como os Ovos Baianos, Kurt Cobacon e David Boi (saiba mais aqui).


8 de mai. de 2014

Melhor Hambúrguer da Cidade: Z-Deli Sanduíches

Uma coisa que muita gente sempre me pergunta quando eu falo sobre hambúrgueres por aí é: "mas e os hambúrgueres gourmet?". Como lidar quando querem enfiar cogumelos, queijos especiais, shitake, foie gras e outros mil quetais no meio de uma coisa tão simples quanto a combinação entre carne moída e amassada, pão e queijo? A princípio — e para um amante da chapa suja como eu —, o conceito gourmet é totalmente descabido em uma comida que nasceu na rua e para sempre vai carregar consigo esse sabor (assim como o "samba é negro demais no coração", já dizia o mestre Vinicius de Moraes). Entretanto, não vale a pena radicalizar. Não antes da primeira mordida, pelo menos. Ainda mais quando se fala de uma grande (o adjetivo vem antes da análise, mas será justificado) casa como o Z-Deli Sanduíches, filial de uma casa de comida judaica que roubou os holofotes de sua matriz. 

3 de abr. de 2014

Melhor Hambúrguer da Cidade: Outback

Se você conhece a rede Outback, deve estar muito bem estranhando o que raios ela está fazendo nessa coluna; afinal, o forte da franquia de restaurantes australianos/americanos (metade dos pratos é à moda da Louisiana, não dá pra ficar só na terra dos Cangurus) é o trio calafrio "costela com molho barbecue" + "fritas com queijo e bacon" + "cebola frita". Certo? Pois bem: mas o Outback também tem hambúrgueres, por incrível que pareça, e durante muito tempo eu os desprezei no cardápio. Mas sabia que uma hora eles deveriam ser experimentados - se um lugar manda bem fazendo costela e batata, deve saber fazer bons hambúrgueres. Fui tirar a prova dos nove essa semana com a Giovanna Favarati (que além de ser uma mina muito daora recém-integrada ao rolê, também é garçonete do Outback Anália Franco, na Zona Leste), no Outback do Shopping Bourbon Pompéia. 


26 de mar. de 2014

Melhor Hambúrguer da Cidade: TriBeCa

Acho que uma das coisas mais legais desde que eu comecei a escrever essa coluna é acompanhar o surgimento de casas bacanas por aí, especialmente em lugares que não tem "lanchonetes de bairro" clássicas para chamar de suas e, até pouco tempo atrás, sempre que queria um hambúrguer tinham de aceitar "alface, queijo, molho especial, cebola picles e um pão com gergelim".

É o caso de São Caetano - onde eu moro, hehe - que, além de X-Saladas de padaria e o McDonald's local, poucos lanches tinha a oferecer. A chegada de um shopping à cidade ajudou nesse sentido - já resenhamos aqui o America's da cidade, e também fomos ao Fifties local, sem escrever sobre ele. Mas é mais interessante ainda quando uma lanchonete de rua aparece e se mostra como uma boa opção para a cidade, capaz de fazer os caetanenses pensarem duas vezes em cruzar a Delamare ou a Via Anchieta para saborear um bom lanche. É o caso da Hamburgueria TriBeCa.

18 de mar. de 2014

Melhor Hambúrguer da Cidade: Nico Hamburgueria

Às vezes, entrar em uma hamburgueria é fazer uma viagem cósmica: no The Rockets (péssimo hambúrguer, ótimo ambiente), a passagem é só de ida para os anos 50; no grande Seu Oswaldo, parece que alguma coisa se perdeu no meio dos anos 70 como um boteco com balcões e banquinhos. Ali mesmo, no Ipiranga, existe outra boa hamburgueria que também propõe um passeio aos seus clientes: a Nico Hamburgueria (na Rua Cisplatina, 31), do mesmo dono da pizzaria Sala Vip, do Bar do Nico e da cantina Nico Pasta & Basta. Toda decorada com brinquedos, relíquias de antiquário e miniaturas, a casa conquista o visitante à primeira vista por seu caráter todo charmoso. Mas charme não é suficiente para encher a barriga, então mãos (haha) à obra. 

12 de mar. de 2014

Melhor Hambúrguer da Cidade: Hambúrgueria 162

A coluna dessa semana é um daqueles casos de texto que deveriam ter sido escritos há muito tempo, mas, sabe se lá porque, ficaram perdidos no espaço. Falamos aqui da Hamburgueria 162, dona de uma das vistas mais charmosas de São Paulo, localizada no segundo andar da esquina da Augusta com a Luís Coelho, um quarteirão para baixo da Paulista (e do metrô, o que é sempre uma coisa boa pra este escritor durango) - além desta, a casa tem uma filial na Augusta por volta do número 500, um ponto estratégico para a larica antes ou depois das baladas ali por perto (como Beco, Da Leoni, Lab Club e Astronete, por exemplo). 

6 de mar. de 2014

Melhor Hambúrguer da Cidade: Vinil Burger

Uma das piores manias de um colunista é começar seu texto com "na minha última coluna, falei sobre...", mas vou ter que adotá-la desta vez. Na minha última coluna, falei sobre o Na Garagem, uma hamburgueria artesanal em Pinheiros cujo mote poderia ser "menos é mais", uma vez que o lugar oferece apenas dois tipos de lanches, batata frita e algumas poucas opções de bebida. Perto dali, outra lanchonete razoavelmente nova adotou uma proposta ainda mais radical: você tem apenas uma opção de lanche, sem acompanhamentos, e com apenas algumas opções de bebidas (refris, sucos orgânicos e cervejas especiais selecionadas pela casa). É o Vinil Burger, que também dá nome à casa, localizada na esquina entre as ruas Padre Carvalho e Vupabussu, em Pinheiros, do lado do famoso boteco Pirajá (e a duas quadras do Empório Alto de Pinheiros, uma grande casa cervejeira de São Paulo, onde eu pude reencontrar as sidras que tanto fizeram minha alegria na Inglaterra e na Irlanda. Mas isso é outra história). 

"Nos outros lugares, você monta o seu lanche. Aqui, você desmonta", me explicou a garçonete assim que eu cheguei. Ou melhor: balconista, porque você pede o lanche no balcão, espera pela sua senha e come no mesmo balcão. Pois bem: por R$ 19,00, o Vinil Burger original é um verdadeiro monstro de recheios: além dos convencionais carne e queijo (dá pra escolher entre prato, cheddar, mussarela ou provolone), o lanche ainda tem salada (alface e tomate), bacon, picles, cebola desidratada e cebola caramelizada.

24 de fev. de 2014

Melhor Hambúrguer da Cidade: Na Garagem

- Oi moça, tudo bem? Me vê o cardápio?
- A gente não tem cardápio. É simples: um lanche com carne, um sem, batata frita e algumas opções de bebida.
- Ah, tá bom. Então um hambúrguer, uma batata e uma Coca.

A cena acima é o meu diálogo inicial com a garçonete do Na Garagem, uma charmosíssima hamburgueria que abriu há coisa de uns cinco meses numa travessinha da Pedroso de Moraes (perto do Metrô Faria Lima, em Pinheiros, o que é uma mão na roda para hamburgófilos famintos e sem carro). Poderia ser apenas mais um diálogo qualquer, mas ele mostra uma filosofia interessante que começa a surgir em São Paulo (e que deve ser conferida em breve mais de perto por essa coluna): oferecer menos opções e apostar em uma infraestrutura pequena (na última foto deste post, é possível ver que cabem umas 10 pessoas no local) pode ser uma boa resposta para os preços cada vez mais altos de uma grande cidade sem deixar bons sabores de lado.

21 de out. de 2013

Melhor Hambúrguer da Cidade: Paulista Burger

A coluna de hoje começa com uma confissão: depois que voltei de Portugal, perdi um pouco o tesão de continuar a busca pelo melhor hambúrguer da cidade. Assim como outras coisas deste blog, ela nasceu com o intuito de me fazer lugares diferentes de São Paulo, até que fosse possível encontrar uma lanchonete ideal, capaz de me fazer delirar apenas com a menção de seu nome. E eu cheguei a encontrá-la, de fato, como vocês podem lembrar pelos dois textos apaixonados que eu escrevi sobre a Hamburgueria do Sujinho. Mas das últimas vezes que fui à casa, procurei comer um lanche diferente do clássico X-Maionese, e falhei em encontrar boas variações. O que me fez pensar que talvez o Sujinho não fosse tão perfeito assim, ao menos não para todas as horas, e que era preciso continuar a busca. E ela prosseguiu, não muito longe dali, a apenas alguns quarteirões de distância, na rua Augusta, 1499, com o recém-inaugurado Paulista Burger. 

Criado pelo mesmo grupo que controla a rede de churrascaria Bovinu's, o Paulista Burger não me inspirou muita confiança nas primeiras vezes que passei em sua frente, descendo a Augusta para reencontrar amigos depois da viagem. Nesse último fim de semana, entre um grande filme ("Gravidade") e dois bons shows (Selton e Bárbara Eugênia, no Beco 203), resolvi arriscar. E gostei muito do que provei por ali.

5 de set. de 2013

Melhor Hambúrguer da Cidade: Seu Oswaldo - Revisita

Há tempos eu venho ensaiando recomeçar esta seção, que já me deu muitas alegrias e calorias a mais. Pois bem: mãos à obra. Como nem todo recomeço é fácil, resolvi abrir os trabalhos com uma revisita prometida há tempos: a Lanchonete do Seu Oswaldo. Charmosa casa no Ipiranga, com jeitão de boteco e um sem número de prêmios e indicações de amigos como dona do melhor hambúrguer da cidade, o seu Oswaldo tinha sido avaliado abaixo das minhas expectativas na primeira vez que fui até o bairro do Grito provar o famoso molho de tomates que acompanha seus lanches. 

Localizado na rua Bom Pastor, 1659, pertinho do SESC Ipiranga (aquele lugar legal onde a gente pode tomar um sorvete de iogurte daora por R$2,50) a Lanchonete do Seu Oswaldo é um salão sem placa ou banner na porta, com apenas um grande balcão (onde cabem umas 30 pessoas) e quatro mesas, sem o requinte ou o luxo das casas que se proclamam hamburguerias gourmet.

Ainda bem. O sistema de funcionamento é simples: você chega, pede o que quer e fala seu nome para um dos atendentes, que te chamam quando vagar uma mesa. Assim como outro estabelecimento favorito deste blog, o seu Oswaldo funciona à moda antiga - ou seja: não aceita cartão de crédito nem de débito, apenas dinheiro e cheque. 

Na visita anterior, não me impressionei muito nem com o X-Salada (o carro-chefe da casa) nem com o X-Bacon Maionese. Dessa vez, acompanhado do André Bina, do Vinicius Olmos e do Tiago Oliveira (meu mestre iniciador em hambúrgueres, mas essa história eu conto outro ia), as coisas foram bem diferentes. Repeti o pedido do X-Bacon Maionese, muito bem assentado, acompanhado de uma Coca-Cola de garrafa de vidro (<3). 

A carne (um hambúrguer pequeno e fininho, mas sem mixaria), o pão e o queijo não são grandes destaques do lanche, mas compõe uma base de sustentação interessante. Dessa vez, porém, a interação entre a maionese e o purê de tomate deu ao sanduba um molho todo interessante, em um sabor que mistura o ácido (da maionese), o doce e o salgado (do tomate).

Nada, entretanto, estaria correto se não fosse o bacon tostadíssimo, pronto para dar aquele gostinho de gordura maravilhoso ao conjunto, revalorizando o gosto da carne e do molho. Uma graça - e um hambúrguer bom o suficiente pra te fazer cogitar ir até o Ipiranga uma vez por semana. 

Nota: 4,25 fatias de bacon. 

Ranking MHC Pergunte ao Pop:

1 - Sujinho Pic Burger Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (5)
2 - X-Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (4,8)

28 de mar. de 2013

Para-Lá-Tim-Bum: Barcelona, parte 2


Hoje é a minha quinta noite em Barcelona, mas daqui a pouco vai ser a primeira vez que vou deitar a cabeça  no travesseiro sorrindo de orelha a orelha por estar nessa cidade. Até a tarde de hoje, a ficha não tinha caído. Eu já tinha andado bons pedaços da capital da Catalunha, desde as ruas ricas da Gràcia até as vielinhas do El Born e do Bairro Gótico, e nenhuma delas tinha sido capaz de explicar porque boa parte dos amigos que já vieram pra cá só pensam em voltar de novo.

27 de mar. de 2013

Para-Lá-Tim-Bum: Barcelona, parte 1












Barcelona sempre foi, desde pequeno, uma palavra muito presente no meu imaginário. Parte por culpa do time de futebol, que em 1996 contratou o meu primeiro grande ídolo, o Giovanni (aquele que deveria ter sido campeão brasileiro mas o Márcio Rezende de Freitas não deixou), parte porque há em São Caetano um bairro com o mesmo nome da capital da Catalunha, onde eu estudei, tive minhas primeiras aulas de violão e até hoje corto o cabelo. 

3 de fev. de 2013

Melhor Hambúrguer da Cidade: MEATS

Recém-inaugurado em uma esquina charmosa da rua dos Pinheiros (quase no cruzamento com a av. Rebouças), o MEATS é um restaurante cheio de personalidade. Liderado pelo jovem chefe Paulo Yoller, um dos responsáveis pelo sucesso recente do Butcher's Market (considerado pela VEJA SP o melhor búrguer de 2011, mas que ainda não passou pelo crivo desta coluna), a casa ainda encontrava-se em obras quando da visita deste que vos escreve ao local, acompanhado pelo Marcelo Costa. O que não a impediu, porém, de gerar uma refeição marcante - mas que é para ser feita apenas poucas vezes. 

Logo de saída, eu e Marcelo resolvemos rachar uma porção de entrada, mas, no lugar de usuais fritas ou onion rings, fomos em frente com as Hot Wings - coxinhas e asinhas de frango bem fritinhas e extremamente picantes, acompanhadas de sour cream. Não botávamos fé na quantidade de pimenta quando o garçom avisou que o prato era realmente forte - e acabamos pagando por isso com as nossas lágrimas (literalmente).  Para paladares fortes - daqueles que não se intimidam diante de restaurantes mexicanos e molhos de pimenta baianos.  

Na hora de escolher o hambúrguer, embarquei em uma sugestão tão diferente do que estou acostumado que até fica difícil de avaliá-la: o Pulled Pork (R$ 29,00), um lanche composto de pão, carne de porco desfiada  e úmida (e regada a mil ingredientes, entre eles Jack Daniels, cujo gosto se percebe ao fundo de cada mordida), queijo, alface e cebola. Apesar da confusão toda, é um lanche invocado, na qual o sabor forte da carne prevalece sobre os outros componentes, que mais ajudam para compor um meio de campo embaçado (daquele com 3 volantes, que estão ali apenas para segurar o resultado) do que procuram se estabelecer conflitantemente com os atores principais. O placar final da partida é um lanche que ganha por 1 a 0 zero em uma partida disputada, mas cheia de ~ousadia e alegria~. 

Para fechar a partida, embarquei em um cheesecake de maracujá (R$ 14,00), que deixa claro desde a primeira mordida a sua força: no lugar de uma massa, apenas castanhas moídas, deixando um sabor marcante na boca, e aumentando a crocância da sobremesa, bem balanceada entre o doce do creme e o azedo do maracujá que a cobria. Mas, valem ainda dois avisos: o sabor dos cheesecakes muda de acordo com o dia, e outra atração do MEATS que merece ser experimentada em uma próxima visita é o salgado (no preço) milkshake de cerveja Guiness com Jack Daniels, que custa a bagatela de R$ 40,00. Pesado. Além disso, a casa ainda oferece uma interessante carta de cervejas - e garçons bem treinados para te indicar a melhor delas para harmonizar com o seu sanduíche. 

Nota: 3,5 fatias de bacon 

Ranking MHC Pergunte ao Pop:

1 - Sujinho Pic Burger Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (5)
2 - X-Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (4,8)

24 de jan. de 2013

Melhor Hambúrguer da Cidade: Hamburguinho

Antes de começarmos, um aviso: este texto é o pagamento de uma dívida pessoal comigo mesmo. Afinal, o Hamburguinho (a filial da Av. Brigadeiro Faria Lima, 2883, no Itaim) foi um dos primeiros hambúrgueres de responsa que comi na vida - pode acreditar, até mesmo para mim já teve um tempo que comer um hambúrguer significava ir ao McDonald's ou ao Giraffa's.
 
Lembro bem: eu estava prestes a entrar no iG (que ficava na rua Amauri, ali do lado) para fazer uma das entrevistas de admissão, um amistoso da seleção estava rolando e resolvi parar para tomar uma Coca e um X-Maionese. Como diria o capitão Renault, de Casablanca, aquele era o começo de uma grande amizade. Bons momentos vivi ali - o melhor deles, devo dizer, às vésperas do show do ano de 2012 (Crosby, Stills & Nash), quando vi o Santos golear o Bolívar na Libertadores por 8 a 0. 
 
Mas sou relapso: entrei no iG, mudamos de endereço (para a Berrini), saí do iG e ainda não tinha escrito sobre a casa. Até essa semana, quando resolvi chamar o Giovanni Santa Rosa para um almoço rápido de despedida, aproveitando para matar a saudade do cubículo quadrado e meio sujo que é o Hamburguinho. Contando apenas com um balcão em formato de U, onde devem caber umas 20, 25 pessoas (o que torna o lugar bem cheio na hora do almoço durante a semana), a lanchonete é um dos exemplos mais clássicos de dona de um lanche simples (e que você sempre tem medo que venha com ingredientes a mais da chapa), mas que conquista corações. Caia de boca no X-Maionese (R$17,80), um sanduíche que só parece pequeno, porém é dono de uma grande pegada.

O pão quente e o queijo derretido na medida certa são dois alicerces para que a carne bem temperada (embora um pouco além do mal passado que tanto amo) e a maionese cheia de salsinha, bastante ácida e abundante brilhem com galhardia. A maionese, por sinal, é tão abundante, que torna-se um desafio à parte tentar não se lambuzar com ela durante a refeição. Mas, fica o conselho: caso ela caia no prato, não hesite em ignorar o que a sua mãe te ensinou e deguste-a toda com os dedos. Você não vai se arrepender - e de quebra, vai ganhar um novo lanche favorito.

Ah! Para os gulosos por sobremesas, vale a dica: o sundae do Hamburguinho é outro ponto alto da casa. 

Nota: 4,5 fatias de bacon

Ranking MHC Pergunte ao Pop:

1 - Sujinho Pic Burger Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (5)
2 - X-Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (4,8)

10 de dez. de 2012

Melhor Hambúrguer da Cidade: Hamburgueria São Caetano

O X-Burguer
Apesar de amar São Paulo com todos os seus defeitos e passar mais da metade dos meus dias na capital paulista, não moro nela - e sim em São Caetano do Sul, aquela cidade que é especialmente conhecida por abrigar a fábrica da GM, ser sede do time do Adhemarrrrrrr e ter o melhor IDH do país. Entretanto, não vamos enganar ninguém: por seu tamanho quase esdrúxulo (16 km²), gosto de dizer que São Caetano é um bairro que São Paulo esqueceu de anexar, e que o IDH é um mero esconderijo para uma cidade que não tem bons hospitais, e até dois anos atrás não tinha nem cinema nem livraria.

Toda essa introdução vale só para falar que há tempos eu torcia pelo surgimento de bons hambúrgueres na minha cidade do coração. Há mais ou menos duas semanas, fui com meus pais testar uma nova casa da cidade, a Hamburgueria São Caetano (rua Taipas, 420), bastante esperançoso. A bem da verdade, devo dizer que a lanchonete do bairro Barcelona é que nem aquela banda do seu amigo: você quer muito que dê certo, mas...

Decorado com fotos antigas da cidade, das décadas de 40 e 50, cadeiras e mesas de madeira e um jeitão de lanchonete de cidade do interior paulista, o salão da casa estava lotado em um sábado à noite - o que parecia ser um bom sinal, como o baterista fera da banda do seu bróder que chega com quatro pratos diferentes.

Mas não era um bom começo. Para começo de conversa, demoramos a sermos atendidos pelas poucas garçonetes da casa, e a Coca-Cola foi servida em copos de plástico (daqueles que você compra no supermercado).

Esse é meu pai. Sim, ele estava com fome.
Não, o lanche não era bom. 
A porção de batata frita veio com bastante óleo, e, apesar de ser barata (R$ 4,00), era mal servida e tinha como acompanhamento maionese e catchup de sachê - o equivalente gastronômico à hora que o seu amigo anuncia no palco que vai tocar uma cover de Los Hermanos para uma menina que está "looooooonge".

Como estava com bastante fome, resolvi ir além do meu habitual, e pedi logo dois lanches de uma vez: um X-Maionese (R$ 7,00) e um Taipas 4 (hambúrguer ~artesanal~de 130g, queijo, alface, tomate seco e molho rosè, por R$ 10,00). Sobre o X-Maionese, pouco há a dizer: um lanche simples, com maionese fabricada industrialmente, e com uma carne que pouco convence: apesar de dizer que é artesanal, ela soava ao paladar bastante massificada, como um monte de carne amassada até não sobrar mais espaço (como o som roufenho que sai dos alto-falantes do inferninho que o seu amigo toca).

Taipas 4
O Taipas 4 era minimamente decente, porque o bom molho rosè e o tomate seco deixavam o lanche mais apresentável, e por alguns poucos momentos me fizeram esquecer quão ruim era o resto do lanche. Entretanto, quase no fim do sanduíche, meu dente sentiu uma coisa dura. 

Sim, senhores, era um pedaço de osso, que tinha sido moído junto com a carne. Foi nessa hora que eu desisti de qualquer coisa - até mesmo do 'eu te considero pra caralho' do meu amigo. Como diria Bruce Springsteen, "it's a town full of losers, I'm pulling out here to win".

Nota: 1 fatia de bacon (X-Maionese)
1,5 fatia de bacon (Taipas 4)


Ranking MHC Pergunte ao Pop:

1 - X-Maionese, Hamburgueria do Sujinho - Consolação (4,8)
3 - X-Maionese, Milk & Mellow - Itaim (4,25)
4 - X-Bacon Maionese, Lanchonete D'Sampa - Brooklyn (4) 
17 - #1, The Rockets - Jardim Paulista (1,5)
17 - Taipas 4, Hamburgueria São Caetano - São Caetano (1,5)
19 - X-Maionese, Hamburgueria São Caetano - São Caetano (1)