5 de fev de 2012

Super Bowl

Tracy Porter, do New Orleans Saints, no "Retorno Para a História", do Super Bowl XLIV, em 2010

Na manhã de "hoje" (são duas e quarenta da manhã quando escrevo), provavelmente os jornais esportivos do Brasil dedicarão a sua página anual (ou nem isso) ao futebol americano, em razão do Super Bowl. Manchetes como "o evento mais visto da televisão mundial" ou "o maior faturamento em publicidade" ou coisas do gênero devem descrever a final entre o New England Patriots - do marido de Gisele Bündchen, Tom Brady (para usar outro clichê) - e o New York Giants

O futebol americano não é só pancadaria, como diriam os detratores. É um esporte apaixonante - depois de alguns poucos jogos, é possível perceber o quanto de estratégia (e de beleza) tem dentro dele. Alguém outro dia disse no twitter - acredito que foi o Leonardo Bertozzi, comentarista da ESPN - que hoje o football é um dos cinco esportes mais legais de se ver no mundo.


Assino embaixo desde fevereiro de 2010, quando me apaixonei pelo New Orleans Saints após ver o Super Bowl XLIV. Passei domingos, segundas e quintas-feiras do segundo semestre de 2011 na frente da tevê, acompanhando os jogos da temporada regular, na ESPN, e aprendi muito sobre o jogo com a dupla dinâmica Everaldo Marques e Paulo Antunes. Eu arriscaria dizer que o esporte tem crescido muito no Brasil graças, em parte, a eles, que descomplicam o jogo e fazem o espectador comum entender. E até agora não me recuperei da derrota do Saints contra o San Francisco 49ers - que o Rodrigo James comentou belamente no blog dele.

O Super Bowl, que acontece amanhã, às 21h30 (horário de Brasília), encerra e coroa a temporada de 2011 - marcada por grandes ataques, calouros ousados e a ressurreição de um time (o 49ers). Famoso pelos shows do intervalo - em 2010, foi o The Who, em 2011, o Black Eyed Peas, e esse ano será Madonna -, o evento mostra talvez aquilo que os americanos sabem fazer de melhor: um baita espetáculo. Valeria a pena vê-lo só pelo show, mas tem muito mais que isso. Não vou tentar explicar aqui, é melhor simplesmente ver.

Minha recomendação do dia, para você que ainda não deu uma chance à bola oval, é se despir dos preconceitos e sintonizar sua TV no duelo entre Tom Brady, dos Patriots, e Eli Manning, dos Giants - dois grandes quarterbacks (traduzindo: aqueles caras que lançam a bola). Tem tudo para ser um grande confronto, na minha opinião. E, quem sabe, o começo de uma nova paixão.

Bônus track: pra quem quiser sentir o gostinho da coisa, vale ver aqui o Top10 de grandes jogadas em narrações feitas pela ESPN. Em primeiro lugar, a cena que ilustra este post declaração - o "Retorno para a História".

Um comentário:

  1. Manning só o Peyton. Sem mais.

    PS: Eli-babaca-Manning deu sorte. Ponto.
    PSS: salvo engano, eu perdi uma aposta.

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