2 de abr de 2013

Kate Nash no Cultura Inglesa Festival

ATUALIZAÇÃO: A mistura fina parece começar a azedar. Depois de anunciar Magic Numbers e Bonde do Rolê tocando The Cure, o Cultura Inglesa Festival parece inverter a lógica que lhe tornou um dos eventos mais legais da cidade de São Paulo nos últimos anos. Além de ter trocado o Parque da Independência pelo Memorial da América Latina (aquele parque paulistaníssimo, sem árvores), o festival parece ter cedido à lógica barata do mercantilismo de shows, mesmo continuando a ser gratuito.

Mas como? Vamos lá:  sse ano, se você quiser entrar no show com calma e sem fila, pode reservar o seu ingresso por CINCO DILMAS. (Você vai me dizer, "Bruno, você não pagaria isso pra ver Magic Numbers e Kate Nash?". Eu respondo: "Claro que sim, até umas dez vezes esse valor". O problema é: se um festival quer ser gratuito, que ele seja gratuito de verdade, sem fila de preferência pros filhos de Gérson).

Entendo que essa foi a maneira encontrada pela organização pra evitar repetir o problema de 2012, quando gente ficou na fila por horas e não entrou, pra não falar na intervenção da PM. Mas, em pleno 2013, a civilização brasileira já poderia fazer mais que isso.

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Um dos festivais mais bacanas (lineup esperto, curadoria inteligente, e melhor de tudo, de graça) de São Paulo, o Cultura Inglesa Festival, anunciou na manhã desta terça-feira (2) os detalhes para sua 17ª edição - a terceira realizada para o grande público, e não apenas para os estudantes da escola de inglês. Duas coisas saltam à atenção no comunicado:

  • Kate Nash, a inglesinha que fez muitos corações se partirem com "Foundations" e "Mouthwash" há alguns anos, será a headliner do evento, que rola no dia 23 de junho na capital paulista. Comparando com as edições anteriores do CIF (Gang of Four em 2011 e Franz Ferdinand em 2012), a escolha da cantora para encabeçar o evento é um retrocesso - será que o orçamento ficou mais curto? Entretanto, é um acerto por parte da organização do festival, uma vez que Nash é o tipo de artista que vai de encontro com o público-alvo da coisa toda, formado por uma classe média-alta paulistana mezzo hipster mezzo filhinho de papai que vai pra aula de inglês paquerar e assistir episódios de Friends sem legenda. 
  • No lugar do Parque da Independência (aquele do Museu do Ipiranga), um dos lugares abertos mais legais para ver um show em São Paulo, com direito a árvores, sol e inclinação natural que ajuda adolescentes baixinhas a finalmente enxergarem o palco, o evento será realizado no Memorial da América Latina, aquele espaço tipicamente paulistano projetado por Niemeyer - quer coisa mais paulistana que um parque sem árvores? Como consolo, vale lembrar que é bem mais fácil chegar no Memorial (estação Barra Funda do Metrô) do que no Parque da Independência, mas... 'xá pra lá. 
Seja como for, é um programa de primeira para quem quiser curtir um bom domingo em São Paulo. O Pergunte ao Pop esteve nas duas edições anteriores do festival (leia aqui e aqui), recomenda e desde já fica triste por não poder estar presente dessa vez. #invejinha

2 comentários:

  1. Post típico de coxinha que vive sobre Strokes-Franz Ferdinand-Kings of Leon

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  2. quanto rancor, vai comer alguém pra ver se melhora esse mal-humor aí, meu fio

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