
A janela do avião nesse momento mostra só um pedaço da asa, nuvens e um resto de céu azul de um fim de tarde europeu, mas eu olho pra ela e vejo refletidos pedaços e memórias dessa última semana que passei em Barcelona. Os olhos não chegam a marejar, o que é bom, mas o coração quase bate descompassado ao lembrar do sol, das ramblas, dos hambúrgueres, dos prédios malucos de Gaudí, do Mediterrâneo e da sensação de conseguir encontrar um lugar especial no mundo, uma cidade que eu sinto que poderia chamar de casa.